Passo a passo para escolher a maquineta de cartão

Olá! Eu gostaria de adquirir minha primeira maquineta de cartão. Porém, como estou entrando no mercado agora, não sei que tipo de máquina me atenderá melhor, quanto vou faturar por mês, que tipo de vendas mais realizarei (débito, crédito à vista, crédito parcelado)… Vocês podem me ajudar?

Att.,

Clarice

Olá, Clarice!

Muitas pessoas ficam na dúvida de como escolher sua primeira maquineta. O motivo é fácil de entender: nos últimos anos, uma quantidade impressionante de empresas surgiu para disputar esse mercado. Com isso, surgiu um número ainda maior de maquinetas, de todos os modelos imagináveis, ficou à disposição do consumidor. Você pode escolher opções com fio, sem fio, para compra, aluguel, entre várias outras. A situação se torna ainda mais complicada quando você percebe que empresas diferentes oferecem, constantemente, opções muito parecidas. Para quem é novo no assunto, elas podem parecer até mesmo iguais. Mas não caia nessa! Sua pergunta nos inspirou a escrever um artigo sobre os principais pontos a se levar em conta na hora de escolher sua primeira máquina. Espero que ao final, fique claro para você, e para todos os nossos leitores, como cada detalhe importa na hora de se escolher uma maquininha de cartão.

Hoje em dia, quem não vende no cartão está perdendo vendas

Nós, do Educando seu Bolso, já fizemos diversas publicações sobre a importância que as maquininhas de cartão têm hoje no mercado. Embora, há até pouco tempo, ter uma máquina de cartão fosse algo restrito a grandes e médias empresas, recentemente os cartões de crédito e débito se popularizaram muito. Grande parte da população prefere comprar utilizando cartão a usar dinheiro ou cheque – que já são, muitas vezes, considerados até ultrapassados. Assim, até mesmo as pequenas e microempresas tiveram que se adaptar a essa nova face do mercado: com mais dinheiro de plástico e menos dinheiro de papel.

Novos hábitos

Os cartões transformaram o modo de se vender e comprar e quem não se adaptou a essa mudança está perdendo vendas. O Educando seu Bolso entrevistou diversos comerciantes que comprovaram: começar a aceitar cartão aumentou o número de clientes. A questão é que, por praticidade e segurança, hoje em dia muitas pessoas não andam mais pelas ruas com dinheiro. Quando se deparam com um estabelecimento que não recebe cartão, acabam deixando de comprar ali e procurando outro lugar semelhante. Ou seja, o concorrente. Por isso, mesmo que as maquininhas de cartão tenham o seu custo, elas podem ser entendidas como um “mal necessário”. Afinal, hoje, quem não passa cartão pode terminar ficando no banco de reservas (clima da Copa já chegou por aqui).

Muitos comerciantes têm medo de que a máquina de cartão acabe ficando muito cara e roubando todos os lucros da empresa. Porém, isso não precisa ser verdade e nem um sofrimento. De fato, quando se escolhe uma maquininha que não se adéqua bem ao seu negócio, você pode acabar pagando mais do que deveria. Mas isso não será uma realidade se você tomar todos os cuidados que apresentarei a seguir. Espero que esse texto deixe as coisas bem claras tanto para a Clarice, que nos enviou a pergunta, como para todos os nossos leitores.

Dificuldades para escolher a maquineta. Quais critérios levar em conta?

Para facilitar a tomada de decisão na hora de eleger qual é a melhor maquininha de cartão para você, fizemos um pequeno passo a passo para que o processo fique bem instrutivo.

PASSO 1: Tipo de negócio. Como isso pode afetar a escolha?

Em primeiro lugar, enquadrar o seu negócio em alguma categoria é muito importante. Segmentos diferentes podem ter necessidades muito diferentes. Se você trabalha em um restaurante, por exemplo, a opção por uma maquininha de cartão que aceite vale refeição é essencial para que nenhuma venda seja perdida. Se trabalha com delivery, necessitará de uma maquineta móvel. Afinal, os entregadores precisarão carregá-las para receber os pagamentos.

Esse primeiro passo também é importante para que você possa decidir quantas máquinas de cartão irá contratar. Nos dois exemplos acima citados, restaurantes e deliveries – assim como mercados e postos de gasolina -, frequentemente uma única maquineta de cartão não é suficiente para cobrir todas as vendas (exceto, claro, se for um negócio bem pequeno). Portanto, antes de contratar a máquina, pense em como as vendas serão realizadas. No caixa? Se for apenas um caixa, uma maquineta pode bastar. Diretamente na mesa do cliente? Pense em contratar mais de uma.

PASSO 2: Localização do negócio.

O local do seu negócio é outro ponto importantíssimo para que você escolher a melhor maquininha de cartão. E, por local, quero dizer tanto cidade, bairro em que ele se localiza, como também se é um estabelecimento a céu aberto, fechado. O motivo? É simples. Existem algumas cidades em que determinadas operadoras de celular não funcionam muito bem. Se você for contratar uma maquininha de chip, é imprescindível que se lembre disso. Afinal, você deve escolher uma opção que funcione bem nesse local e não deixe nenhum cliente na mão. Não tem nada pior do que o sinal falhar bem na hora que o cliente for passar a compra, não é?

Em algumas cidades, na realidade, nenhuma operadora de celular funciona muito bem. Nesses casos, pode ser melhor uma maquineta com conexão Wi-fi (caso seu estabelecimento disponha de um). Ou, até mesmo, uma com fio (fixa), que é conectada à linha telefônica ou banda larga.

Subsolo

A preocupação com estabelecimentos a céu aberto, fechados ou subterrâneos é similar. Todo mundo já entrou naquele prédio em que o sinal de telefone não pega muito bem, e sabe como é o sufoco de precisar sair do edifício para conseguir fazer uma ligação, por exemplo. Com as maquininhas de cartão, não é diferente. Sua loja fica no subsolo ou em qualquer lugar em que o sinal de celular não funciona bem? Então é melhor não se arriscar com maquininhas que dependem dessa conexão. Opte por maquininhas wi-fi ou fixas.

Regiões

Por fim, nem a região do país pode ser esquecida. Em algumas regiões, existem bandeiras de cartão que são mais frequentes do que a média nacional. Por exemplo, a Hiper no Nordeste, ou a Banricard e Banricompras, no Sul. Antes de contratar sua primeira maquineta, pesquise um pouco sobre sua região, na internet ou conversando com vendedores mais experientes. Assim, você não corre o risco de ser surpreendido com uma maquininha que não funciona bem onde você trabalha.

PASSO 3: Fluxo de clientes.

O seu fluxo de clientes também deve ser levado em conta. Se você tem um negócio maior, é mais provável que você se depare com um número maior de bandeiras de cartão. Por causa disso, talvez seja necessário buscar uma máquina que aceite todas elas. Porém, geralmente, as mais utilizadas são Visa, Mastercard e Elo, que são aceitas pela maioria das maquininhas. Assim, se você tem um negócio menor, uma maquininha de cartão que passe apenas essas opções é suficiente. Exceto se for um restaurante, pelo que acabei de explicar sobre os vales refeição!

Mas cuidado! Não se deixe iludir apenas pela quantidade de bandeiras que uma maquininha aceita. Muitos comerciantes escolhem sua máquina apenas por ela aceitar um grande número de tipos de cartão. Porém, em muitos negócios, isso nem faz tanta diferença. Você pode acabar pagando mais caro por essas bandeiras extras que nem serão utilizadas. Como mencionado acima, dependendo do seu fluxo de clientes, uma opção que aceite apenas as bandeiras principais já cumpre sua função. Da mesma maneira, não adianta nada contratar uma maquineta que aceite trinta bandeiras diferentes, mas não aceite justamente aquela que tem muitos clientes na sua região do país.

PASSO 4: Preço dos produtos.  

Outro aspecto importante para se considerar é o tipo de produto que você vende. Se você trabalha com produtos baratos e de saída rápida, provavelmente não vai realizar vendas parceladas, apenas débito e crédito à vista. Nesse caso, é necessário procurar por maquininhas que possuam taxas baixas para essas modalidades de pagamento. Por outro lado, se costuma realizar vendas de produtos mais caros, o cliente provavelmente vai solicitar por parcelar a venda. Aí, maquininhas com taxas de parcelamento baixas são as melhores escolhas. Mas há também aqueles que vendem tanto produtos baratos como outros mais caros. Para essa situação, é preciso se pensar em uma maquininha de cartão que tenha taxas vantajosas em todos os tipos de venda.

E, acredite: existem maquininhas que se adequam melhor a cada exemplo que citei acima. Não existe a “melhor maquininha do mercado”, existe a melhor maquininha para você. Afinal, de que adianta a máquina ter a menor taxa no débito do Brasil se você só vende crédito parcelado? O nosso Simulador de Máquinas de Cartão consegue mostrar muito bem essa diferenciação. Ele realiza justamente esse trabalho de escolher as maquininhas com as melhores taxas para o seu negócio, já que, baseado no faturamento que você coloca no simulador em cada tipo de venda, ele calcula quanto você pagaria em cada máquina. Realize o experimento: coloque no simulador um faturamento apenas no débito, outro apenas no parcelado, outro apenas no crédito à vista, misture os três: você ficará surpreso com como a melhor opção de maquininha pode variar.

PASSO 5: Maturidade do negócio. Para negócios muito no início, compensa assumir um contrato de aluguel?

A mensalidade é outra questão de suma importância. Afinal, trata-se de um custo fixo que você terá com a maquininha e que precisará pagar mesmo se não a utilizar em determinado mês, ou a usar muito pouco. Portanto, para quem ainda não sabe o quanto vai utilizar a maquineta, talvez não seja uma boa pedida escolher logo de início um modelo ou empresa que cobra mensalidade.

O rendimento mensal do negócio ajuda a definir se as maquininhas com aluguel são boas possibilidades ou não. Nas micro e pequenas empresas, para quem está começando agora, por exemplo, o valor do aluguel conta muito, pois ele representa uma grande fração do gasto que você terá mensalmente com a maquininha, podendo ser até mesmo maior do que o que você paga efetivamente com as taxas. Em empresas maiores, em que o faturamento é mais alto, o valor da mensalidade pode ser insignificante perto de todos os outros gastos.

PASSO 6: Tecnologia. Wi-fi, bluetooth, impressora etc.

Tecnologia: assunto essencial para não dar bobeira na hora de escolher a maquineta! Hoje, no mercado, há um grande rol de opções, com tecnologias de todos os tipos. Por mais que esse quesito, geralmente, não seja algo que vá inviabilizar a sua venda, a falta de uma determinada característica pode atrapalhar.

Existem, por exemplo, maquinetas que dependem de um aparelho celular para funcionarem. São as maquininhas com conexão bluetooth. Caso você não possa ficar sempre perto do seu celular na hora de vender, tome muito cuidado com essas opções. Outra situação é a relativa a mercados, restaurantes e lojas maiores: nesses estabelecimentos, máquinas sem impressora podem desagradar clientes mais tradicionais, que preferem receber sua notinha em papel. Assim, pense muito bem antes de contratar sua frente de caixa.

O wi-fi é para quem quer ter mais uma garantia de estabilidade na venda. Se seu negócio possui um roteador wi-fi, talvez valha a pena procurar uma máquina que faça esse tipo de conexão, ou até mesmo contratar um roteador para isso. Muitos lojistas relatam que máquinas conectadas a essa tecnologia ficam sem sinal com menos frequência e, para todos os efeitos, pelo menos é uma segurança a mais na hora de realizar a venda.

PASSO 7: Praticidade para acessar o dinheiro

Por último, a forma como você irá receber o dinheiro proveniente das vendas com a maquineta também deve ser avaliada e é de extrema importância. Você poderá utilizar a conta de banco que já possui? Precisará abrir uma nova conta? Fique de olho nesses detalhes. Descobrir que será necessário abrir uma conta de banco de última hora para receber os pagamentos no cartão pode gerar uma dor de cabeça desnecessária. Sempre, antes de contratar, fique atento ao modo que irá receber o seu faturamento.

Além disso, algumas empresas de maquininhas estão associadas a um banco, como a GetNet com o Santander, a Rede com o Itaú, a Vero com o Banrisul, as novas maquininhas Bradesquinha e BBzinha (Bradesco e Banco do Brasil respectivamente) que estão chegando agora no mercado… Então, se você possui conta nesses bancos, talvez valha a pena entrar em contato com a empresa para verificar se existe alguma condição especial para quem já é cliente. Além, disso, nessas situações, possuir a conta no banco afiliado pode facilitar até mesmo o recebimento do dinheiro. Isto vale muito no quesito praticidade.

Mas novamente, tome cuidado! A justificativa da praticidade é utilizada frequentemente por empresas que possuem um banco por trás para atrair clientes, mas essa comodidade pode custar caro! Não contrate uma maquininha apenas pela conta que você já possui. Muitas pessoas escolhem a máquina por esse motivo e acabam se dando mal, pagando muito mais do que poderiam caso tivessem, inicialmente, escolhido gastar um tempinho a mais criando uma conta em outro banco.

BÔNUS: Faça simulações.

O nosso Simulador de Máquinas de Cartão é a melhor ferramenta para que você possa encontrar a maquininha que procura. A Clarice, que nos enviou a pergunta e nos motivou a criar esse post, nunca havia trabalhado com maquininhas. Por isso, não sabia muito bem como escolher uma se não possuía nenhuma noção prévia sobre o assunto. Essa é, igualmente, a dúvida de muitos lojistas. Por esse motivo, montei alguns exemplos com dicas para que vocês, leitores, aprendam a utilizar o simulador. Mesmo não possuindo ainda um faturamento em cartões.

Recomendo que se coloque valores aproximados e fictícios ao menos para se ter uma base. Por exemplo, se você trabalha como manicure, não realizará tantas transações e venderá principalmente no débito e crédito à vista. Coloque valores aproximados no simulador, como R$ 500 no débito e R$ 800 no crédito à vista. Nada em crédito parcelado.

Por outro lado, se trabalha com móveis planejados, é mais provável que realize boa parte das vendas no crédito parcelado, então pense em um valor que contemple essa função, com um faturamento fictício de R$ 7000 no crédito parcelado e R$ 500 no crédito à vista. Por mais que os valores não estejam precisos, você já encontrará um resultado voltado ao seu negócio.

E não se esqueça dos filtros avançados! Neles, você poderá selecionar apenas as maquininhas que possuem as características que você deseja.

Maquineta

Conclusão

Após esse pequeno tour pelos diversos aspectos que devem ser levados em conta na hora de se escolher uma maquininha de cartão, espero que tenha ficado bem claro para você, leitor, como cada detalhe importa na hora de se eleger a melhor para o seu negócio. Nós, do Educando seu Bolso, desejamos toda a sorte para o seu empreendimento. Agradecemos à Clarice pela pergunta e esperamos ter sanado todas as dúvidas quanto ao tema.

Grande abraço e obrigada pela confiança!

Fernanda Almeida

 

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