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Criptomoedas: Do preconceito à curiosidade!

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Criptomoedas: Do preconceito à curiosidade!







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O Mercado Bitcoin, empresa que visa facilitar as transações de bitcoin realizadas via internet, atingiu o patamar de 3 milhões de clientes. Entretanto, isso não quer dizer que o bitcoin e as criptomoedas deixaram de ser um assunto pouco conhecido pelas pessoas, muito pelo contrário.

Sendo assim, para elucidar um pouco mais nosso público sobre o mundo cripto, a aula de hoje, pois foi muito mais do que um bate-papo, é com Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin.

Quer entender como o Mercado Bitcoin foi criado? Saber o que significa blockchain, token e NFT de uma maneira simples? Conferir as principais novidades do mundo cripto? Conhecer melhor o Mercado Bitcoin? Então, vem comigo!

Essa conversa está disponível em todos os players acima e a gravação está no nosso canal do Youtube, mas já aviso que como o assunto tem muitos detalhes, esse episódio acabou ficando maior do que o costume. Por fim, caso prefira, continue a leitura!

Mercado Bitcoin: Entenda como começou

O mercado bitcoin foi fundado em 2013. Nessa época, o valor do bitcoin era R$100,00 e tinham menos de 2.000 pessoas espalhadas pelo Brasil falando sobre bitcoin em fóruns e encontros. Ou seja, era algo muito desconhecido na época.

Os criadores do mercado bitcoin remaram contra a maré e acreditaram que o bitcoin e toda sua tecnologia se conectaria com o mercado financeiro tradicional, mesmo não sabendo exatamente como, e resolveram investir nisso.

Feito isso, a empresa seguiu com um crescimento não muito expressivo até chegar em 2017, quando o mercado de bitcoin “aconteceu”, como disse Reinaldo.

 

O boom do bitcoin

Em 2017 o Japão criou uma regulamentação, a bolsa de Chicago criou derivativos e, de repente, todo mundo estava atrás de bitcoins.

Nessa época, aconteceu o primeiro “boom” do bitcoin, em que seu preço chegou a 20 mil dólares, quase 70 mil reais. Esse “boom” foi devido à empolgação das pessoas que estavam em busca do ativo naquele momento, gerando um grande aumento no valor da moeda digital.

Logo em seguida, o clima esfriou e o preço do bitcoin caiu. Nesse momento, o Mercado Bitcoin se posicionou acreditando que, apesar do preço ter aumentado devido a grande especulação da época e da bolha ter estourado, fazendo com que o preço caísse novamente, valia a pena investir ainda mais.

 

O Mercado Bitcoin cresceu

Os fundadores do Mercado Bitcoin começaram a contratar especialistas.  Reinaldo foi um deles, contratado para desenvolver áreas de prevenção à lavagem de dinheiro e monitoramento de transações.

Além disso, o Mercado Bitcoin se cadastrou no COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e desenvolveu, junto com a Receita Federal, mecanismos de reporte. Então, de acordo com Reinaldo, o Mercado Bitcoin já tinha uma estrutura semelhante ao que seria um banco pequeno ou médio.

Por fim, foi a partir daí que o Mercado Bitcoin se viu preparado para receber captação e investimentos. E, hoje, a empresa vem crescendo rapidamente, está indo para outros países e criando produtos para além da simples negociação de bitcoin.

Então, agora, o Mercado Bitcoin, apesar de continuar sendo uma startup, já emprega 700 funcionários e tem mais de 3 milhões de clientes.

 

Mas o que é, de fato, o Mercado Bitcoin?

Para entender o que faz o Mercado Bitcoin, Reinaldo nos trouxe uma analogia com o Mercado Livre.

Então, assim como quando você quer comprar uma bicicleta, você entra no Mercado Livre, faz sua busca e encontra algum vendedor que ofereça uma bicicleta do modelo e na faixa de preço que você quer. Você faz o mesmo no Mercado Bitcoin, mas com bitcoins.

Logo, o Mercado Bitcoin é um marketplace, assim como o Mercado Livre, mas de negociação de bitcoins.

A diferença entre o funcionamento das duas empresas é que no Mercado Bitcoin o bitcoin, por ser um ativo digital,  fica “guardado” com a própria empresa. Diferentemente do Mercado Livre, em que a bicicleta que você está buscando está armazenada na casa do dono que está querendo vendê-la.

Isso faz com que comercializar com o Mercado Bitcoin seja mais seguro, pois eles conseguem garantir que, após a compra, aquele ativo será seu. O que não acontece com o Mercado Livre, que funciona mesmo com o risco do lojista, ou pessoa física, que está vendendo a bicicleta simplesmente não enviá-la ao comprador.

Entenda o que são os bitcoins e suas características aqui!

 

Porque o Bitcoin não é utilizado como moeda?

O que mais ouvimos sobre o Bitcoin é em relação ao seu preço e a possibilidade de ganhar dinheiro ao comprar cripto ativos baratos e vendê-los mais caros. Entretanto, de acordo com Reinaldo, o grande mérito do Bitcoin é em relação à tecnologia.

No início, a ideia por trás da criação do Bitcoin é que ele fosse uma moeda que substituísse as moedas do mundo real. Sendo assim, o Mercado Bitcoin chegou a apresentar algumas tentativas de sacar bitcoins em caixas eletrônicos ou usá-los no pagamento de uma assinatura de revista, assim como fazemos com o real.

Entretanto, como disse Reinaldo, “será que essa é a melhor aplicação dessa tecnologia?”. Para ele não. Então, hoje, existem vários desenvolvedores que trabalham novas formas de utilizar o Bitcoin como meio de pagamento, mas ainda não se chegou a essa solução.

Então, assim como no início da utilização da internet que nós conhecemos hoje, quando ninguém imaginou que pudéssemos fazer tanto com ela quanto fazemos, com a tecnologia do Bitcoin será a mesma coisa.

Ou seja, no fundo, o Bitcoin e as moedas digitais, que nasceram com o objetivo de substituir as moedas do mundo real, não cumprem seu papel. Vejamos o PIX, em menos de 1 ano, todo mundo tem PIX, certo? Já o bitcoin não, ele já foi criado a 12 anos, hoje o valor do bitcoin é 328 mil reais e ele não cumpre o objetivo pelo qual foi criado…

Consórcio e bitcoins combinam? Confira!

 

Entendendo palavras chave quando o assunto é Bitcoin

Quando se fala de Bitcoin, existem algumas palavrinhas que não podem ficar de fora da conversa e que a maioria das pessoas não sabem ou não entendem o seu significado.

Então, como estamos aqui com o objetivo de trazer informação de forma clara e de fácil entendimento, vamos a algumas explicações.

 

O que é Blockchain?

O Blockchain é a rede através da qual os Bitcoins e outros cripto ativos são transacionados.

Nessa rede, ficam armazenadas todas as informações sobre as transações, a quantia enviada, a data, o horário, de quem para quem foi feita a transação, de onde para onde… Assim como um banco de dados.

O que muda é que o Blockchain não tem um “dono”, sendo assim, as informações que estão lá são seguras, imutáveis e abertas para todos que sejam usuários. Logo, elas não estão armazenadas dentro de um computador, por exemplo, mas sim distribuídas em todos os computadores que estejam ligados a ela.

O nome Blockchain se dá por se tratar de uma “cadeia de blocos” em que cada um desses blocos representa um desses registros. Cada um desses blocos tem uma “hash”, que é uma função matemática que pega uma mensagem, ou arquivo, e gera um código de letras e números que representa os dados enviados.

Logo, o Blockchain é como um livro em que todas essas “hashs”, representa cada transação e seus dados enviados, são registrados.

 

O que é NFT?

O NFT, “token não fungível”, em português, é uma outra aplicação, que surgiu com a evolução do Blockchain, a rede em que os Bitcoins são transacionados. Ele é como um certificado digital, ou seja, ele define a originalidade e exclusividade de bens digitais.

O NFT não é transacionado através do Blockchain, pois o “espaço” disponível dentro dos “blocos” do Blockchain não são grandes o suficiente para transacionar certas coisas. Sendo assim, foi criada uma nova rede, a Etherum, que funciona como o Blockchain, mas, tem mais espaço para o armazenamento de arquivos e até aplicações.

Então, por exemplo, imagine que você grava uma música. A partir do momento que você começa a compartilhar sua música com seus amigos e eles começam a compartilhar com os amigos deles, chega uma hora que pode ficar muito difícil de você provar que aquela música é sua.

Agora, a partir do momento que você tem um NFT atrelado à sua música, ela se torna única perante o mundo. Isso porque, se você trocar seu NFT por outro, ele nunca será o mesmo, diferentemente de você trocar uma moeda de 1 real por outra moeda de 1 real, você continua com 1 real. Ou seja, são bens não fungíveis.

Por fim, assim como a pintura da Monalisa é apenas uma, apesar de existirem várias cópias pelo mundo, o NFT também é único e garante que a música criada por você, como nós falamos logo aqui em cima, é realmente sua.

 

Exemplo: O NFT em forma de ingresso

Um bom exemplo para entender o NFT é pensando nele na forma de um ingresso.

Imagine que você comprou um ingresso pro jogo de futebol do seu time do coração, mas os ingressos estavam super concorridos, então, você teve que comprar de um cambista, que te mandou um link do ingresso pelo WhatsApp.

O que te garante que o cambista não tenha vendido o mesmo ingresso para você e mais outros 5 torcedores? Nada, pois ele pode ter enviado o mesmo link do ingresso para você e os outros 5.

Agora, se o ingresso fosse um NFT, esse risco não ocorreria, porque o arquivo digital seria único. Logo, se o ingresso foi enviado para você, você tem garantia da sua entrada, pois é impossível outra pessoa ter o mesmo ingresso que o seu.

 

Qual o lastro do Bitcoin?

Para quem não sabe, segundo o Reinaldo, o lastro do Bitcoin é a tecnologia, logo, o preço do Bitcoin está relacionado à tecnologia envolvida, ou seja, comprando um bitcoin você compra uma fatia dessa tecnologia.

Como a tecnologia envolvida é uma das mais caras, o preço do Bitcoin acaba sendo uma das redes mais caras do mercado cripto.

Conheça as criptomoedas: Bitcoins, stablecoins e CBDCs!

 

O mundo cripto não é voltado apenas para o mercado financeiro

Apesar de muito ser falado a respeito das criptomoedas, a tecnologia que envolve o mundo cripto vai muito além disso.

De acordo com Reinaldo, até jogos estão sendo criados dentro do Blockchain Solana, sendo o mais famoso deles o Star Atlas. Um jogo que se passa dentro de uma nova galáxia e que, cada personagem, cada arma, cada nave utilizada, é um token, um NFT.

Ou seja, seu personagem será único, as roupas que ele utilizar serão únicas, suas armas serão únicas, sua nave será única… É o que é chamado de metaverso, um universo virtual, praticamente, você consegue ter uma vida dentro da internet.

Para se ter um exemplo mais tangível sobre o metaverso, não deixe de assistir ao filme Jogador número 1!

 

Os Bancos Centrais e as moedas digitais

Apesar da tecnologia das criptomoedas não ser voltada só para o mercado financeiro, essa não deixa de ser uma importantíssima aplicação do modelo. Sendo assim, hoje em dia, se vê uma tendência mundial da criação de moedas digitais pelos Bancos Centrais dos países.

O mercado financeiro não deixa de ser um mercado de tecnologia. Nesse caso temos por exemplo o PIX, uma inovação financeira do Brasil que revolucionou a forma de se fazer pagamentos no país e se tornou uma referência mundial.

O que o Blockchain agrega na revolução tecnológica do sistema de pagamentos brasileiro, por exemplo? De acordo com Reinaldo, no token, diferentemente do que acontece no PIX, você consegue programar algumas funções.

Ou seja, seria possível programar um PIX para que ele dure apenas 5 dias. Em seguida, passados os 5 dias, se a pessoa não utilizar o dinheiro, ele desaparece. Seria possível, também, programar para que depois que o PIX fosse transferido para alguém, a pessoa que recebe esse dinheiro só consiga transferi-lo para determinados CPFs ou CNPJs.

Então, o lançamento da CBDC, que será a moeda digital do Banco Central, tem como um de seus objetivos evoluir ainda mais o sistema tecnológico do PIX, agregando novas funcionalidades ao real.

Descubra onde investir seus bitcoins!

 

O que mais a moeda inteligente é capaz?

Reinaldo falou da participação em um programa promovido pelo Ministério do Turismo, em que foi criada a moeda digital do turismo.

Para entender melhor, suponha que a prefeitura de Aracaju queira estimular o turismo na cidade. Normalmente, nessa situação, o que as prefeituras fazem é buscar recursos para fazer campanhas publicitárias na iniciativa privada ou com o governo.

Por exemplo, a prefeitura arrecada 50 milhões de reais e destina esse dinheiro para as propagandas para despertar nas pessoas o interesse em visitar Aracaju. Ao invés disso, com a moeda digital do turismo, a prefeitura teria a alternativa de pegar 30 milhões de reais e dar 500 reais para as pessoas que visitassem a cidade gastar nas empresas de turismo.

Dessa forma, assim que você chegasse na cidade, você receberia 500 reais e teria até 10 dias para gastá-los nas empresas cadastradas no Ministério do Turismo. Depois desse período, a moeda desaparece da sua conta ou ela é “queimada”. Ou seja, você tem o incentivo de conhecer Aracaju e não tem a possibilidade de burlar o sistema e levar o dinheiro pra casa.

Vai fazer uma viagem internacional? Veja 9 dicas para não passar aperto com o dinheiro

 

Qual é o futuro das criptomoedas?

Na opinião de Reinaldo, o que nós vamos ver nos próximos 5 anos será a consolidação de outras redes, visto que hoje já são mais de 8 mil redes criadas mas apenas umas 10 devem acabar se consolidando de fato.

Ainda, Reinaldo acredita que, assim como toda tecnologia, teremos uma etapa de regulamentação que, na opinião do entrevistado, será uma regulamentação global. Isso porque as transações já acontecem em todo mundo e, pasmem, já foram feitos testes até na lua. Sendo assim, é preciso que a regulamentação também seja global.

Ou seja, os principais países vão ter que chegar a um acordo em relação ao ecossistema dos cripto ativos.

Por fim, Reinaldo acha que não falaremos mais de blockchain, token, NFT e todas essas palavras difíceis que são usadas hoje em dia quando o assunto é cripto. O entrevistado acredita que, no futuro, para quem consumir essa tecnologia todos esses termos passarão a ser “invisíveis”, assim como é com a internet.

Então, Reinaldo acredita que nós passaremos a consumir a tecnologia, seja através de um NFT, da tokenização de um ativo real ou de uma moeda digital de um governo, sem saber que o que estamos consumindo é cripto.

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E pra quem ainda desconfia?

O principal conselho que Reinaldo dá para quem ainda tem um pé atrás, assim como nós, com o mundo cripto é: use da sua desconfiança para estudar, buscar informação e entender mais sobre o assunto.

Então, o ideal é continuar desconfiado, estudar, mas não deixar que essa desconfiança te deixe de fora desse novo mundo cripto. Ou seja, muitas oportunidades vão surgir a partir dessa discussão e tecnologia, então não fique de fora.

Por fim, caso queira se arriscar, comece aos poucos, sempre estudando, para entender do que se trata o mercado bitcoin, entender como ele funciona e os riscos.

Então, por exemplo, você pode se cadastrar em uma exchange de Bitcoin, assim como o Mercado Bitcoin, e comprar 50 reais de bitcoin. Os 50 reais é nem 1 bitcoin inteiro, pois hoje ele está valendo R$328.533,00, mas é um começo, dá para você entender melhor como funciona.

Ainda, escolha pessoas e empresas que têm história, são respeitadas e conhecidas sobre o assunto, assim você não estará confiando em alguém que pode estar querendo te passar a perna.

Bom, se você não se interessou pelo mundo de bitcoins ou prefere outros tipos de investimentos, use nosso simulador de investimento e veja a opção mais rentável de acordo com as suas necessidades!

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Gostou do texto? Ficou com alguma dúvida? Então deixe seu comentário!

2 comentários

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