Vai fazer uma viagem internacional? Veja 9 dicas para não passar aperto com o dinheiro

Assinar Podcast Educando Seu Bolso no Apple Podcasts
Assinar Podcast Educando Seu Bolso no Spotify
Assinar Podcast Educando Seu Bolso no Google Podcasts
Assinar Podcast Educando Seu Bolso no Castbox

Fazer uma viagem internacional é uma experiência incrível! Mas que também pode gerar uma certa apreensão nos viajantes. “E se eu passar uma nota errado? E se o dólar subir quando a fatura do meu cartão for fechar? Quanto de dinheiro levar? A casa de câmbio só me deu notas altas, e se eu precisar de troco? O que fazer com o dinheiro que sobrou? Precisa de seguro?”

viagem internacional, dicas, seguro, cartão de crédito, dólar, peso, viagem ao exterior

Fique tranquilo! Neste post você encontrará uma série de dicas que te ajudarão a organizar as finanças antes, durante e depois. Te ajudaremos a entender quais os cuidados tomar com o cartão de crédito e com o dinheiro em espécie, discutiremos quais seguros são importantes e como fatores psicológicos e regras locais podem afetar o orçamento da sua viagem. Assim, você  poderá aproveitar ao máximo sua viagem internacional

1. O uso do cartão de crédito no exterior

Ao fazer uma viagem internacional e usar o cartão de crédito, muitas pessoas ficam apreensivas com o fechamento da fatura do cartão. As variações cambiais podem oscilar de maneira drástica em um curto espaço de tempo. O dólar, por exemplo, esteve a R$4,19 e caiu para R$3,71.

Para evitar esse tipo de surpresa, que nem sempre é vantajosa, já que as moedas também podem encarecer, é possível pagar as compras no cartão de crédito usando a cotação do dia. No Brasil, a Caixa, por exemplo, oferece essa opção. Basta que você avise pelo internet banking que vai gastar dinheiro no exterior e solicitar que o registro da despesa na fatura seja feito usando a cotação do dólar, peso uruguaio, chileno, argentino, ou qualquer outra moeda, dependendo do país de origem. Assim, o próprio banco se encarrega de converter isso e arcar com o risco da variação cambial.

A fintech Nubank, que tem crescido e ganhado mercado principalmente entre os mais jovens, também oferece essa opção. Dessa maneira é possível desfrutar do turismo que o local oferece sem se preocupar com as variações do câmbio. 

Isso evita ainda o transtorno gerado após a viagem. Quando a conversão da moeda não é feita instantaneamente, a fatura do cartão de crédito chega com valores às vezes 10% mais caras do que o valor da compra realizada no exterior, devido a essas variações no preço da moeda local. Realizando uma conversão imediata você se resguarda dessas oscilações.

Caso queira saber mais, já fizemos um podcast sobre dólar para compras com cartão de crédito, assim como uma avaliação do Nubank, confira!

2. Não se esqueça do aviso viagem!

Se você vai fazer uma viagem internacional e pretende usar o cartão de crédito, lembre-se de avisar o seu banco para onde você vai e por quanto tempo. Você pode fazer isso pelo próprio aplicativo do celular ou ligando no call center.

As fraudes em cartão de crédito são cada vez mais comuns e os bancos perdem dinheiro em função disso, porque eles são corresponsáveis por parte desses golpes. Então os bancos têm adotado medidas de segurança cada vez mais fortes. Uma delas é a exigência do aviso de viagem.

Aqui cabe também um alerta. Uma pessoa tinha pagamentos automáticos no mesmo cartão, Netflix, Spotify, faturas… e houve uma confusão no sistema do banco, porque ela havia dito que faria uma viagem internacional e por isso o banco recusou os pagamentos, que tinham origem no Brasil. Então ela acabou tendo o cartão bloqueado e perdeu temporariamente o acesso a alguns desses serviços.

Essa não é uma situação comum, mas vale chamar a atenção para esse caso. Se você vai fazer uma viagem para o exterior, deixe o seu banco ciente dos seus débitos automáticos e evite esse tipo de transtorno.

3. Vale a pena fazer seguro do cartão de crédito?

É comum os bancos tentarem vender o seguro do cartão de crédito para quem faz um aviso de viagem. No entanto, na maioria das vezes pode não ser necessário que você pague um seguro contra fraude.

Hoje em dia quase todos os bancos te enviam um SMS quando algum pagamento é feito no cartão de crédito. Assim fica fácil identificar a fraude. Se não foi você que realizou a compra, você pode ligar na central de atendimento e bloquear o cartão dentro de 48 horas. Dessa maneira, você já está de certa forma protegido.

Então, o seguro do cartão de crédito é um gasto que pode ser evitado. Fica mais esse alerta: avalie se é fundamental você contratar esse seguro.

E o seguro viagem?

Qualquer um que faz uma viagem internacional está sujeito a imprevistos médicos ou problemas com a bagagem. Esses problemas podem custar caro e um seguro ajuda a prevenir esse tipo de situação. Para alguns países (quase todos da Europa) o seguro viagem é obrigatório. Para outros lugares, como os Estados Unidos e a maioria dos países da América Latina, esse seguro é opcional.

O seguro viagem normalmente cobre imprevistos, desde atendimentos médicos e odontológicos até extravio de bagagens e roubos. Ele então, ressarce ou indeniza se alguns desses casos acontecerem dentro do período contratado.

Os seguros podem ser contratados através de empresas especializadas, agências, companhia aérea, operadoras de cartão e até mesmo o próprio banco. Para escolher o seguro deve-se levar em conta o país de destino, em caso de viagem internacional, já que são diferentes as regras para cada lugar.

4. Não se assuste com a diferença de valores!

É muito comum que as pessoas fiquem confusas com o valor dos produtos e serviços no exterior. Aqui no Brasil, a maioria dos preços está na casa da unidade ou das dezenas. Um almoço por exemplo pode custar R$20,00. Em outros países, como na Argentina ou Uruguai, os preços ficam na casa das centenas ou milhares, de modo que o mesmo almoço custe 190,00 pesos.

Olhando para os valores absolutos, 190,00 pode parecer um preço muito alto para um almoço individual. Esse é um fator psicológico que pode afetar de duas maneiras o seu comportamento durante a viagem, dependendo do referencial.

Por um lado, essa bagunça mental de notas diferentes levam à uma apreensão. Isso pode travar o começo da viagem. Assim, o turista acaba deixando de fazer alguns programas pelo baque inicial que essa diferença causa. Por outro, é possível que o viajante simplifique demais a escala de valores, considerando que nada é caro, e acabe gastando mais do que tinha previsto.

Para aproveitar bem a viagem internacional não é necessário converter tudo no centavo. Mas é necessário ter uma noção de valores dos bens e serviços no exterior e quanto equivalem em moeda nacional.

5. Quem converte não diverte?

Não é bem assim! Fazer um orçamento para viagem é fundamental. Realizar um previsão de gastos, cotando as passagens, hospedagens, alimentação e transporte antes de viajar, ajuda a evitar surpresas durante a viagem. Esse processo alivia a apreensão inicial e ajuda a já ir se acostumando com a cotação da moeda local. Além disso, auxilia na hora de definir quanto de dinheiro em espécie levar, para que não seja nem muito a mais, nem muito a menos.

Existem várias plataformas digitais que ajudam os turistas a se planejarem. Acessando sites, como o TripAdvisor, é possível saber quanto custa uma água mineral ou uma refeição no país de destino. Dessa maneira, pode-se fazer um planejamento próximo à realidade que será vivenciada durante a viagem. Assim, se um dia você optar por fazer refeições mais baratas ou economizar no transporte, no outro, você poderá fazer um passeio mais caro, por exemplo.

6. A importância do dinheiro trocado

Ao chegar no país de destino pequenos gastos, como pegar um táxi ou comprar uma água, serão realizados. Para evitar aquela situação chata que acontece quando o vendedor não tem troco, é importante levar notas menores.

No entanto, muitas vezes as casas de câmbio e corretoras fazem a conversão e te pagam em notas maiores. Porém, saiba que ao chegar nesses estabelecimentos você pode especificar em que tipo de cédulas prefere receber a moeda estrangeira.

Se você que tiver que levar muitas notas altas aproveite para trocar em alguma rede de lojas grande.

7. Interpretando as contas em outros países

Fazer compras em outros países também tem algumas peculiaridades. Em muitos lugares o imposto é separado do preço da mercadoria. Esse é um alerta importante pra quem não está acostumado com viagens internacionais.

Ao comprar um chocolate aqui no Brasil, você olha o valor do produto e vê que custa R$5,00. Então você vai no caixa, paga esses R$5,00 e sai com o seu doce. Nos Estados  Unidos o imposto sobre vendas não está incluído no preço. Ao passar no caixa, portanto, esse mesmo valor tem um acréscimo de 10%, por exemplo, e o chocolate passa a custar R$5,50.

Por isso muita gente recebe a conta, vê os 10% e acha que a gorjeta já está inclusa, quando na verdade esse valor é o imposto discriminado.

A gorjeta muitas vezes não vem embutida na conta. Geralmente você tem que pagar para o garçom separadamente, daí a importância de ter notas trocadas.

Há lugares que esse percentual não é fixo. Nos EUA, por exemplo, essa porcentagem já foi de 10% e passou para 15%. Há lugares em que sugere-se um valor entre 15% e 20%. Então, é importante conhecer as regras da prestação de serviços do país de destino para evitar constrangimentos.

8. O que fazer com o dinheiro em espécie que sobrou da viagem internacional?

Existem alguns aplicativos que buscam fazer intermediação de vendas de moeda estrangeira entre pessoas. Se alguém acabou de voltar de viagem, é comum que tenha comprado moeda em espécie. Como nada é exatamente como planejamos, as pessoas acabam voltando com alguns dólares, euros ou pesos para o Brasil. Isso gera sempre a dúvida: “o que fazer com o dinheiro?”. Uma opção é vendê-lo e está cada vez mais comum que as pessoas dispensem a intermediação das corretoras ou bancos.

Por meio de aplicativos como a Monepp e MelhorCambio, é possível conectar, por exemplo, quem acabou de voltar da Índia, e possui algumas rúpias que não foram gastas, com quem está indo para lá e precisa comprar a moeda local. Isso tudo sem passar por uma corretora. Dessa maneira tanto quem compra quanto quem vende levam vantagem na operação.

Isso porque as casas de câmbio cobram um spread, que é a diferença entre o preço de compra e o preço de venda.  Se as corretoras compram o seu dólar a R$3,60 e vendem a R$3,80, há um spread de R$0,20. Agora, numa relação direta entre o comprador e o vendedor, é possível achar um preço médio, como R$3,70. Assim, o vendedor tem um “lucro” de R$0,10 a mais e o comprador economiza  R$0,10.

Para ficar por dentro de como as alterações no dólar afetam seu bolso, ouça o podcast sobre o assunto.

A brecha na legislação

O controle de operações de câmbio no Brasil é bastante severo. O Banco Central exige que as transações cambiais que envolvem moeda estrangeira sejam feitas tendo como um dos envolvidos uma corretora de câmbio ou um banco.

Por isso houve uma discussão a respeito da legalidade desses aplicativos. No entanto, os desenvolvedores dessas tecnologias afirmam que o aplicativo apenas ajuda compradores e vendedores a se encontrarem, fazendo uma ponte entre eles. Nenhum operação de câmbio é realizada por meio do sistema.

9. Não deixe de aproveitar!

Quem planeja a própria viagem, viaja duas vezes. Realizar um planejamento bem feito e ter um orçamento estruturado é extremamente importante para realizar uma viagem internacional com responsabilidade e você colhe os frutos disso até meses após seu retorno, quando algumas contas ainda estarão sendo pagas.

Mas isso não significa que tudo tenha que ser seguido à risca. Aproveite bem os passeios, a comida, a música e a cultura local. Se permita flexibilizar os gastos e o roteiro, descanse bastante e recarregue as baterias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *