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Previdência Privada: IGP-M + 6%! Cuidado com as pegadinhas!

Você está pagando a sua previdência privada e encontrou a sigla IGP-M + 6% e não sabe o que significa? Ou até sabe o que isso quer dizer, mas não sabe se é bom investimento a longo prazo?

No post sobre IGP-M ou IPCA (recomendamos a leitura!) recebemos muitas perguntas e comentários sobre Planos de Previdência Privada, inclusive sobre planos com rentabilidade de IGP-M + 6% de juros ao ano.

Você também têm dúvidas e não sabe se Previdência Privada com essas condições vale ou não a pena? Não se preocupe, vamos explicar direitinho como esse tipo de plano funciona!

 

As perguntas

No post IGP-M ou IPCA. Qual é melhor para nossos investimentos? nossos leitores Francisco Luiz Gonzaga, Fábio Peruchi e Carlos Arruda deixaram suas perguntas pra gente sobre o IGP-M + 6%. Eles queriam saber se esse tipo de plano de previdência é realmente um bom investimento.

Esses tipos de planos costumam ser antigos e não são mais oferecidos no mercado atualmente. Isso porque a rentabilidade é excelente para o segurado, mas diminui o lucro da seguradora (podendo até gerar prejuízo).

Para explicarmos melhor sobre essa modalidade de plano, vamos reler as perguntas:

 

IGPM, IGP-M + 6%, Previdência privada, aposentadoria, investimento

 

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IGPM, IGP-M + 6%, Previdência privada, aposentadoria, investimento

Essas dúvidas, mesmo que sejam de 2017, ainda são muito atuais. Vamos, agora, ao texto!

 

Mas afinal de contas, como o IGP-M +6% funciona ?

Geralmente planos de previdência antigos, como o de Índice Geral de Preços do Mercado + 6%, ou seja, IGP-M +6%, costumavam ser de Beneficio Definido (BD).

Esses planos ofereciam uma renda vitalícia ao segurado, de valor previamente definido, a partir do momento da aposentadoria até o instante de sua morte, independente da contribuição total.

Além dessa rentabilidade mínima, a seguradora ainda tem a responsabilidade de atualizar os valores do saldo da conta por IGP-M + 6% durante qualquer época. Ou seja, o valor total continua rendendo tanto no período de contribuição quanto no período de recebimento dos benefícios.

Além disso, muitos desses planos antigos têm no regulamento a regra de distribuir 75% do que ultrapassar o retorno garantido. Sendo assim, tais tipos de previdência privada não são mais oferecidos atualmente, já que o cliente pode eventualmente receber mais do que contribuiu no caso de sobreviver além do esperado.

 

Mas se esses planos estão ultrapassados, como funcionam os planos hoje?

Atualmente, os planos de previdência são oferecidos em outros moldes: são chamados de Planos de Contribuição Definida.

Eles definem previamente a contribuição do segurado à seguradora ao invés de definir o benefício do cliente no momento da aposentaria, como ocorre no caso do Benefício Definido.

Dessa forma, a hipótese de a pessoa receber um valor maior do que contribuiu é nula, fazendo com que esse tipo de plano seja mais interessante para a empresa de seguros do que para o cliente.

 

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Cálculo do IGP-M +6%: por que pagam uma rentabilidade tão boa?

Os planos de rentabilidade garantida de (6%) mais correção pelo IGP-M rendem mais do que investimentos que corrigem a inflação pelo IPCA. Isso ocorre pelo fato de os Planos de Previdência Privada terem sido criados com objetivo de longo prazo (tanto em termos de diferimento fiscal¹ quanto em rentabilidade).

Assim, a correção pelo IGP-M é muito mais recomendável que pelo IPCA nestes casos de longevidade (como mostrado no próprio blog). Esses planos são considerados verdadeiros tesouros no mercado financeiro!

Em alguns casos o IGP-M pode ter um valor negativo ao final do mês. Mas se isso acontecer, não se assuste! Isso acontece devido a sua alta volatilidade, mas mesmo assim o IGP-M tem em um histórico de maior rentabilidade.

Isso porque os índices podem variar para valores muito altos compensando os mais baixos. Abaixo, um gráfico que exemplifica esse rendimento:

IGPM, IGP-M + 6%, Previdência privada, aposentadoria, investimento

Rendimento IGP-M e IPCA.

Outro aspecto a ser analisado para demonstrar a valiosidade do IGP-M + 6% é o fato de esse plano render mais que o PGBL e o VGBL.

Isso pode ser provado realizando alguns cálculos, por exemplo, se analisar a rentabilidade do IGPM + 6% dos últimos 19 anos (entre 2000 e 2018) e comparar com a do CDI (como um parâmetro para o rendimento do PGBL e do VGBL) é possível encontrar os seguintes resultados: IGP-M + 6% com rentabilidade de 1015,36% e o CDI rendendo 964,28% nesse mesmo período.

Assim é possível verificar, novamente, porque esses planos antigos são mais interessantes de manter. Abaixo será possível visualizar um gráfico de barras que exemplificará como essa volatilidade do IGP-M + 6% acumulado é preferível para um investimento de longo prazo quando comparado ao CDI.

IGPM, IGP-M + 6%, Previdência privada, aposentadoria, investimento

Volatilidade do IGP-M + 6%

 

Como as seguradoras estão lidando com o IGP-M + 6%?

Ter planos como os de beneficio definido tornou-se um problema para as seguradoras. Se elas não conseguirem, por meio da gestão dos fundos de previdência, alcançar a rentabilidade garantida, elas têm que tirar dinheiro do bolso para honrar a rentabilidade. Caso não o façam, a SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) poderá impor multas, punições, etc.

Dessa forma, as seguradoras têm abordado os clientes com ações de marketing bastante agressivas. Algumas delas chegam a taxas de administração reduzidas e isenção da taxa de carregamento.

Em outras palavras, essas seguradoras oferecem seus serviços por valores mais baratos afim de que o cliente abandone o plano de IGP-M + 6% para aderir outro que iria render um valor total menor.

Além dessas táticas atrativas, muitas seguradoras também tentam “espantar” os clientes dos planos, aumentando muito as taxas de carregamento. No caso específico do leitor Fabio Peruchi, a seguradora está cobrando 9% de taxa de carregamento.

Ou seja, a empresa está aumentando o valor do seu serviço de maneira absurda. Com uma taxa nesse patamar, o plano torna-se completamente inviável. Em alguns cenários, com o IGP-M rendendo menos de 3%, a rentabilidade pode chegar a ser NEGATIVA!

Leia também nosso novo post sobre trocar ou não o seu antigo plano de previdência privada!

 

Consulte seu plano de aposentadoria!

Já possui um plano de aposentadoria? O Educando seu Bolso indica a  LVL Seguros, empresa que está a mais de 16 anos no mercado. Eles se comprometem em analisar o regulamento do seu plano atual e esclarecer as garantias e deveres adquiridos. Veja mais aqui!

 

Não caia nas pegadinhas!

Se você tem um plano de previdência com rentabilidade garantida, é melhor não jogar fora este presente! O que você tem originalmente contratado é de grande valor para você.

Porém, fique alerta! Quando a seguradora lhe informar que houve um aumento de cerca de 9% na taxa de carregamento do plano, cuidado. A melhor decisão a se tomar seria de permanecer com o plano e NÃO FAZER O RESGATE. Ainda seria interessante abrir um novo plano com baixa taxa de carregamento ou até mesmo taxa zerada.

Se você se interessa por opções de investimento e deseja fazer um planejamento de acordo com sua realidade financeira, confira nosso simulador de investimentos. Por lá você vai conseguir encontrar opções de investimento que melhor se adequem ao seu bolso.

Lembrando que se você tiver qualquer dúvida (ou sugestão), deixe aqui nos comentários! Este post mesmo surgiu das dúvidas de leitores do blog! Quem sabe a sua dúvida não vira assunto pra outro artigo (ou até mesmo um outro podcast)?

Diferimento Fiscal1: Trata-se de uma vantagem fiscal concedida em algumas aplicações financeiras. Nesses casos, o pagamento dos impostos é adiado gerando, em geral, maior rentabilidade em prazos mais longos.

233 comentários

  • Boa tarde
    Tenho um Plano deste igpm+6 na Porto Seguro.
    Já me ofertaram a troca e não aceitei.
    Tentei fazer aporte e foi negado.
    Será que cabe ação judicial para poder fazer aportes?

    Responder
    • Frederico Torres

      Bom dia Carlos.

      Seu relato bate com o de outros tantos, que estamos relatando aqui em posts e podcasts. Esse abuso está tão comum que criamos inclusive uma consultoria em previdência, que dentre outras coisas pode indicar caso necessário até mesmo assessoramento jurídico. Não deixe de consultar.

      Grande abraço. Espero ter ajudado. Ah, e se possível, não se esqueça de nos ranquear, indicar, compartilhar nosso conteúdo ou clicar nos nosso links sempre que possível. Como uma plataforma independente, nossa visibilidade depende disso.

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  • Tenho o plano Telos
    Vou me aposentar pelo plano Vitalício
    A duvida que tenho é sobre o melhor tipo de reajuste que devo usar para me aposentar: reajuste pela variação do IGP-DI ou pela Rentabilidade da conta coletiva PCV I.
    Desde já agradeço pela atenção

    Responder
    • Frederico Torres

      Boa tarde Gorete.

      Poderia me esclarecer do que se trata a rentabilidade da conta coletiva PCV I? Infelizmente, não conheço o indicador.

      Se não for um indicador e sim o resultado das aplicações financeiras do fundo, aí fica uma aposta. Você confia que seu Gestor vai conseguir superar o IGP-DI ano após ano? Nos últimos anos o IGP tem ganho da maioria dos fundos, mas ninguém tem bola de cristal pra saber se continuará sendo assim. Uma segurança que você tem ao escolher o IGP é assegurar poder de compra. Ou seja, muito provavelmente conseguirá assegurar sua renda real de hoje até os seus últimos dias. Conservadoramente, seria o que EU faria.

      Ah, e se possível, não se esqueça de nos ranquear, indicar, compartilhar nosso conteúdo ou clicar nos nosso links sempre que possível. Como uma plataforma independente, nossa visibilidade depende disso.

      =I

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  • No ano 2000, contratei um FGB. Tinha 40 anos.
    A data de pagamento prevista dos benefícios era para ser a partir de JAN de 2021, após eu completar 60 anos (data prevista da minha aposentadoria).
    Antes de atingir esta data, o banco sempre tentou fazer-me sair do plano.
    Nunca topei.
    Quando chegou a data de saída, resolvi manter o valor total aplicado, sem pedir o pagamento mensal, nos termos de renda vitalícia.
    Também era do meu interesse continuar com os aportes mensais.
    No entanto, o banco não mais permitiu os aportes mensais.
    E está tentando de tudo para que eu saia do plano.
    Perguntas:
    – o banco pode, legalmente, impedir meus aportes mensais após a data a qual eu tenho direito à renda mensal vitalícia?
    – o banco pode excluir-me, unilateralmente, deste plano? Por exemplo, depositando sem meu pedido, à revelia, o montante total em minha conta corrente?

    Responder
    • Frederico Torres

      Bom dia Aguiar.

      Pelo que entendi, você não optou pela renda. Se você não optou pela renda na data limite, você perdeu o direito de optar e de fazer aportes. Você tinha que ter alterado a data de saída. Você pode ver e confirmar os detalhes disso no seu contrato (se o tiver), mas de maneira geral é assim.

      Repito, a mensagem não ficou totalmente clara, mas pelo que entenddi, você deixou correr a revelia e perdeu o direito de optar. De toda forma, o nosso serviço de consultoria foi criado justamente para resolver casos como o seu. Se quiser conferir, veja aqui

      Ah, e se possível, não se esqueça de nos ranquear, indicar, compartilhar nosso conteúdo ou clicar nos nosso links sempre que possível. Como uma plataforma independente, nossa visibilidade depende disso.

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  • Muito bom seu blog. Principalmente, porque ao ler o(s)problema(s) dos outros, dá pra ver que se repetem. No caso da quebra de contrato por parte da Brasilprev, alguns caminhos podem ser seguidos pela maioria. 1) A abertura de reclamação na Susep, que nos redireciona para o Consumidor.gov.br. Obs. deverá vir aquela respostinha padrão. 2) A abertura de reclamação no site Reclame Aqui. Obs. dá pra ver claramente que a nota da empresa está desabando 3) Abertura de reclamação em alguma outra associação, no qual a Brasilprev seja afiliada. Obs. Bacen, não deu porque não é Banco/Financeira; na Anbima, não aparece como associada. 4) Se alguém tiver algum outra associação no qual pode fazer reclamação, por favor, informe aqui. No final, acredito que não escaparemos de entrar na justiça, mas é bom juntar todas as reclamações.

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    • Frederico Torres

      Ficamos felizes que uma pessoa com o seu grau de conhecimento tenha gostado do nosso conteúdo, Fábio. Não deixe de conferir também nosso podcast específico sobre o assunto – episódio #315.

      Além disso, justamente para casos como o seu criamos a consultoria em previdência. Nossa parceira já está tratando diversos casos parecidos com sucesso. Já tem até testemunho por aqui na trilha de comentários, não deixe de verificar.

      Grande abraço, parabéns por ser dono dessa mina de ouro e mãos à obra na defesa dos seus direitos.

      Ah! E, se possível, não se esqueça de nos ranquear, indicar, compartilhar nosso conteúdo ou clicar nos nosso links sempre que possível. Como uma plataforma independente, nossa visibilidade depende disso.

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