O GERENTE RESPONDE: Previdência privada: o que compensa mais? Resgatar ou ter renda mensal vitalícia?

O GERENTE RESPONDE: Previdência privada: o que compensa mais? Resgatar ou ter renda mensal vitalícia?

A Joana tem um plano de previdência privada e nos enviou uma mensagem com uma dúvida sobre qual seria a melhor decisão para ela:

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Bom dia! Estou em dúvida, pago Brasilprev desde 1997. A prestação, hoje, é de R$ 644,00.  Eu poderia sacar R$ 152 mil pagando 27,5% de Imposto de Renda, ou me aposentar com renda mensal vitalícia de R$ 1115,67 mensais. Hoje estou com 60 anos, sou aposentada do INSS com o salário mínimo. Obrigada!

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Joana,

Sua escolha está entre contar com uma quantia relativamente grande no presente ou continuar contribuindo com o fundo de previdência para garantir uma renda vitalícia. No seu caso, essa renda vitalícia tem uma importância especial na medida em que será a complementação de renda ao INSS de apenas um salário mínimo quando você deixar de trabalhar. Do ponto de vista estritamente financeiro, se você resgatar esses recursos hoje terá em mãos R$111.069,36. Se você aplicar esses recursos a 0,5% a.m.,além de depositar os R$644 na mesma conta todos os meses até 2020, você terá uma poupança de R$194.747,82. Se você mantiver esses recursos aplicados a essa mesma taxa você terá uma renda mensal até atingir 85 anos de idade no valor de R$1.395,23 sem considerar o imposto de renda que poderá incidir sobre esses saques de acordo com a aplicação financeira escolhida.

Caso você faça opção por receber a renda vitalícia a partir de 2020, você receberá os R$1.115,67 por mês sem desconto de imposto de renda, pois segundo a tabela atual o imposto de renda de pessoa física incide apenas sobre rendas superiores a R$1.903,98.

Porém, entendemos que você deve considerar também o fato de que você vai precisar de disciplina para manter esse dinheiro aplicado e não utilizá-lo para outros fins.

Dessa forma, por precaução, você deve manter seus recursos aplicados no fundo de previdência. Caso a contribuição mensal esteja apertando seu orçamento tente negociar uma redução no valor da contribuição, ainda que de maneira temporária.

Autor

Eduardo Coutinho
Doutor e Mestre em Administração com ênfase em Finanças pelo CEPEAD/UFMG, especialista em Comércio Exterior e Bacharel em Ciências Econômicas UFJF. Coordenador do curso de Graduação em Administração da Faculdade Ibmec de Minas Gerais. Professor Adjunto dos cursos de Graduação em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Relações Internacionais, bem como dos cursos de pós-graduação (MBA e CBA) do Ibmec/MG. Tem experiência em gestão e consultoria em Administração Financeira, Mercados Financeiros, Análise de Eficiência Operacional e Negócios Internacionais. Ficou em 2. lugar no prêmio IBGC de Governança Corporativa na Categoria Pleno em 2003, bem como orientou os trabalhos vencedores nas categorias Júnior e Pleno em 2004 e 2005, respectivamente. Possui artigos publicados no Brasil e no exterior sobre finanças. Possui mais de 10 anos de experiência em mercado financeiro, tendo sido servidor do Banco Central entre os anos de 1994 e 2001. Profissional CFP® e Conselheiro de Administração certificado pelo IBGC.

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