Carnaval: compro um pacote ou monto minha viagem?

Carnaval: compro um pacote ou monto minha viagem?

“Carnaval, eu queimo meu arsenal.”
(Barão Vermelho, “Carnaval”)

O carnaval está chegando. E você, já decidiu se vai viajar? E, se vai, já programou sua viagem? Se ainda não programou, está passando da hora. Afinal, o que é melhor: comprar um pacote turístico ou montar a viagem por conta própria? A resposta é fácil: depende! Vários fatores afetam essa decisão, como o destino da viagem, o número de viajantes, a idade e o perfil das pessoas, a antecedência da preparação e o orçamento disponível.

Contratar um pacote pode ser indispensável se você vai a algum lugar distante e de cultura muito diferente da nossa – Egito, Rússia etc. Para destinos mais comuns, talvez você possa se virar sozinho.

Minha sugestão: defina o tipo de programa que você deseja e pesquise bastante. Vai viajar para onde? Praia, interior, exterior? Vai com namorada, para curtir? Com marido e filhos, para passear? Sozinho, para descansar? Com amigos, para enfiar o pé na jaca? Depois de definir tudo, pesquise e compare as possibilidades. Há pacotes turísticos prontos ou você precisará montar o seu?

Pesquisei opções de viagem para Salvador, partindo de Belo Horizonte, para um casal. Testei as seguintes possibilidades: contratar um pacote em uma operadora de turismo pela internet; comprar passagens aéreas e hospedagem separadamente, em sites que representam vários fornecedores; ou comprar passagens e hospedagem diretamente nos sites dos hotéis e companhias aéreas.

A primeira opção – pacote completo em uma operadora de turismo – foi a pior de todas. Quando comecei a pesquisa, encontrei pacotes por mais de R$ 4.000 por pessoa, com voos demorando até 8 horas. Pesquisei novamente, dois dias depois, e encontrei opções um pouco melhores: R$ 3400 por pessoa, com voos diretos. Mas, ainda assim, achei caro.

A segunda opção – procurar passagens e hospedagem nesses portais que pesquisam em vários fornecedores – foi a minha preferida. Consegui bons voos por cerca de R$ 1500 por pessoa e hotel semelhante ao da operadora de turismo por R$ 1500 para o casal. Isto é, hospedagem e passagens sairiam a R$ 4500 para o casal, R$ 2250 por pessoa, bem mais barato que na operadora.

A terceira opção – procurar diretamente as companhias aéreas e os hotéis e pousadas – considerei trabalhosa e cara. Encontrei o mesmo voo da opção anterior por um preço pior, R$ 1580 – os portais reservam antecipadamente lotes de passagens e, assim, às vezes conseguem oferecer preços melhores que as próprias companhias. Quanto à hospedagem, me deu muito mais trabalho procurar individualmente cada hotel e não consegui preços diferentes dos oferecidos nos portais.

Procurei também por aluguel de apartamentos para temporada. Encontrei um, em local próximo ao dos hotéis pesquisados, por R$ 2000. Seria uma opção mais barata para dois casais, mas para apenas um ficou mais caro.

É bom lembrar que apartamento e hotel são opções diferentes, cada uma com vantagens e desvantagens. Hotel, pelos serviços oferecidos, é mais aconchegante para um casal e para quem quer descansar. Apartamento, com estrutura parecida com a casa da gente, pode ser melhor para quem vai com família ou com amigos.

Uma dica importante: fique atento ao momento da negociação. Os preços variam muito de uma hora para outra. Você viu que eu encontrei condições melhores na operadora de turismo na segunda pesquisa, dois dias depois da primeira. É como uma bolsa de valores: o apressado às vezes come cru, mas quem demora pode terminar com fome.

Outra dica: a internet é um meio de pesquisa muito prático, mas um telefonema pode fazer milagres numa negociação.

Então, boa sorte, boa pesquisa e boa viagem!

Autor

Ewerton Veloso
Ewerton Veloso é bacharel e mestre em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalha há mais de 10 anos na área de monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e é professor de Administração. Neste espaço, pretende convidar o leitor à organização das suas finanças e à reflexão quanto ao seu comportamento como consumidor e investidor.

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