Por que muitas pessoas escolhem Rede e Getnet?

Na semana passada iniciamos uma série de posts que apresentam o resultado de uma pesquisa que fizemos com comerciantes e profissionais que usam máquinas de cartão de crédito e débito. No primeiro post destacamos os usuários de maquininhas Cielo. Hoje vamos destacar os usuários de Rede e Getnet.

Como já havíamos explicado, não se trata de uma pesquisa científica. Fizemos entrevistas aleatórias no momento em que estávamos adquirindo algum produto ou serviço, sem preocupação com questionários estruturados, amostragem, nada disso. Portanto, os resultados não podem ser generalizados. Tratam-se apenas da nossa percepção sobre as opiniões particulares dos nossos entrevistados.

Vamos lá.

Renato, dono de escola de inglês

Renato é sócio de uma escola de inglês em um bairro de classe média alta na região central de Belo Horizonte. A escola fica próxima de um dos melhores e mais tradicionais colégios da capital mineira. Ela não é muito grande. Conquista alunos pela localização, atendimento e reputação.

–Por que você resolveu aceitar cartão de crédito?

–Por vários motivos. Primeiro, porque o perfil dos alunos e de seus pais é de usar muito cartão de crédito. Segundo, porque para nós é muito prático e evita atrasos nos pagamentos. E é mais barato e eficiente que usar boleto ou cheque pré-datado. Além disso, desestimula a pessoa a desistir do curso no meio do semestre.

–Entendi. A pessoa paga o semestre todo no início do curso. Você parcela o pagamento, mas a pessoa não pode desistir, é isso?

–Não! Não posso fazer isso, porque assusta a pessoas, e outras escolas não fazem. Elas pagam no início, mas podem desistir no meio do curso. Mas ficam desestimuladas a cancelar porque acham que é uma operação complicada. É um pouco psicológico.

–Você usa antecipação de recebíveis?

–Não preciso. Minhas despesas são todas mensais e muito previsíveis. Não tenho por que antecipar. Além disso, custa caro e pode gerar desorganização.

–Como você escolheu sua máquina?

–Uso Rede, porque tenho conta no Itaú. Não me preocupei em procurar muito. Conversei com meu gerente, tenho um bom relacionamento com o banco, a solução estava lá pronta.

–Sabe que pode estar pagando mais caro do que poderia?

–Imagino que sim. Mas a escola é pequena, eu cuido de quase tudo, não tenho muito tempo de pesquisar. Além disso, a Rede deposita direto na minha conta, é muito prático. Mas troco essa praticidade por uma taxa melhor. Vou pesquisar, sim. O Educando Seu Bolso vai me ajudar.

Irani, vendedor de biscoitos

Irani vende biscoitos em feiras livres em Belo Horizonte. A cada dia da semana ele está em um bairro diferente. Há até um ou dois anos atrás, Irani só vendia no dinheiro. De repente, apareceu com uma máquina de cartão e passou a vender no débito e no crédito.

Quase toda quarta-feira eu vou até a feirinha para comprar biscoitos. De vez em quando comprava umas balinhas na barraca ao lado da de Irani. Quando ele passou a aceitar cartão, foi o estímulo de que eu precisava para trocar as balas por biscoitos doces, e aí compro tudo na mão dele. Melhor para mim, porque biscoitos doces fazem menos mal que balas. E melhor para o Irani, que passou a vender mais. Pior para o vendedor de balas, coitado, que perdeu um cliente.

–Irani, como você escolheu essa sua máquina de cartão?

–Rapaz, eu pedi maquininha para tudo quanto é banco. Fui em todas essas agências aqui perto. Ninguém quis me fornecer. “Ah, tem que vender não sei quanto por mês. Ah, só fornecemos máquina de cartão para empresa maior. Ah tem que ter conta Prime.” Eu lá quero saber de conta Prime?

–E aí?

–Aí, um dia desses, veio uma moça do Itaú aqui na feira, ofereceu maquininha de cartão da Rede para nós. Quase todo mundo pegou.

–Funciona bem?

–Uai, funciona, não posso reclamar não. Internet por aqui pega bem, a máquina é nova, então a bateria dura bem. Por enquanto, tá ótimo.

–E as taxas?

–Barato, não é, né? Mas as vendas aumentaram. As pessoas compram mais. Você mesmo, antes levava só biscoito de queijo, agora leva biscoito doce. É assim. No início eu precisei me organizar para conseguir esperar o dinheiro cair na conta. Se eu pedir para antecipar fica muito mais caro, aí não compensa.

Ivanildo, dono de restaurante

Ivanildo tem um restaurante e lanchonete em um bairro de Belo Horizonte. Fica numa avenida movimentada, com comércio variado e pouco sofisticado. De manhã e à tarde serve lanches – salgados, bolos, café. Na hora do almoço, oferece refeição em sistema self-service sem balança. Preço único, limitando apenas a porção de carne. São produtos mais simples, com preço bom. E tudo bem feito. Na hora do almoço é comum as mesas ficarem lotadas.

Desde que o conheço, Ivanildo tem uma máquina de Getnet, dessas antigas.

–Ivanildo, qual é a história dessa sua maquininha de cartão aí? Tem ela há muito tempo? Como você escolheu Getnet?

–Ah, já tem um tempinho. Eu já tinha conta no Santander.

–Conta de pessoa física?

–Eu tinha só de pessoa física, mas as contas estavam ficando bagunçadas. Misturava dinheiro meu, da minha mulher e da empresa. Era uma confusão. Aí eu conversei com o pessoal do banco, primeiro para ter a máquina de cartão. Eles acabaram me oferecendo a conta da empresa. Resolveram dois problemas de uma vez.

–Te ofereceram a conta de graça, sem tarifa?

–Não, de graça, não. Me cobram tarifa.

–E a máquina de cartão? Funciona bem?

–Uai, funciona. De vez em quando demora um pouco, manda passar de novo, mas não tá ruim, não. Eles depositam o dinheiro na minha conta depois de 30 dias. Se eu quiser eles antecipam, mas aí fica caro para mim.

–As vendas aumentaram?

–Ah, aumentaram. Gente que recebe ticket passou a vir todo dia. Além de melhorar a segurança, né? Eu nunca fui assaltado, graças a Deus, mas hoje em dia, né? Qualquer hora pode acontecer.

Mohammed, dono de lanchonete

Mohammed é imigrante libanês e tem uma pequena lanchonete na região central de Belo Horizonte. Vende comida árabe, sob forma de lanches. Fui lá apenas uma vez, para almoçar com a equipe do Educando Seu Bolso. Entre um shawarma e um falafel, conversei com Mohammed sobre máquinas de cartão. Atencioso e muito falante, ele me contou a história com seu sotaque árabe.

–Que máquina de cartão você usa aqui?

–Tem duas. A boa é essa aqui, Safra Pay. A outra só me fez passar raiva, nem lembro nome dela.

–Raiva por que?

–Não funciona. Fora do ar. Demora, demora, cliente paga em dinheiro, acha ruim e não volta mais.

–E por que Safra Pay?

–Moça passou aqui na porta, ofereceu máquina. Nunca vou pagar aluguel. E fiquei 3 meses sem pagar imposto.

–Imposto?

–Imposto da venda. Você vende R$ 10, recebe R$ 9,50. É assim. Mas com essa fiquei 3 meses vendendo R$ 10 e recebendo R$ 10.

–Ah, você está falando da taxa de desconto.

–Isso. 3 meses sem taxa. E aluguel nunca vou pagar.

–E funciona bem?

–Oooooh, muito melhor que a outra. Quer ver?

Paguei minha conta na maquininha Safra Pay. Realmente foi rápido.

–Quer ver a outra? Seu amigo vai pagar nela.

De fato, o Fred tentou pagar na máquina Getnet, que não funcionou. Ele precisou pagar também na máquina Safra Pay.

Essa é a percepção do Mohammed. Fiquei pensando que o bom desempenho da maquininha Safra Pay talvez seja em parte explicado pelo baixo número de usuários, pois eles estão começando. E o mau desempenho da Getnet talvez seja problema de telefonia. Ou então, uma é melhor que a outra mesmo, não sei. Numa próxima oportunidade voltarei a visitar o Mohammed. Boa desculpa para mais um falafel.

Simone, dona de pousada na Bahia

Nas férias de verão viajei para Imbassaí, Bahia, região da Praia do Forte. Alugamos um apartamento com jeito de pousada, por um site de aluguel de imóveis para temporada. Simone é baiana, morou em Londres por vários anos e casou-se por lá. Depois voltou para a Bahia com o marido e montaram a pousada, que aluga apartamentos – quarto, sala, banheiro, cozinha.

Simone tem 3 máquina de cartão: Izzetle, Moderninha e Getnet.

Curiosamente, a que menos gosta é a Moderninha. Diz que os juros são altos, a operadora leva 30 dias para pagar e a máquina lhe custou R$ 500. Digo “curiosamente” porque o discurso dela não combina com o de outros usuários da Moderninha, como veremos na semana que vem. Geralmente ouvimos elogios por ela não cobrar aluguel, apenas o preço de aquisição. É comum ouvirmos elogios também aos juros e à antecipação dos recebíveis. Simone reclamou também da página da Pag Seguro, que, segundo ela, é complicada. Enfim, essa é a percepção dela.

Adotou recentemente a maquininha de cartão Getnet. Foi nela que paguei a hospedagem. Concluí a transação incluindo minha assinatura escrevendo com o dedo, na tela do próprio celular. Bem bacana. Segundo Simone, a Getnet é bastante desburocratizada e credita os valores em sua conta do Santander no prazo de 48 horas. E funciona bem.

Perguntei por que ela resolveu experimentar a máquina Getnet. Ela disse que foi por já ter conta no Santander. Eu já imaginava.

Mas ela se mostrou mais empolgada foi pela Izettle. Não entrou em detalhes quanto a juros e prazos. Disse que já tem a máquina há 8 anos, e que já está na hora de trocar.

Cada um tem uma percepção, uma experiência, e por isso essa pesquisa foi tão prazerosa de fazer.

Barraca do Simões, Imbassaí

Nessa mesma viagem, logo após fazermos check in na pousada da Simone, fomos à praia, mesmo com tempo nublado. Mineiro é assim mesmo, se viaja para o litoral, vai à praia até com chuva.

Assim que chegamos, de fato começou a chover. Muito. Nos abrigamos na área dos restaurantes, área grande, com telhado e tudo. Escolhemos o restaurante do Simões. Almoçamos. E a chuva caindo forte. Na hora de pagar, a máquina de cartão da Rede não funcionou. Problema no sinal de telefonia, disseram os atendentes. Paguei em dinheiro.

Voltamos lá alguns dias depois. Desta vez, sol forte, uma beleza. Passamos o dia lá, petiscos, água de coco, almoçamos maravilhosamente no Simões. Na hora de pagar, uma certa apreensão. Será que vai funcionar?

Funcionou.

Depois de pagar, conversamos com o próprio Simões, um senhor simpático, risonho, desses que a gente gostaria de ter como tio.

–Por que o senhor escolheu a máquina da Rede?

–A gente quase não tinha opção. Eram só Cielo e Rede. Veio um rapaz da Rede, vendeu para um monte de gente. Depois veio o da Cielo, vendeu mais um tanto. Eu tenho conta no Itaúi, acabei pegando só a da Rede.

–Mas funciona bem?

–O problema do cartão aqui é o sinal de celular, meu filho. Aqui cada restaurante tem uma máquina de cartão diferente. As que têm chip Vivo costumam funcionar, as que têm outro costumam falhar.

–Quer dizer que o que manda é o chip, não a máquina?

–Sim. Não faz muito tempo essa história de celular e cartão na praia. No início a gente ia trocando a máquina, o chip, até entender que o negócio é o sinal. Qualquer máquina funciona se o sinal estiver bom. Então agora é que a gente vai escolher direito a máquina, olhar taxa, aluguel, essas coisas.

Rede           getnet

Afinal, por que as pessoas escolhem Rede e Getnet?

Bem, em nossa percepção, o principal motivo pelos quais nossos entrevistados contrataram maquinas Getnet ou Rede é que elas estavam mais ao alcance deles. Dos seis entrevistados, quatro contrataram as maquininhas de cartão oferecidas pelos seus bancos. Três afirmaram que receberam visitas de representantes de máquinas – Rede, Cielo e Safra Pay. De modo geral, nos pareceu que nenhum deles fez uma pesquisa mais elaborada, em busca de melhores condições e custos.

Os fornecedores de máquinas de cartão mais intimamente ligados a bancos ainda têm muita vantagem no mercado. Mesmo que a cada dia surjam mais e mais marcas, percebemos que aquelas mais tradicionais ainda estão um pouco à frente das demais, muito graças à estrutura e exposição dos bancos.

Mas a tendência é de que isso mude. O aumento na concorrência entre as empresas de máquinas de cartão deve, além de melhorar a qualidade e o custo dos serviços, mudar a percepção dos usuários. Quem leu o post da semana passada deve se lembrar o Pedro, o dono de restaurante que tem dificuldade de confiar em empresas que não tenham um banco por trás de si. Aos poucos, empresas não diretamente ligadas a bancos vão se firmar como marcas confiáveis.

Nosso Simulador de Máquinas de Cartão pode ajudar nesse processo. Ele apresenta dezenas de marcas e modelos de maquininhas, e aponta aquela que é mais barata para o perfil do usuário.

Bem, na semana que vem traremos o terceiro post da série, abordando mais uma marca de maquininha. Não perca!

 

2 comentários

  • Trabalho com venda de pizza na rua, no valor de 12,00 reais, levo em media uma 20 pizzas pra rua e alguns dos meus clientes nem sempre tem dinheiro, e pedem pela maquineta. Qual a melhor para o meu negocio?

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    • Quintiliano Campomori

      Olá Letícia, obrigado por sua mensagem.
      Continue dedicando ao seu trabalho! Você vai longe!
      Você já usou o Simulador de Máquinas de Cartão do Educando seu Bolso? Se não, clique neste link e simule a sua situação.
      Quintiliano Campomori
      Educando seu Bolso

      Responder

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