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Máquinas de cartão de crédito: um comparativo

Máquinas de cartão de crédito: um comparativo

Atualização Importante!

O Educando Seu Bolso lançou o Comparador de Máquinas de Cartão! Agora, com apenas um clique você fica sabendo qual é a máquina mais vantajosa para o seu negócio. Não deixe de conhecer. E bons negócios!

Comparar Máquinas de Cartão

Let me tell you how it will be,
There’s one for you, nineteen for me
(Beatles, “Taxman”)

 

Hoje em dia temos visto se multiplicarem as marcas e modelos de máquinas de vendas por cartão de crédito e débito. Todos esperamos que isso contribua para a melhoria dos serviços e a queda nos preços e taxas. Aliás, já escrevi sobre isso no blog aqui.

Volto ao assunto, pois fiz uma breve pesquisa com as empresas que atuam no setor. Visitei os sites, telefonei e conversei com alguns pequenos comerciantes vizinhos meus. Os resultados eu apresento agora, já com a ressalva de que, pelo que percebi, as condições podem sempre melhorar um pouco, dependendo de uma boa negociação com o vendedor do serviço, ou o gerente do banco. Ressalvo também que os números foram arredondados.

Começando pelo PagSeguro, que recentemente lançou um serviço que não cobra mensalidade. A máquina custa R$ 480, parcelados em 12 vezes. A taxa de desconto é de 3,2% sobre cada venda a crédito e 2,4% para vendas a débito. A empresa oferece outras ferramentas, incluindo um dispositivo que se acopla ao celular, que é mais barato – R$120 – , mas que cobra 3,6% sobre vendas a crédito.

A Cielo não fornece informações no site. Pelo telefone, me informaram que cobram R$ 70 para credenciamento, mais R$ 96 de mensalidade pela máquina fixa, ou R$ 139 pela móvel – sem fio, que pode ser levada por um entregador, por exemplo. As taxas de desconto variam conforme o ramo de atividade. Escolas, por exemplo, pagam 2,5% nas vendas a crédito; supermercados pagam 2,9%; restaurantes, 5%; padarias e mercados, 4,2%. Para crédito parcelado, as taxas são um pouco mais altas, e para débito, um pouco mais baixas. Para os microempreendedores individuais – MEI – os custos de credenciamento e mensalidade são menores, mas as taxas de desconto são maiores: 4% para vendas a crédito e 3,2% para débito.

A Elavon também não fornece informações pelo site. Pelo telefone, fiz um cadastro e recebi um telefonema cinco dias depois. Mas, como eu não tenho um CNPJ, se recusaram a me dar qualquer informação.

A Bin não informa em seu site se cobra credenciamento, equipamento e mensalidade. As taxas também variam conforme o ramo de atividade: 3,2% para escolas, 2,5% para supermercados, 3,5% para restaurantes e 3,2% para padarias e mercados.

A Rede não fornece informações sobre taxas diretamente em seu site. Apurei que ela cobra R$ 80 de mensalidade pela máquina fixa e R$ 110 pela móvel. As taxas de desconto são de 3,8% sobre as vendas a crédito, 2,5% para débito e 4,85% no crédito parcelado. O dispositivo móvel para celular não cobra mensalidade, mas cobra 4% no crédito e 7% no crédito parcelado.

Todas as credenciadoras pesquisadas prometem repassar os valores das vendas a crédito em 30 dias – exceto Cielo, que repassa em 31 dias. Algumas empresas são conveniadas com mais bandeiras de cartões, outras com menos, mas todas aceitam pelo menos os cartões Visa e Mastercard-Maestro.

Ranking das mais clicadas no Comparador!

Conversei com um vizinho meu que tem uma pequena loja de alimentos, cujo carro chefe é o frango assado. Há alguns meses ele usava um dispositivo para celular, da Rede. De uns tempos para cá adotou máquinas tradicionais. Perguntei a ele o motivo da mudança, ele me explicou que o leitor via celular cobra uma mensalidade menor, de R$ 12, com uma taxa de 4% sobre a transação. Já a máquina nova cobra R$ 80 de mensalidade, mas ele conseguiu uma taxa de 3% sobre a transação, após negociar com o gerente do banco. Fazendo uma conta rápida, a máquina nova cobra R$ 68 a mais e 1% a menos. Ou seja, se esse 1% for superior a R$ 68, a máquina nova passa a ser vantajosa. Para isso, portanto, ele precisa vender mais de R$ 6.800 por mês.

A taxa que meu vizinho conseguiu é menor que a apurada na minha pesquisa. Como eu disse no início, os custos e condições podem melhorar, dependendo de uma boa negociação. Além das empresas citadas nessa coluna – com as quais o blog não mantém nenhum tipo de relação –, há outras, entre credenciadoras e intermediários. Então, se você tem interesse em vender via cartão, sugiro negociar e pesquisar ainda mais. Quer ajuda? Entre em contato!

ATUALIZAÇÃO IMPORTANTE! O Educando Seu Bolso lançou o Comparador de Máquinas de Cartão! Agora, com apenas um clique você fica sabendo qual é a máquina mais vantajosa para o seu negócio. Não deixe de conhecer. E bons negócios!

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Autor

Ewerton Veloso
Ewerton Veloso é bacharel e mestre em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalha há mais de 10 anos na área de monitoramento do Sistema Financeiro Nacional e é professor de Administração. Neste espaço, pretende convidar o leitor à organização das suas finanças e à reflexão quanto ao seu comportamento como consumidor e investidor.

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