Falta muito pouco para você se tornar um investidor.

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Mais da metade dos brasileiros (57%) que compõe as classes A, B e C não possuem nenhum tipo de investimento, nem mesmo aplicações na Caderneta de Poupança! No total, apenas 25% da população se caracteriza como investidor em alguma modalidade, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

Escute o podcast da minha conversa com o Pedro Vieira da Rádio Inconfidência onde analisamos as causas e consequências desse comportamento. Tenho certeza que vai te ajudar a entender porque você ainda não é um investidor. Perceba e evite as armadilhas que estão te impedindo de fazer bons investimentos e concretizar os seus sonhos!

Quem é responsável por este perfil de investidor?

Apesar da maioria dos brasileiros possuir uma conta corrente ou até mesmo uma conta poupança ativa em algum banco, isso não significa que o dinheiro está aplicado. Os R$200,00 ou R$300,00 que ficam disponíveis para saques em caixa automático podem não caracterizar um investimento. Isso porque na maioria das vezes esses valores não rendem juros.

Fácil apontar o dedo para cá e para lá, colocar a culpa nos bancos, no governo, etc… Tudo bem, tem responsabilidade para todo mundo aqui, mas que tal focarmos na parte que nos toca?

Entendo que o baixo número de investidores no Brasil é consequência direta de vícios de comportamento, planejamento e de falta de educação financeira. E o que é mais importante, alguns dos problemas que te impedem de se tornar investidor não são difíceis de contornar. Acredita?

O brasileiro não tem o hábito de constituir poupança! A maioria das pessoas não possui uma reserva financeira, seja na Caderneta de Poupança, que não é a melhor, mas é a mais popular, seja no Tesouro Direto, Fundo de Investimentos ou algum CDB. E elas não sentem necessidade de ter. Isso demonstra o desleixo com as finanças pessoais e a falta de planejamento de longo prazo.

Ser um bom investidor não depende do salário

A manchete da matéria: “Mais da metade dos brasileiros das classes A, B e C não possui nenhum tipo de aplicação financeira” já derruba a ideia que ser investidor só se aplica para quem tem um salário alto.

Os segmentos A, B e C são os mais ricos da sociedade. No entanto, mais da metade das pessoas que o compõe não possui nenhum tipo de investimento. Logo, não é porque o salário é baixo que não é possível constituir uma reserva financeira. As pessoas que ganham salários altos também não possuem essa reserva.

Ser um investidor inteligente depende muito mais da disciplina e do perfil do investidor, do que propriamente dos rendimentos mensais.

Falta mais interesse que conhecimento

Dentre os 3374 entrevistados pelo Datafolha, 32% citaram a poupança, 11% conhecem ações, 9% falaram sobre os fundos de investimento, 8% mencionaram os títulos públicos via Tesouro Direto, 7%, os títulos privados, 6%, imóveis, 3%, a Previdência, também, 3%, os títulos de capitalização e 2% conhecem as moedas digitais.

Somando todos esses percentuais, obtemos um número mais alto do que o número de pessoas que possuem investimentos. Portanto, Apesar das pessoas saberem que existem alternativas para investir elas não se sentem impelidas a fazê-lo.

A diferença entre teoria e prática

A pesquisa também apontou que um em cada quatro brasileiros que recebem algum tipo de renda (formal ou informal) possui alguma aplicação financeira. Ou seja, de praticamente toda a população economicamente ativa apenas 25% são investidores.

Apesar de conhecer as diferentes modalidades de investimento, o brasileiro encontra dificuldades para transformar essa teoria em prática. Reconhecer que uma reserva financeira é necessária para o futuro e que existem diversas formas de construí-la não é suficiente para criar um comportamento de investidor. É preciso transformar essas informações em conhecimentos práticos. Para que estes sejam capazes de avaliar qual o melhor investimento e qual o melhor momento para realizá-lo.

Sem essa visão de que para ser um bom investidor é preciso desenvolver um comportamento e preservá-lo, fica muito fácil se desviar do caminho planejado. Muitas vezes o investidor se perde na organização das finanças. Quando ele deixa de guardar o valor planejado no mês e o mesmo acontece no mês seguinte, isso vai gerando uma bola de neve. O que pode acarretar até mesmo em dívidas, sufocando o investimento, que era o plano inicial.

O investidor brasileiro e sua aversão ao risco

Outro dado apresentado na pesquisa é que dos brasileiros que possuem alguma aplicação, 70% se limitam a Caderneta de Poupança. 42% destes não pretende trocá-la por outro tipo de investimento. Apenas 4% trocariam por um plano de previdência, 3%, pelo tesouro direto e 2%, por ações. Um número muito baixo de investidores. Ou seja, o investidor brasileiro investe mal e sequer está preocupado em melhorar.

É possível interpretar esse dado de duas maneiras. A primeira, mais crítica ao comportamento do investidor, parte do princípio de que existem vários outros investimentos melhores do que a Poupança. Já a segunda, entende que diante do cenário em que a maioria dos brasileiros negligencia a importância de uma reserva financeira, aqueles que aplicam o dinheiro, mesmo que não seja na melhor opção, já evoluíram no cuidado com as finanças. É aquela velha história do copo meio cheio ou meio vazio.

investidor O copo meio vazio

Utilizando o Simulador de Investimento em Renda Fixa do Educando Seu Bolso, fiz uma simulação de R$5.000 aplicado durante dois anos. O resultado foi que a melhor aplicação hoje seria um CDB. É importante ressaltar que todas as aplicações mostradas no simulador são em renda fixa, com garantia do FGC e riscos equivalentes ao da poupança.

O investimento, líquido de imposto de renda, equivale a 106,7% do CDI (uma taxa próxima aos 6,5% da SELIC). Ele oferece uma rentabilidade de 14,2% no período. Assim, os R$5.000,00 passariam para R$5.707,00 ao final dos dois anos. Na Poupança esses mesmos R$5.000,00 renderiam apenas 9,4%, passando para para R$5.469,00 ao final do prazo. Uma diferença de R$238,00!

Portanto, para quem quer fazer o dinheiro render mais, vale a pena sair da comodidade que a Poupança oferece. Um bom primeiro passo é pesquisar um pouco sobre outras modalidades em renda fixa. É possível encontrar investimentos que rendem mais, com a mesma segurança da Caderneta. O nosso simulador de Investimento em Renda Fixa, gratuito, compara diversas opções e pode te ajudar na hora de escolher a melhor aplicação.

O copo meio cheio

Por outro lado, tendo em vista que a grande maioria dos brasileiros não possui nenhum tipo de reserva, podemos entender que aqueles que possuem alguma aplicação, mesmo que seja a Caderneta de poupança já avançaram de alguma forma.

Então, se você não confia em robôs de investimento ou fica com um pé atrás de abrir uma conta em alguma corretora,  guarde o seu dinheiro no banco, na Caderneta de Poupança mesmo. Melhor ter alguma reserva financeira, do que não ter nada, mesmo que ela não renda tanto quanto poderia.

Segurança, falta de tempo ou preguiça?

A superintendente de Educação da Anbima, Ana Claudia Leoni fez a seguinte afirmação sobre o estudo: “De maneira geral, as pessoas não estão preocupadas com a rentabilidade do investimento. Elas querem apenas guardar o dinheiro de forma segura e poder contar com ele quando precisarem”.

De fato, o brasileiro preza muito pela segurança. Mas o investidor também se pauta por aquilo que é conveniente, fácil, rápido e que não requer trabalho. Não dedicando o mínimo necessário para cuidar das finanças. E existe inclusive uma pitada de preguiça para explicar esse comportamento.

Se por um lado a vida é corrida e procurar melhores formas de investir não é uma prioridade. Por outro, existem questões culturais somadas à falta de educação financeira, que reforçam esse comportamento.

Finanças é um assunto que amedronta. O desconhecimento intimida o debate. Muitas vezes as pessoas têm medo de confrontar o gerente do banco, porque não falam o “financês” e mal assimilam o que ele quer dizer. Assim, os investidores acabam aplicando apenas na Caderneta de Poupança, que é mais confortável.

Conclusão

Gastar um tempinho para entender um pouco mais sobre finanças e aplicações financeiras é um investimento que não vai apenas fazer seu dinheiro render mais. Por meio da educação financeira é possível adquirir conhecimentos que te permitirão superar as barreiras do medo e da insegurança. Além de proporcionar um olhar mais crítico sobre a visão tradicional do gerente do banco, abrindo novas possibilidades de investimentos. O que pode impulsionar o investidor a sair do comodismo e aplicar o dinheiro da melhor maneira possível.

Portanto, utilize nossos simuladores, ouça o podcast e qualquer dúvida entre em contato com a gente! Estamos sempre à disposição para te ajudar a direcionar melhor seus investimentos!

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