Vale a Pena Antecipar a Restituição do Imposto de Renda?

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Foco deste texto: quem tem restituição do imposto de renda a receber

Passado o prazo para declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF ou, simplesmente, IR), para quem apurou resultado favorável (direito à restituição do imposto de renda) começa a expectativa de estar no próximo lote de restituição para botar a mão no dindim. Surge, então, uma tentação ofertada pelas instituições de crédito: a antecipação da restituição do IR. Vale a pena? Em alguns casos entendo que sim, em outros entendo que não. Vamos às considerações necessárias para avaliarmos se vale ou não a pena.

Como está sua situação?

Você está endividado? Está precisando da grana para desafogar de algum compromisso firmado? Caso positivo, podemos estar em um dos poucos cenários que vale a pena a antecipação, pois geralmente os juros cobrados nos créditos superam a SELIC. O outro que percebo como considerável é a pessoa que tem acesso a investimentos cujo resultado líquido (depois de deduzido o IR, o IOF e outras taxas e tributos) é superior ao rendimento da SELIC. Porque estou comparando as taxas da dívida ou do investimento com a SELIC? Porque enquanto sua restituição não é paga, ela é corrigida pela SELIC. Um bom investimento, concorda?

Pontos de atenção

Alguns cuidados, entretanto, devem ser tomados. Antes de entrarmos neste detalhamento, devemos lembrar que essa antecipação é uma tomada de empréstimo. Ainda que com taxas mais baixas do que a maioria dos demais créditos, é um empréstimo.

O primeiro cuidado é com a confiança que temos no recebimento do valor: a declaração de ajuste do IRPF apenas sugere a restituição. Não há garantia, pois a Receita Federal pode detectar algum erro na sua declaração e o valor pode ser menor do que sua expectativa. Se o valor tomado (e corrigido) for superior ao valor efetivamente restituído você deverá arcar com a diferença ou refinanciar a uma taxa mais alta. Em outras, o tiro pode sair pela culatra.

Outro cuidado que recomendo que tenha é o de não gastar indiscriminadamente o dinheiro, seja da antecipação, seja da restituição. A recomendação, naturalmente, é mais incisiva no caso da antecipação por se tratar de um empréstimo. De qualquer forma, o consumismo desenfreado não é recomendável, mesmo quando o dinheiro está efetivamente disponível: se está disponível, invista. Pense no seu futuro, na sua aposentadoria ou em uma eventual época de vacas magras.

Espero ter sido útil. Até a próxima.

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