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Semana ENEF: saiba o que é!

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No programa Em Boa Companhia de hoje falamos sobre a Semana Nacional de Educação Financeira, ou Semana Enef. É uma iniciativa do CONEF – Comitê Nacional de Educação Financeira. O CONEF é um organismo federal composto por entidades públicas e privadas, que visa fomentar a educação financeira no Brasil. Junto do nosso amigo Pedro Vieira recebemos Rodrigo Almeida, membro da Rede de Educação Financeira do Banco Central. Rodrigo é nosso amigo de longa data, desde antes da existência do Educando Seu Bolso. Apaixonado por tudo o que faz, quando o assunto é educação financeira Rodrigo brilha pelo país afora com suas palestras e entrevistas.

Além do Rodrigo, pela primeira vez tivemos uma ouvinte presente, ao vivo no estúdio, no quadro Educando Seu Bolso. Neide enriqueceu a conversa ao admitir de forma muito sincera que ainda tem a melhorar em seu comportamento como consumidora.

A conversa foi muito boa, esclarecedora e, principalmente, foi um convite à reflexão. Vale a pena ouvir e ler.

Conhece o CONEF? E o ENEF?

Vamos primeiro entender um pouco mais sobre essa história. O CONEF é a instância responsável pela condução da Estratégia Nacional de Educação Financeira. Ele é formado por sete entidades de governo e mais seis da sociedade civil.

Pelo governo:

  • Banco Central do Brasil
  • Comissão de Valores Mobiliários
  • Superintendência Nacional de Previdência Complementar
  • Superintendência de Seguros Privados
  • Ministério da Justiça e Cidadania
  • Ministério da Educação
  • Ministério da Fazenda

Pela sociedade civil:

  • ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
  • B3 – Brasil, Bolsa, Balcão. É a Bolsa de Valores brasileira.
  • CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras
  • FEBRABAN – Federação Brasileira dos Bancos
  • Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa
  • Consed – Conselho Nacional de Secretários de Educação

Segundo seu site oficial, a Estratégia Nacional de Educação Financeira – ENEF – é uma mobilização que visa a promoção de ações de educação financeira em todo o Brasil. A Estratégia foi instituída como política permanente. Suas principais características são a sua imparcialidade comercial e sua garantia de gratuidade das ações que desenvolve ou apoia. Seu objetivo é contribuir para o fortalecimento da cidadania, apoiando iniciativas que ajudem a população a tomar decisões financeiras mais autônomas e conscientes.

Semana ENEF

Semana ENEF

Semana ENEF

E a Semana Enef é uma iniciativa promovida anualmente pelo Conef desde 2014. Ela tem servido como oportunidade para apresentação e discussão de ações, estudos, inovações e para propor reflexões sobre a educação financeira no país.

A sexta edição está ocorrendo agora, na semana de 20 a 26 de maio de 2019. São centenas de eventos gratuitos em todo o país. Palestras sobre os mais diversos temas, além de cursos, oficinas, atendimento ao público, peças de teatro e muito mais.

Então, não deixe de aproveitar a Semana Enef. Confira a agenda e participe dos eventos que estão ocorrendo perto de você.

E se você quiser INSCREVER um evento na Semana ENEF, pode também. Aliás, deve! É preciso atender a algumas condições.

  • A atividade deve ocorrer dentro do período da Semana Enef, isto é, de 20 a 26 de maio de 2019.
  • Deve ser totalmente gratuita para o público-alvo.
  • Não podem envolver qualquer propaganda ou venda de produtos e serviços
  • As informações oferecidas devem ser tecnicamente corretas, atualizadas e precisas.
  • E, é claro, os temas devem estar relacionados à educação financeira e previdenciária.

Nosso amigo Rodrigo

Rodrigo Almeida é servidor do Banco Central do Brasil (BC) há 16 anos. Há seis anos integra a Rede de Educação Financeira, iniciativa do BC dentro da Enef. Nesse tempo, vem se capacitando cada vez mais, não apenas tecnicamente, mas principalmente na percepção do que aflige o brasileiro. Na Semana Enef ele fez várias palestras em Belo Horizonte, além de atender à imprensa e, claro, aos amigos do Educando Seu Bolso.

Perguntado pelo Pedro Vieira se o brasileiro se preocupa com as finanças, Rodrigo disse que, em sua opinião, sim. Mas que, apesar disso, o assunto não é conversado e conduzido da melhor forma pela maioria das pessoas.

Ele contou uma experiência própria, de quando fazia atendimento voluntário na defensoria pública. Atendeu um rapaz, estudante de engenharia, com problemas com seu contrato de financiamento estudantil. Ou seja, era um rapaz com boa instrução formal, mas imaturo quanto ao seu comportamento como consumidor.

Educação financeira nas escolas

A partir desse caso, conversamos sobre um dos temas abordados na Semana Enef: a educação financeira nas escolas. Não é necessário que haja uma disciplina separada para ela, pois se trata de um conteúdo interdisciplinar. Isto é, diz respeito a várias disciplinas. Quer ver?

  • Matemática. Quando se fala em educação financeira nas escolas, lembramos logo da matemática. Afinal, juros, porcentagens, frações, descontos, tudo isso faz parte da nossa vida de consumidor.
  • Português. O estudante de engenharia atendido pelo Rodrigo certamente tem um bom conhecimento em matemática. Mas será que ele soube ler e entender corretamente o contrato do seu FIES?
  • Química e Biologia. Alimentos que se deterioram vão para o lixo, e assim tornam-se desperdício – um dos principais inimigos do nosso bolso. Por que alguns alimentos se perdem mais rapidamente que outros? Como evitar que isso aconteça? Olha aí a ciência educando seu bolso.
  • Inglês. Já pensou em aplicar em Exchange-traded Funds? Sua corretora tem um bom home broker? Já ouviu falar em small caps? Acredite, NADA disso é complicado. Mas tem muita gente que gosta de falar difícil, né? Pois então, o professor de inglês pode dar uma forcinha na educação financeira também.
  • Sociologia, História, Geografia. Por que consumimos tanto? Ou melhor, porque QUEREM que nós consumamos tanto? Quem ganha com isso? Quando e onde começou essa história? Que sociedade estamos construindo? As ciências humanas são importantíssimas para a formação de qualquer indivíduo, não importa a sua profissão. Mais do que trazer respostas, elas te ensinam a fazer as perguntas certas.

Viu como a educação financeira pode estar em todas as disciplinas? É disso – também – que a Semana Enef trata.

Educação financeira em casa

Rodrigo e nossa ouvinte Neide nos surpreenderam ao dizer certas coisas um pouco diferentes do que costumamos ouvir por aí.

Primeiro, a respeito da mesada e da semanada. Rodrigo alerta para o perigo de que a criança, ou o adolescente, fiquem mal acostumados. Isto é, que cresçam achando que o dinheiro vem fácil, gratuitamente, independentemente do seu comportamento e suas atitudes.

Não estamos dizendo que se deve remunerar os filhos por certas tarefas executadas dentro de casa. Algumas coisas – como estudar e manter o quarto arrumado – são obrigações e não devem ser remuneradas. Mas é importante que os pais consigam uma forma de mostrar aos filhos que o dinheiro não cai do céu. Isso pode ser feito de várias formas. Já falamos sobre isso em vários posts e podcasts do Educando e certamente voltaremos ao tema em breve.

Outra surpresa foi quando Rodrigo falou para tomarmos cuidado com os cofrinhos das crianças. Primeiro, porque deixar moedas paradas em casa custam caro ao país. Segundo, porque dá à criança a falsa ideia de que deixar dinheiro vivo parado em casa é um bom negócio.

Mas nosso amigo deu a dica para resolver os dois problemas: basta, frequentemente, trocar as moedas por notas. E, periodicamente, depositar as notas em uma instituição financeira e aplicar esse dinheirinho que, em pouco tempo, pode se transformar num dinheirão.

Os 3 P

A ouvinte Neide foi muito sincera ao dizer “Eu sei tudo o que eu tenho que fazer, mas não faço”. Minha cara, pode saber que muita gente é assim também, mas nem todo mundo admite. Ao admitir, você deu o primeiro passo. Então, vamos mudar essa história? Aproveite a Semana Enef e participe dos eventos! E, no ano todo, acompanhe as dicas aqui no Educando.

Diante dessa fala, Rodrigo apresentou “os 3 P” do bom comportamento financeiro: Precisar, Pesquisar e Pechinchar.

Quando quiser comprar alguma coisa, a primeira coisa a ser feita é avaliar, com muita sinceridade, se você realmente precisa daquilo.

Se precisar, faça uma pesquisa. Não apenas do preço, mas também das especificações do que você quer comprar. A qualidade é boa? As características do produto são o que você de fato precisa – nem mais, nem menos?

E, finalmente, pechinche. Não aceita o “preço de balcão”. Tente um preço melhor por pagar à vista. Mas, se não conseguir, procure em outra loja. Não tenha preguiça nem vergonha de pechinchar.

Diante dessa fala, a ouvinte Neide fez outra confissão: ela não pesquisa. Compra sempre no mesmo lugar – ela se referia a supermercado, pelo que entendemos. Ela disse que requer muito esforço peregrinar por vários estabelecimentos. Ela não tem carro, mas disse que, mesmo que tivesse, ela não faria a peregrinação, porque custaria caro em gasolina.

Mas fez uma ressalva: quando vai às compras, procura comprar o que está com preço bom, evita frutas fora da estação – que normalmente custam caro – e tudo o que estiver com preço fora do razoável.

Desperdício

Outro ponto forte da conversa foi quando conversamos sobre desperdício. Rodrigo falou algo importante: “Quando vou fazer uma palestra, às vezes vem alguém me dizer que já vive com o mínimo, pois ganha mal e, por isso, não tem mais onde cortar despesas. A isso eu respondo que, mesmo que não tenha como reduzir despesas, tenho certeza de que algum desperdício em casa a pessoa consegue reduzir”.

E é verdade, não? Afinal, quem de nós pode afirmar que não desperdiça nada, nunca? Acho que ninguém.

Alimentos

Eu mesmo não consigo evitar algum desperdício dentro da minha geladeira. Presto atenção na hora de comprar e de consumir, mudo hábitos, faço cálculos, mas ainda incorro nesse pecado: jogar alimentos no lixo.

Desperdiçar alimentos é um absurdo, em um mundo com tanta gente passando fome. E, mais que isso, é um absurdo para o meio ambiente. Já pensou nisso? Afinal, como Rodrigo nos lembrou, cada quilo de carne custa mais de 10 mil litros de água para ser produzido!

Outro ponto em que eu frequentemente cometo desperdício e às vezes não percebo: no restaurante. Será mesmo que eu preciso colocar no meu prato TUDO o que eu gosto, no mesmo dia? Será que não estou comendo 100 ou 200 gramas a mais do que o necessário?

Sem falar na saúde! Rodrigo levantou outra bola interessante. Se você exagerou na mão na hora de fazer seu prato, aquilo talvez não te faça bem. Deixar a comida ir para o lixo é errado. Mas será que mandar aquilo para dentro do seu estômago não é ainda pior?

E o Pedro comentou também sobre o desperdício de alimentos que acontece nos mercados, com aqueles alimentos – geralmente frutas e legumes – que estão em perfeitas condições para consumo, mas têm pequenos amassados ou “machucados”. E, assim, são preteridos pelos consumidores e acabam indo para o lixo. Alguns mercados fazem promoções e doações desses alimentos, mas ainda há um longo caminho para evitar essa forma de desperdício.

Investimentos

Ao final do programa, Pedro leu a mensagem de uma ouvinte que pedia recomendações sobre como investir seu dinheiro. Rodrigo, na condição de representante do Banco Central, fez o que lhe cabia: não indicou investimentos específicos, mas fez melhor. Deu dicas importantes para a ouvinte tomar sua própria decisão.

  • Identificar o seu próprio perfil de investidora – conservadora, moderada ou arrojada – e sua necessidade em relação ao dinheiro.
  • Entender as características de cada produto que lhe está disponível.
  • Saber “casar bem” o investimento. E deu um exemplo: uma pessoa que faz declaração de Imposto de Renda na forma simplificada não deve contratar uma previdência privada tipo PGBL. Afinal, esse produto é adequado para pessoas que fazem declaração na forma completa.

E nós, do Educando Seu Bolso, completamos as dicas do Rodrigo. A quantidade de dinheiro que a ouvinte tem disponível está dentro do limite de proteção do FGC, o Fundo Garantidor de Crédito. Assim, ela tem uma boa gama de opções. Nosso Simulador de Renda Fixa poderá ajuda-la – e a todos os leitores – na hora de identificar a opção de investimento em Renda Fixa mais rentável.

Semana Enef o ano todo

Então não custa repetir: não deixe de aproveitar a Semana Enef. Consulte a programação no site. Se você tiver uma iniciativa em educação financeira, não deixe de inscrevê-la. É importante aproveitar, divulgar, apoiar a Semana Enef, ela acontece só uma vez por ano.

Mas é igualmente importante levar a Semana Enef com a gente o ano todo, em cada decisão de consumo, nas conversas em família sobre dinheiro, nas decisões de investimento, em tudo. Cuidar do nosso dinheiro é cuidar da nossa tranquilidade.

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