Icatu Seguros
Financiamento Imobiliário: O banco está com seu dinheiro e você não sabe!

Financiamento Imobiliário: O banco está com seu dinheiro e você não sabe!

Isso pode?

Você acha seu banco bonzinho por cobrar taxa de juros baixa no seu financiamento imobiliário? O normal, leitor(a) e ouvinte, seria uma resposta: SIM!

Porém, não é bem assim. Você já olhou seu Contrato de Financiamento? Já verificou o que pagou no ato da assinatura e, também, em todos os meses? Não? Então seria ideal você olhar, pois, a Justiça já vem reconhecendo que muitas tarifas ali presentes são ilegais ou abusivas.

A tarifa e o impacto

Você acha justo o banco cobrar R$ 25,00 todos os meses para “administrar” o contrato? Ah, um detalhe: de fato, não há uma administração de contrato, pois, são sistemas que fazem tal serviço.

Mas aí você pode dizer: R$ 25,00 é muito pouco; pouco mais que um almoço ou dois no centro da cidade. De fato, você está certo. Mas… faça as contas comigo: R$ 25,00 x 12 meses: R$ 300,00, aposto que este valor ajudaria na sua viagem de férias, em um presente para alguém querido ou na sua aposentadoria. Façamos outra conta: R$ 300,00 x 35 anos (prazo máximo dos financiamentos imobiliários) = R$ 10.500,00!!! Esse valor ajudaria na troca do seu carro, na redução do próprio financiamento imobiliário ou em uma ótima viagem ao exterior.

Ah, não para por aí: Se você aplicar os mesmos R$ 25,00 em uma taxa de 1% ano mês pelos 420 meses você teria no final R$ 162.381,73!!! Nada mau. Com certeza, você poderia realizar um grande sonho de compra e consumo com esse valor!

Outras tarifas

Isso sem falar nas tarifas cobradas no ato da assinatura do contrato como a Tarifa de Análise de Operação, de Avaliação de Garantia; de Certidões e Documentos, de Avaliação de Bens Recebidos em Garantia, de Extrato de Contrato, de Análise de Apólice Habitacional, de Aditamento de Contrato, de Aquisição à com utilização dos recursos do FGTS, de Emissão de 2ª via do Termo de Quitação…

Não fique parado

Assim, leitor(a) e ouvinte, infelizmente, você pode estar pagando muito mais do que deve, e do que está correto. Para reverter a situação de desvantagem, você tem que fazer valer seus direitos. E para isso, você deve recorrer à Justiça que em decisões recentes já tem concedido, tanto para particulares quanto para órgãos de defesa do consumidor. O Judiciário entende que elas são abusivas e sem qualquer justificativa.

Algo importante a constar é que o que você já pagou recebe com juros e correção e, é possível que seja concedido em dobro.

Se você tem um Financiamento Imobiliário não deixe de procurar seus direitos!

Autor

Quintiliano Campomori
Quintiliano Campomori é profissional na área econômico-financeira e professor há 12 anos. Já atuou em bancos, empresas privadas e, atualmente, atua no setor público. Pretende trazer ao(à) leitor(a) e ouvinte esclarecimentos nas suas finanças pessoais, na luta pelos seus direitos, em buscar uma renda extra e em pensar o dinheiro como um meio e não um fim.

7 comments

    • Quintiliano Campomori

      Olá Adriano, obrigado pela mensagem!
      De modo geral, todos os bancos trabalham com “contratos de adesão”; ou seja, ou você aceita, ou não aceita. Assim, não existe a possibilidade de questionar cláusulas. Assim, a única forma é questionar judicialmente a Tarifa de Avaliação de Bens Recebidos em Garantia e as demais do contrato.
      Se tiver qualquer dúvida, não deixe de nos contatar. Abraços

      Responder
  • Se eu amortizar a dívida essas taxas são excluidas ou já foram pagas no momento da assinatura do contrato? Elas todas são mensais ou já paguei sem saber e terei que entrar na justiça para reaver o dinheiro? desde já, agradeço.

    Responder
    • Quintiliano Campomori

      Prezada Aline, obrigado pela sua mensagem.

      Se o processo judicial com vitória se encerrar após a quitação você recebe o que pagou integralmente com correção. Se o processo com vitória acabar antes, e, se tiver parcelar a vencer, as tarifas constantes nas parcelas serão canceladas.
      Infelizmente, para reaver o recurso, somente através de processo judicial. Um detalhe: existe um prazo após a quitação do contrato para entrar com o processo.

      Se ainda ficou dúvida, não hesite em nos contatar. Abraço!

      Responder
  • Bastante interessante a ideia, mas se o intuito é conscientizar as pessoas sobre as taxas serem abusivas, não ficou claro quais são (só os R$ 25 mensais? Ou há outras?) e quais as decisões recentes na Justiça que respaldam a visão do autor.

    Se possível, gostaria de ter mais detalhes nesse sentido, para balizar alguma decisão posterior. Creio que ajudaria os demais leitores, que estão na mesma situação. Obrigado.

    Responder
    • Quintiliano Campomori

      Prezado Thiago, boa tarde!
      A Tarifa Administrativa ou de Serviços Administrativos (esses são os nomes mais comuns) é mensal. As demais tarifas são cobradas no ato da assinatura do contrato e, assim, passam a fazer parte do saldo devedor. O maior valor total é da Tarifa Administrativa ou de Serviços Administrativos, porém, as demais também são abusivas. Um exemplo é a tarifa de Avaliação de Garantia que sua cobrança está incorreta, pois, avaliar a garantia faz parte do risco do banco em emprestar o recurso.
      As decisões recentes que respaldam a visão são do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, do Juizado Especial Cível de Minas Gerais e dos Tribunais de Justiça de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, seja em ações de particulares ou em Ações Civis Públicas.
      Abraços,
      Quintiliano Campomori

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *