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InfinitePay lança seu primeiro produto de investimento: vale a pena para pequenos negócios?

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A InfinitePay deu um passo que muita gente já esperava, mas que poucas fintechs tiveram coragem de fazer dar certo. Conhecida principalmente pelas maquininhas e soluções de pagamento voltadas a micro e pequenos negócios, a plataforma lançou seu primeiro produto de investimento: um Certificado de Depósito Bancário (CDB) que rende 106% do CDI, com aplicação a partir de R$1 e prazo curto de resgate.

A InfinitePay deixa de ser apenas o meio por onde o dinheiro passa e começa a dizer algo diferente ao empreendedor: “guarde aqui enquanto você não precisa gastar”. A proposta é simples, mas carrega uma mudança importante de posicionamento.

A dúvida que fica é direta. Isso é investimento de verdade ou apenas mais um saldo rendendo dentro do aplicativo?

Qual é o novo lançamento da Infinitepay?

O produto lançado é um CDB, um dos investimentos mais comuns do mercado brasileiro. Funciona de forma simples: o cliente empresta dinheiro para a Infinitepay (nesse caso) e recebe juros em troca. Nesse caso, o rendimento é de 106% do CDI, um percentual competitivo quando se fala em aplicações de curto prazo.

O diferencial não está apenas na taxa, mas na forma como o produto foi pensado. O investimento pode ser feito a qualquer momento pelo aplicativo e o cliente define quando pretende resgatar o valor, dentro de um prazo de até três meses, pelo menos nesta fase inicial.

Ou seja, pelo menos por enquanto, o CDB Infinitepay não é um investimento para guardar dinheiro por anos, mas uma ferramenta para organizar o caixa do negócio.

Por que o dinheiro do caixa do pequeno negócio precisa render?

Porque quem empreende não pensa em investimento do mesmo jeito que uma pessoa física. Para o pequeno negócio, o dinheiro precisa cumprir funções muito concretas, como pagar fornecedores, cobrir impostos, manter estoque e atravessar meses mais fracos.

O caixa não fica parado por escolha. Ele fica parado por necessidade operacional. E quando isso acontece, deixar o dinheiro sem render significa perder valor em silêncio.

A InfinitePay parece ter entendido essa lógica ao criar um produto que conversa com o calendário do negócio, e não com promessas de longo prazo que não fazem sentido na rotina de quem empreende.

Planejando investimento para o Carnaval

Na apresentação do produto, a InfinitePay usa um exemplo simples, mas bastante revelador. Um vendedor de bebidas alcoólicas pode investir hoje e programar o resgate para alguns dias antes do carnaval, quando as vendas costumam disparar.

Esse exemplo mostra que o foco não está em buscar a maior rentabilidade possível, mas em previsibilidade. O empreendedor sabe quando vai precisar do dinheiro e usa o investimento apenas para evitar que o caixa fique parado perdendo valor até lá.

É uma lógica muito mais próxima da realidade do pequeno negócio do que a de investimentos tradicionais.

Investir a partir de R$1 muda o jogo?

Muda, e bastante. Grande parte dos investimentos ainda exige valores mínimos que afastam pequenos negócios, especialmente os informais ou aqueles que estão começando.

Ao permitir aplicações a partir de R$1, a InfinitePay deixa claro que o produto não é exclusivo para quem já tem sobra de caixa confortável. Ele foi pensado para quem recebe hoje, paga contas amanhã, mas consegue organizar pequenos intervalos de tempo entre uma saída e outra.

Isso aproxima o investimento da rotina real do microempreendedor, sem exigir grandes decisões ou aportes elevados.

106% do CDI é bom ou só “ok”?

Vale colocar os pés no chão. Um rendimento de 106% do CDI não vai enriquecer ninguém. Mas também não é ruim, ganha da maioria dos CDB’s por ai que rendem 100% do CDI.

Para um investimento de curto prazo, com liquidez diária, acessível e integrado ao aplicativo de pagamento, trata-se de um rendimento honesto. A proposta não é competir com CDBs promocionais de bancos digitais, mas oferecer uma opção que funciona dentro do app.

Aqui, o ganho está mais na utilidade do que no percentual.

Isso é investimento ou só saldo rendendo?

Tecnicamente, é um investimento. Trata-se de um CDB, com regras claras e rendimento atrelado ao CDI. Na prática, porém, ele funciona como uma extensão inteligente do caixa.

É o dinheiro que ficaria parado na conta, agora rendendo um pouco mais, sem complicação e sem exigir decisões sofisticadas. Para muitos pequenos negócios, isso já representa um avanço importante na forma de lidar com o próprio dinheiro.

A estratégia por trás do produto

Esse lançamento não acontece por acaso. A InfinitePay faz parte da CloudWalk, grupo que já atua fortemente com pagamentos, crédito e financiamento para micro e pequenas empresas.

Faltava uma peça nesse quebra-cabeça: um lugar simples e integrado para deixar o dinheiro quando ele não está girando. Com o lançamento do CDB, a empresa passa a cobrir todo o ciclo financeiro (dinheiro entrando e saindo) do pequeno negócio, desde o recebimento até o dinheiro parado esperando uso.

Tudo no mesmo ambiente, sem exigir novos aplicativos ou processos complexos.

Investimento “simples”  é tendência no mercado financeiro?

Sim. E não é por acaso. Cada vez mais empresas entenderam que pequenos negócios não querem nada complicado demais.

No dia a dia, o que o empreendedor quer é bem básico: menos aplicativos, menos senhas, menos burocracia e menos dor de cabeça.

Nesse contexto, investir deixa de ser algo separado da rotina e passa a acontecer junto com o dinheiro que entra e sai do caixa. Sem etapas extras, sem termos difíceis e sem precisar “pensar investimento” o tempo todo.

A InfinitePay pode não ter sido a primeira a ir por esse caminho, mas acerta ao começar pelo simples, resolvendo um problema real antes de tentar vender algo mais sofisticado.

Qual o risco de aplicar no CDB Infinitepay?

Como todo CDB, existe o risco de crédito do emissor. A boa notícia é que esse investimento conta com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos, dentro dos limites previstos em lei (e o mais importante, abaixo de 250mil investidos).

Ainda assim, é importante lembrar que este não é um produto para concentrar todo o patrimônio. Ele funciona como uma ferramenta de organização de caixa, não como estratégia de investimento de longo prazo.

Para quem o CDB da InfinitePay faz sentido?

O produto tende a fazer mais sentido para microempreendedores, pequenos lojistas, prestadores de serviço, vendedores sazonais e autônomos que já utilizam as maquininhas ou links de pagamento da InfinitePay no dia a dia dos seus negócios.

Para quem tem dinheiro parado por poucos dias ou semanas, deixar rendendo 106% do CDI é claramente melhor do que deixar parado rendendo zero.

Então, para quem não faz tanto sentido?

Para quem já tem uma reserva bem organizada, investe pensando no longo prazo ou quer tirar o máximo de rentabilidade do dinheiro, esse CDB não resolve tudo.

Ele atende um problema específico e, dentro disso, funciona.

Mas é importante deixar claro: faz mais sentido para quem já recebe pela InfinitePay.
Não parece muito lógico alguém usar maquininha da Pagbank (ou outra), ficar transferindo dinheiro pra lá e pra cá só pra sair de 100% para 106% do CDI. Dá trabalho demais pra pouco ganho.

Agora, a reflexão que vale é outra: se você já usa ou está pensando em mudar a maquininha e concentrar tudo na InfinitePay, aí sim o pacote começa a fazer sentido. A maquininha é boa e, nesse cenário, o CDB entra como um complemento, não é milagre, mas ajuda.

O que muda na prática para o pequeno empreendedor?

Muda a mentalidade, sim. O dinheiro deixa de ficar parado esperando ser gasto e passa a trabalhar enquanto isso.

E muda também para quem mantém duas contas, uma para receber (InfinitePay) e outra para investir em outro banco,  isso pode simplificar a vida. Menos transferência, menos tempo perdido e menos chance de deixar dinheiro parado por descuido.

Não é sobre enriquecer. É sobre perder menos. E, no Brasil, isso já faz diferença.

Conclusão: menos glamour, mais utilidade

O primeiro produto de investimento da InfinitePay não promete revolucionar o mercado financeiro, e esse é justamente o seu mérito.

Em vez de vender sonho, ele resolve um problema concreto: o dinheiro do caixa que precisa ficar parado por alguns dias ou semanas, mas não deveria ficar rendendo zero. A solução é simples, acessível e conversa com a rotina real de quem empreende.

Para quem já usa a InfinitePay, faz sentido testar. Para quem busca estratégias mais sofisticadas ou quer extrair o máximo de rentabilidade, ele não substitui um planejamento mais amplo.No fim das contas, o CDB da InfinitePay não é sobre ganhar muito. É sobre desperdiçar menos.
E, no Brasil, onde o dinheiro parado perde valor rápido, isso já é um avanço importante.

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