Entenda neste texto o que é marketplace e confira dicas de profissionais do mercado para vender muito!
No contexto da pandemia do novo coronavírus, o comércio digital teve crescimento expressivo. Segundo pesquisa do Ebit-Nielsen, o faturamento com vendas online subiu 47% no primeiro semestre de 2020.
E, dentre o comércio eletrônico, o marketplace provou ser uma das formas mais rentáveis de vendas.
Visando entender mais sobre o tema, o Educando Seu Bolso conversou com Thiago Sarraf, consultor e fundador da empresa Dr. E-Commerce. Para ouvir o bate-papo completo, basta dar play no podcast ao topo deste texto!
Também chamado de mkt place, tradução remete a "local de vendas". Basicamente, são shoppings centers virtuais. Fonte da imagem: pikisuperstar - br.freepik.com
Venda também em sua loja física com as menores taxas:
B2W Marketplace, Magazine Luiza, Americanas: inúmeras opções para você começar a vender seus produtos. Fonte imagem: snowing - br.freepik.com.
E, caso seu desejo seja realmente criar o marketplace, também existem soluções mais baratas. Um exemplo sugerido pelo entrevistado é trilhar passos menores: "primeiro crie a loja , vire notoriedade no seu segmento".
Isto é, comece criando uma loja e faça-a crescer, subindo de degrau em degrau. Depois que você já tiver um grande fluxo de visitantes, pode pensar em agregar ofertas de outros anunciantes.
E não se esqueça de ter presença nas redes sociais!
A diferença entre e-commerce e marketplace é que o primeiro é loja própria, enquanto o segundo representa as plataformas de grande fluxo com diversos lojistas. Fonte imagem: freepik - br.freepik.com
Venda também em sua loja física com as menores taxas:
Também chamado de mkt place, tradução remete a "local de vendas". Basicamente, são shoppings centers virtuais. Fonte da imagem: pikisuperstar - br.freepik.com
Venda também em sua loja física com as menores taxas:
Simular máquina de cartão mais barata
O que é marketplace?
Marketplace é um local onde diversos lojistas vendem seus produtos ou serviços. De forma simplificada, o modelo de vendas se assemelha a um shopping center. Isto é, diversas lojas e vendedores em um mesmo espaço. Ainda, são locais de reputação, com grande volume de transações, muitos clientes e diversidade de produtos. Existem cerca de 50 marketplaces no Brasil, confira alguns deles:- Amazon;
- Mercado Livre;
- Magazine Luiza;
- Americanas;
- Enjoei;
- Webmotors;
- Elo7;
- Submarino, entre outros.
Reputação: entenda sua importância na venda online
Todas as empresas dentro dos marketplaces são constantemente avaliadas. Existem alguns comportamentos que contam pontos a favor do lojista, como:- ter um bom relacionamento com o cliente;
- não deixar de enviar produtos;
- entregar no prazo e;
- atender rápido.
>> Veja também: Como vender online com segurança?
Quais são as vantagens e desvantagens do marketplace?
Confira os prós e contras para saber se essa plataforma de vendas é para você.Vantagens
Principalmente, os pontos positivos estão ligados a facilidades e alto volume de clientes.- Praticidade: com poucos dias os produtos já podem ser transacionados. Além disso, o sistema de vendas está todo pronto.
- Facilidade de adesão: faça cadastro com poucas etapas.
- Quantidade de consumidores: o volume de clientes é o principal atrativo.
- Reputação da grande empresa: você se aproveita de um nome grande do mercado para fazer suas vendas.
Desvantagens
O maior ponto negativo parte, justamente, das vantagens: é o alto número de concorrentes em um mesmo local.- Concorrência altíssima: existem muitos anunciantes. Muitas vezes, é preciso pagar mais caro ou ter muito tempo na plataforma para ter mais visibilidade.
- Regras dos sites não são 100% claras: e podem mudar. Uma atualização do site das Lojas Americanas pode fazer com que sua visibilidade piore e você passe a vender menos de repente.
Como criar um marketplace?
É o seu sonho abrir marketplace próprio? Então, talvez, seja preciso considerar um pouco mais. Segundo Thiago, entrevistado do Dr. E-Commerce, o preço de um projeto para ter um um shopping virtual é de pelo menos R$100 mil. Esse valor inclui uma plataforma robusta para intermediar todas as vendas, cuidar do dinheiro de terceiros, time para trabalhar, mídia, entre outros. Mas, calma! Existem outras opções. Você pode, simplesmente, vender seus produtos em um marketplace que já existe, como será melhor explicado no próximo tópico.
B2W Marketplace, Magazine Luiza, Americanas: inúmeras opções para você começar a vender seus produtos. Fonte imagem: snowing - br.freepik.com.
E, caso seu desejo seja realmente criar o marketplace, também existem soluções mais baratas. Um exemplo sugerido pelo entrevistado é trilhar passos menores: "primeiro crie a loja , vire notoriedade no seu segmento".
Isto é, comece criando uma loja e faça-a crescer, subindo de degrau em degrau. Depois que você já tiver um grande fluxo de visitantes, pode pensar em agregar ofertas de outros anunciantes.
E não se esqueça de ter presença nas redes sociais!
Como vender no marketplace?
Confira três passos para começar a vender online agora!Passo 1: planejamento
Em primeiro lugar, é preciso se planejar. Isto é, pegar um caderno e fazer contas: não basta escolher um produto e começar a distribuir. Além disso, nessa fase, você pode concluir que marketplace não é a melhor opção para você. Então, reflita:Por que minha empresa existe?Há um embate entre marketplace e e-commerce (loja própria online). Talvez, você prefira ter um contato mais direto com o consumidor. Nesse caso, o marketplace não é para você. Porém, se seu foco é colocar o produto em um grande gerador de pedido, então vale a pena. Venda também em sua loja física com as menores taxas:
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Passo 2: cuidando do estoque
Dica de amigo: antes de você começar, procure um sistema ERP, diz Thiago. Trata-se de uma ferramenta que faz estoque contábil e fiscal. Para o consultor, o primeiro investimento a ser feito é com ele. Nele, você insere informações de estoque, produto e replica para onde vai vender. Assim, você terá uma estrutura confiável e fará boa gestão do seu estoque. Infelizmente, é comum existirem pessoas que não sabem quantos produtos enviaram pelo marketplace e quantos têm dentro da loja. Então, comece certo. Invista em conhecimento e sistema.>> Veja também: passo a passo para vender na Amazon, Mercado Livre e Magalu!
Passo 3: escolha da plataforma correta
Então, faça a escolha da plataforma. Em questão de facilidade para começar, é sugerido o Mercado Livre: mais prático, fácil e com emissão de Nota Fiscal (NF) simplificada. Porém, existe uma lista de opções. Ainda, é importante ficar de olho, porque nem todos os segmentos se dão bem nessa plataforma. Além dele, outros sites são bons começos: B2W (Americanas, Submarino, Shoptime), Magazine Luiza, Via Varejo/CNOVA (Casas Bahia, Extra, Ponto Frio). E, no caso de alguns marketplaces de nicho, existem sites específicos, como:- Enjoei - para itens usados;
- Elo7 - para artesanato;
- Dafiti, Netshoes, Zattini - para roupas.
Dica do especialista: "o e-commerce é mais físico do que a gente imagina"
Como é possível perceber, a escolha da plataforma correta é apenas uma parte do processo. O entrevistado reforça que o mais importante é o bastidor: fazer conta, levantar preço de custo, preço de venda e os fatores para realizar a venda. Além disso, é preciso compreender se a comissão do marketplace cabe no seu bolso, ou não. E analisar com cuidado: isto é, conferir condições de taxa para cada tipo e preço de produto. "O e-commerce é mais físico do que a gente imagina", finaliza. https://www.youtube.com/watch?v=OY87vhxUHUo&index=1>> Confira também: Como abrir loja online e se integrar a marketplaces.
Venda online se mostrou divisor de águas durante a pandemia
Notícias sobre o comércio digital divulgadas durante a pandemia do coronavírus podem ter dado uma impressão errada desse segmento. É comum haver uma falsa percepção de que o comércio digital só "aconteceu" incentivado pela pandemia. Mas isso não é verdade: vendas online não são novidade. De fato, o comércio digital existe no Brasil há 25 anos. E não é de agora que o modelo se mostra expoente. A digitalização já vinha se mostrando como crucial para desenvolvimento dos negócios. O que aconteceu com o isolamento, pois, foi a massificação das vendas online. Estima-se que as vendas digitais tenham sofrido, em 2020, um processo de aceleração referente ao que era esperado para 4 anos. Ou seja, em pouco tempo houve um crescimento muito grande. Porém, para quem ainda não tinha começado a fazer presença digital, a pandemia mostrou-se condição de vida ou morte para os empreendimentos: ou você vai para o digital ou fecha as portas.>> Saiba mais sobre a transformação digital.
Marketplace como local de destaque pela praticidade
Nesse contexto, o marketplace, em especial, ganhou muito espaço. Porque foi a solução mais simples para muitos anunciantes que ainda não tinham um site próprio. Segundo dados do especialista, um projeto decente de e-commerce leva de 3 a 7 meses para gerar resultados. Assim, o marketplace despontou como solução mais rápida no momento de digitalização forçada da economia. E não existe passo para trás em e-commerce. Agora, quem já entrou no meio virtual deve ficar. Afinal, a tendência é que o comércio online continue só crescendo.>> Outra forma simples de venda é o link de pagamento.
A diferença entre e-commerce e marketplace é que o primeiro é loja própria, enquanto o segundo representa as plataformas de grande fluxo com diversos lojistas. Fonte imagem: freepik - br.freepik.com
Venda também em sua loja física com as menores taxas:
Simular máquina de cartão mais barata
Quais as principais taxas e custos de um marketplace?
Não existe marketplace grátis. No é disponibilizada uma planilha com lista de custos para começar a anunciar nessas plataformas, além de dicas para ter um negócio mais rentável. Vamos resumir os valores com base na venda de um produto fictício. Em primeiro lugar, é preciso definir o preço alvo. "Por quanto quero vendê-lo?" Vamos imaginar que por R$200. Então, calcule os seguintes gastos:- Custo de aquisição (suposto): 75 reais.
- Custo operacional (água, luz, funcionários): 8% a 14%.
- Imposto (para quem está no Simples Nacional): 14%.
- Comissão do marketplace: 16% - em média. Porém, é flutuante.
- Ads do marketplace: 2% - publicidade.
- Embalagem: 2%.
- Entrega: 4%.
- Lucro: 5%.
Quais são os desafios do marketplace no Brasil?
- Informalidade: a questão da profissionalização no marketplace pode ser um pouco confusa. Isto é, pode haver uma informalidade na forma de contrato entre os vendedores e as plataformas, sem tanta regulamentação. Marketplaces emitem notas de serviço aos vendedores. Porém, não é essa, exatamente, a função realizada por eles: Amazon, Magalu etc são intermediários de vendas.
- Extensão continental do país: uma barreira ainda grande é o tamanho do Brasil. Conectar grandes distâncias é caro e demorado.
