Reserva de emergência: quanto guardar e como fazer! + 3 dicas importantes

A pandemia do novo coronavírus pegou muita gente desprevenida. A crise econômica, que veio como consequência, fez com que muitas famílias perdessem sua fonte de renda. Nesse contexto, a reserva de emergência, que já era essencial, mostrou-se um fator de sobrevivência. 

Quem não tinha formado sua reserva financeira teve maior dificuldade para enfrentar o período delicado. Justamente por isso, a busca por dicas para construir um fundo de emergência teve grande aumento.

Então, é hora de conhecer esse elemento da saúde financeira e começar a trabalhar no seu! Saiba quanto guardar, para que serve e melhores opções de investimento para reserva de emergência.

imagem de pote plástico tombado com moedas, em alusão a uma reserva de emergência

Reserva financeira é o dinheiro que se guarda para alguma emergência.

No podcast que acompanha este texto, Frederico Torres, fundador do Educando seu Bolso, conversa sobre o fundo de emergência, com dicas para quem vai montar o seu.

Ainda, ele discute os melhores usos do auxílio emergencial, explica os principais motivos da disparada do preço do arroz e fala sobre os melhores investimentos em 2020.

Ou seja, um conteúdo recheado de informações essenciais. Para escutar, basta dar play no arquivo de áudio que se encontra no topo do texto!

 

O que é reserva de emergência?

Como o próprio nome já diz, reserva de emergência é um valor que você deve ter guardado para imprevistos. Esse fundo é essencial para todas as pessoas.

Afinal, nunca sabemos quando nos depararemos com algum gasto inesperado. E, nesses momentos, ter um “pé de meia” representa qualidade de vida e tranquilidade.

Por exemplo, vamos supor que você tenha um emprego no setor privado, filhos na idade escolar, um financiamento imobiliário, além de todas as contas da casa para pagar.

Caso fique desempregado, toda a estabilidade da família é prejudicada. Dessa forma, para evitar complicações, é importante ter se preparado com antecedência.

Quem não se planeja acaba recorrendo a empréstimos. No entanto, isso representa assumir uma dívida, que tem cobrança de juros. O que pode gerar alto endividamento e problemas ainda maiores.

Uma concepção errada que existe sobre a reserva financeira é em relação à sua finalidade. Pois, ela não é útil apenas em momentos de “vacas magras”. Ela é importante, também, para que você não perca boas oportunidades. Como uma vaga de emprego melhor, que pode surgir em outra cidade, mas que vai exigir o custo de mudança.

A reserva de emergência deve ser investida em uma aplicação financeira de baixo risco e liquidez diária. Isto é, onde seja possível resgate imediato, sem perda de valor. Esse ponto será melhor explicado em tópicos posteriores.

Segundo dados da Anbima, apenas 38% da população brasileira economizou algum dinheiro em 2019. Ou seja, o país ainda está muito longe de atingir níveis de educação e capacidade financeira adequados (que é o que buscamos trazer aqui no Educando seu Bolso!).

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Quando a reserva de emergência deve ser utilizada?

É preciso ser disciplinado, pois, como evidencia o nome, o fundo de emergência é voltado para eventualidades. Veja algumas situações em que ela pode ser usada:

  • Problema de saúde inesperado: internação, gastos com remédios que não eram previstos.
  • Recuperar os danos de algum acidente doméstico, como incêndio, infiltração…
  • Desemprego, que diminui o nível de renda.
  • Novo membro na família e custos associados a um filho não planejado.
  • Mudança de cidade ou viagem para aproveitar uma oportunidade interessante!

 

Como fazer sua reserva financeira?

Para montar uma reserva coerente, é preciso fazer um planejamento prévio. Isso porque o valor do fundo de emergência depende do seu nível de gastos, de qual é a sua profissão, de quantos dependentes você tem.

Além disso, é preciso que você coloque na ponta do lápis o que, de fato, consegue economizar por mês.

 

Em primeiro lugar, saiba qual o seu custo de vida

Assim, elenque todos os gastos:

  • contas de água, luz, telefone etc.;
  • parcelas de financiamentos;
  • mensalidade escolar do filho;
  • supermercado;
  • plano de saúde;
  • combustível;
  • cartão de crédito.

Não se esqueça de nada! É comum que, ao fazer planejamentos financeiros, as pessoas subestimem seus gastos reais.

Ainda, deixar uma pequena margem de folga para custos adicionais também é interessante. Então, vale adicionar um acréscimo de segurança. E não se esqueça de IPTU, IPVA… Esses são gastos recorrentes e devem ser levados em conta.

Anotados os gastos, você já tem a primeira etapa do planejamento para sua reserva. A partir de quanto você gasta mensalmente será feita a estimativa do fundo de emergência.

Vamos supor que Eduarda fez todas as contas e concluiu que tem um gasto mensal de R$3.500. Uma boa reserva varia de 3 a 12 meses de gastos cobertos. Dessa forma, a reserva indicada para Eduarda pode ser de R$10.500 a R$42.000.

O valor parece alto para você? Porque a pandemia do novo coronavírus mostrou que não é nenhum exagero. Nesse momento, diversas pessoas perderam sua fonte de renda. Não somente, houve encarecimento da cesta básica, o que tornou os gastos essenciais mais salgados para o bolso do consumidor.

 

Estipulado o valor, é hora de economizar

Sabidos seus gastos, resta avaliar sua renda. Dela quanto é possível economizar mensalmente para compor sua reserva de emergência? Trace uma meta realista e poupe todos os meses.

À frente no texto, serão apresentados os investimentos mais indicados para você aplicar sua reserva financeira. Afinal, além de economizar, desejamos que esse dinheiro tenha rentabilidade.

Poupar dinheiro é importante para várias finalidades, e não só para a reserva de emergência. Veja mais dicas de como começar a economizar.

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De quanto deve ser a reserva de emergência?

Em geral, educadores financeiros recomendam de 3 a 12 meses do seu custo de vida. Veja detalhes abaixo de quantos meses você precisa.

 

Para quem tem mais estabilidade de renda: funcionários públicos, mais jovens…

Uma das categorias com mais estabilidade financeira é a dos funcionários públicos. Para esse grupo, Frederico Torres recomenda fundos de emergência a partir de 3 meses de custos fixos. Porém, é interessante pensar em valores de pelo menos 6 meses.

Confira grupos que têm maior estabilidade ou flexibilidade:

  • Funcionários públicos.
  • Quem tem menos dependentes de renda.
  • Pessoas mais jovens, que são mais adaptáveis ao mercado de trabalho.
  • Aqueles que têm algum pagamento garantido, como uma aposentadoria INSS.

 

Para quem tem mais instabilidade de renda: empreendedores, trabalhadores de empresas privadas

Para o segundo grupo, são recomendadas reservas financeiras de 9 a 12 meses de custos. Confira se você está nele:

  • trabalhadores de empresas privadas, empreendedores, autônomos;
  • pessoas que têm mais dependentes de renda;
  • pessoas mais velhas, que têm menos adaptabilidade no mercado de trabalho.

 

Reserva de emergência: onde investir?

Pronto! Agora você já sabe todos os passos para definir o valor do seu fundo de emergência. Portanto, é hora de investir esse dinheiro.

Assim como mencionado, a reserva financeira deve ser investida em uma aplicação com alta liquidez. Isto é, você precisa ter a possibilidade de sacar o dinheiro a qualquer momento, com facilidade.

Por esse motivo, uma reserva de emergência não deve, jamais, estar em um investimento de renda fixa com resgate de longo prazo.

Além disso, a aplicação deve ter baixa volatilidade. Isso significa que o rendimento não pode oscilar muito. Por esse motivo, fundos de ações e multimercado (renda variável) também NÃO são recomendados.

Afinal, é essencial que você saiba o quanto terá guardado na hora que precisar utilizar.

computador com dinheiro, fazendo alusão a fundo de emergência

Reserva de emergência 2020: saiba onde aplica a sua.

Imagine que você colocou o dinheiro em ações e elas estão em baixa! É possível que você tenha que sacar o dinheiro com prejuízo. Portanto, não utilize essa modalidade de investimento para reserva de emergência.

Dadas essas características (liquidez e volatilidade), muitas pessoas pensam na Caderneta de Poupança como a principal opção. Porém, aí entra um terceiro ponto importante: rentabilidade.

A Poupança é uma opção segura, mas rende muito pouco. Conheça soluções mais indicadas:

Ainda assim, é preciso avaliar a rentabilidade de todos eles. E, no caso dos fundos, é preciso ficar de olho na Taxa de Administração.

O Educando seu Bolso oferece um Simulador de Investimentos em Renda Fixa. Nele, você preenche algumas informações e descobre a aplicação mais indicada para você! Não deixe de conferir.

Agora que você já entendeu tudo sobre fundo de emergência, tire outras dúvidas importantes que surgiram com a pandemia do coronavírus.

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Outras dúvidas que surgiram durante a pandemia do novo coronavírus

No podcast, Frederico Torres também abordou outros assuntos importantes que geraram dúvidas na população em 2020. Confira abaixo.

 

1. Auxílio emergencial: qual a melhor forma utilizá-lo?

O auxílio emergencial começou a ser distribuído em abril de 2020. No calendário do programa, existem previsões de pagamento para até janeiro de 2021, dependendo do nível de carência.

Para quem teve perda de renda

Existem pessoas que perceberam o auxílio emergencial como substituição completa da fonte de renda. Nesse caso, não há muita escolha: o melhor uso é prover a subsistência do lar.

Então, necessidades básicas em primeiro lugar, destacando a alimentação. Outros gastos que podem esperar ficam para pagamento mais adiante.

É importante pesquisar oportunidades. Bancos, instituições financeiras, fintechs, conhecendo a situação econômica do país, permitiram que se adiassem pagamentos. Além disso, foram previstos diversos planos de renegociação de dívida.

No caso de contas de energia, água, telefonia… também houve postergação de prazos de pagamento.

O Educando seu Bolso, como um blog de finanças, não recomenda irresponsabilidade financeira de nenhuma forma. Assim, busque renegociar os pagamentos, ao invés de simplesmente deixar de fazê-los.

Para quem conseguiu o auxílio como uma renda extra

Há aqueles que não tiveram tanta perda de renda com a crise. O benefício emergencial veio a um ente da família que já não recebia renda fixa, como um filho estudante.

Nesse caso, o foco deve ser em não deixar de pagar as contas e prestações. Embora haja a possibilidade de postergação, toda vez que se “empurra” uma dívida para frente ela fica um pouco mais cara, por causa dos juros.

 

2. Por que o arroz ficou tão caro?

A alta do Dólar, que aconteceu durante a pandemia, foi o principal fator. Nesse momento, o Dólar chegou a ultrapassar R$6,00. No contexto de crise, o Real se desvalorizou em quase 40%.

Isso tem relação com diversos itens da cesta básica, porque alguns preços são cotados internacionalmente: soja, trigo… e até mesmo arroz, feijão. Com o aumento do parâmetro internacional em Dólar, o valor mais alto foi repassado ao Brasil. Assim, alguns itens tiveram aumento de mais de 28%, ou seja, 10 vezes mais do que a inflação.

O produtor, nesse cenário, vê duas oportunidades: (1) exportar o arroz, ao invés de vender internamente, porque no exterior ele está mais valorizado ou (2) equilibrar os preços internos com os internacionais.

Foi o que aconteceu com arroz, feijão, farinha de trigo, óleo. E isso impactou na inflação do preço dos alimentos.

O atingido é, principalmente, quem pertence às camadas sociais de renda mais baixa (C, D e E). Ou seja, o grupo em que o gasto com alimentação tem o maior peso dentro do orçamento.

Para mais, o desejo dos produtores em aumentar preços encontrou demanda. O auxílio emergencial injetou na economia brasileira quase R$ 50 bilhões/mês entre março e agosto. Valor que foi destinado principalmente às classes mais baixas.

A tendência é de que os preços dos alimentos se regulem nos próximos meses. Talvez, realmente haja inflação. Mas os preços devem ficar mais estáveis.

 

3. Qual o melhor investimento em 2020 com a Selic em mínima histórica?

A resposta para essa pergunta vale ouro. Está cada vez mais complicado investir no Brasil e, de certa forma, isso é bom. Significa que a economia está amadurecendo.

O Brasil, na história recente, viu a Taxa Selic cair de 14% para 2% ao ano. E essa taxa embasa o rendimento de todos os investimentos em renda fixa. Então, tesouro direto, poupança, CDBs estão rendendo menos do que rendiam no passado.

É necessário que a população se acostume com essa nova realidade, porque ela deve permanecer. Quem busca ter a rentabilidade que tinha há alguns anos, deve fazer um para-casa: assumir um pouco mais de risco, entender melhor que tipo de aplicação está fazendo.

pote de dinheiro, reserva de emergência

Onde deixar a reserva de emergência? Conhecer os melhores investimentos é crucial.

E um alerta! Nesse momento, existe um “canto da sereia” muito forte para mercado de ações, fundos de ações e até aplicações mais arriscadas, como criptoativos.

Há um frenesi na bolsa semelhante a 2007: diversas empresas abrindo capitais, novos investidores. De fato, desde março, no início da pandemia, houve um aumento de 52% no número de CPFs na bolsa, o que totaliza quase 3 milhões de pessoas.

Isso não deveria ser um problema, mas muitos brasileiros não compreendem os riscos que estão assumindo.

A recomendação de Frederico Torres é que as pessoas façam investimentos cujo risco elas conheçam, compreendam.

O Educando seu Bolso produziu um conteúdo muito completo sobre melhor investimento em 2020. Vale a pena conferir!

 

Conclusão: reserva de emergência e crise econômica

Portanto, a partir da leitura desse texto você foi capaz de compreender a importância do fundo de emergência, aprendeu o que precisa para montar o seu, viu como calcular o valor da reserva.

Além disso, foi capaz de entender questões relevantes que ganharam espaço durante a pandemia. E, como é possível perceber, todas essas questões correlacionam-se com um orçamento equilibrado.

Assim, o Educando seu Bolso convida você a conhecer nossos cursos online. Neles você encontrará dicas de planejamento financeiro, investimento e muito mais. Tudo isso com apoio de profissionais com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

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