Financiamento Estudantil: A faculdade apertou o seu orçamento?

O sonho dos jovens

Um dos grandes sonhos de qualquer brasileiro ou brasileira é ter um imóvel próprio, certo? Sim, mas esse sonho, de modo geral, surge na faixa dos 30 anos. Para a faixa etária entre os 18 e 24, os primeiros que nasceram rodeados pela Internet e pela tecnologia, a formação acadêmica e educacional, a qualidade de vida e as transformações sociais (que pode ser entendido como emprego dos sonhos) são os grandes objetivos, segundo pesquisa da agência Box 1824, feita nos últimos meses de 2015.

Um dado extremamente relevante é que, apesar dos esforços governamentais com programas de inclusão educacional como o Prouni e de Financiamento Estudantil, 79% dos jovens não estão nas universidades e 77% deles desejam ingressar em uma faculdade. Ou seja, pouco mais de 60% de todos os jovens almejam o ensino superior. Esse percentual é bem distribuído entre todas as classes sociais.

Esses números explicam o porquê do aumento na procura pelas faculdades. Seja na disputa feroz pelas vagas em universidades públicas, seja na procura pelas faculdades privadas. E, é aí que o financiamento estudantil tem grande importância! O preço dos cursos inviabiliza, e muito, o acesso ao ensino superior principalmente nas classes C, D e E.

FIES – Financiamento estudantil

O programa mais conhecido de financiamento estudantil é o FIES, criado pelo Ministério da Educação. Segundo informações contidas no site do mesmo, entre 2010 e o primeiro semestre de 2015, “a taxa de juros era 3,4% ao ano, com carência de 18 meses e o prazo de amortização para 3 vezes o período de duração regular do curso + 12 meses”. Essas condições são imbatíveis em comparação com TODAS as modalidades de crédito no país. Outro ponto importante é que o percentual de financiamento é de 100% das mensalidades.

Mas, aí, veio a crise econômica e suas consequências… A necessidade de ajuste fiscal em todas as esferas de poder fez com que a taxa de 3,4% (bastante subsidiada pelo Governo Federal) a partir do segundo semestre de 2015, subiu para 6,5% (ainda bastante interessante).

Basicamente, o funcionamento do programa é simples. É assim: com base na renda familiar, um percentual da mensalidade é financiado (até 95%) e, durante o período do curso, o (a) estudante paga apenas os juros. Após a conclusão do curso, existe uma carência de 18 meses para o pagamento do principal (e continua a pagar os juros). Finalizando a carência, o saldo devedor é dividido em até 12 anos ou 144 meses.

PEP

Já o PEP (Parcelamento Estudantil Privado) feito diretamente pelas faculdades. Nas que o Educando seu Bolso teve acesso, o funcionamento é diferente do FIES. No 1º ano de curso o (a) estudante paga 30% do valor da mensalidade e financia 70%. No 2º ano de curso o (a) estudante paga 40% do valor da mensalidade e financia 60%. No 3º ano de curso o (a) estudante paga 50% do valor da mensalidade e financia 50%. No 4º e no 5º ano de curso o (a) estudante paga 60% do valor da mensalidade e financia 40%. O saldo devedor é corrigido pelo IPCA anualmente. Não há carência como no Fies e o período de pagamento é o mesmo do prazo do curso regular.

Análise

Com base nas informações, percebe-se, leitor (a) e ouvinte que o Fies é uma opção melhor. Mesmo com a taxa de juros tendo subido em 2015, ela é fixa. Ademais, continua sendo uma das melhores do mercado de crédito brasileiro, tem carência no período pós-formatura (que pode ser mais difícil conseguir emprego) e um prazo de pagamento maior, fazendo com que você não tenha um aperto no orçamento. Além disso, há outras vantagens. Para os cursos de Licenciatura você pode solicitar o abatimento mensal de 1% do saldo devedor.

Após a formatura, um ponto importante a ressaltar é que, como as taxas de juros são muito baixas em ambos os programas. Caso você tenha o valor para adiantar ou quitar o financiamento estudantil, compare com as rentabilidades das aplicações financeiras vigentes à época. De modo geral, os títulos do Tesouro Direto, por exemplo, vão ganhar com folga do financiamento. Assim, melhor manter o recurso aplicado ou fazer aplicações regulares. Ao mesmo tempo, pagar a parcela do Fies ou do PEP.

Como qualquer financiamento com taxas boas como o Financiamento Imobiliário, por exemplo, a burocracia documental e temporal, além da concorrência (existe um volume de recursos limitado destinado ao programa) do Fies é maior que o PEP. Mas, com certeza, compensa e muito, passar por todo o processo para conseguir as melhores condições.

Quer saber se ter um cartão de crédito universitário é mais vantajoso? Leia também esse conteúdo.

Bolsas de estudos e descontos em instituições de ensino superior

Outra opção que vai muito além de um financiamento estudantil, são as famosas e disputadas bolsas de estudos. Há quem ache que esse recursos está disponível só para os “CDF” ou “Nerds” da sala ou do cursinho. O que por algum momento, pode ter sido até verdade, mas nos últimos anos, não mais!

Instituições privadas querem cada vez mais, se tornarem acessíveis, por isso, estão criando novos meios para fazer isso realmente acontecer. Daí, viabilizar as bolsas de estudos ou descontos foram um artifícios utilizados.

Programas como o Quero Bolsa, – plataforma de bolsas de estudos, que conecta instituições de ensino superior com pessoas que querem realizar o sonho da graduação são uma ótima opção. Basta selecionar o curso, a localização e se preferir, a instituição, que a plataforma vai te mostrar quais faculdades parceiras ministram o curso e qual a porcentagem de desconto ou bolsa está disponível.

Agora que você aprendeu todos os detalhes das opções de financiamento estudantil, não deixe para depois e alavanque seus estudos e sua carreira profissional!

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