Por que muitas pessoas escolhem Moderninha?

Nas duas semanas anteriores apresentamos uma pesquisa que fizemos com profissionais e comerciantes que usam máquinas de cartão de crédito e débito. No primeiro post demos destaque aos usuários de maquininhas Cielo. No segundo, falamos de usuários de maquininhas Rede e Getnet. Hoje vamos encerrar a série dando destaque aos usuários da máquina Moderninha.

A quem não viu os dois primeiros posts, recomendamos que leiam, porque, modéstia à parte, ficaram muito bons. Cabe explicar novamente que não se trata de uma pesquisa científica. As entrevistas foram feitas de forma aleatória, no momento em que estávamos adquirindo algum produto ou serviço. Não havia questionário estruturado, nem roteiro. Portanto, os resultados não podem ser generalizados. Eles retratam apenas a nossa percepção sobre as opiniões dos nossos entrevistados.

Vamos aos resultados, então?

Maria, feirante na Bahia

Nos dois primeiros posts falei de entrevistas que fiz durante uma viagem de férias à Bahia. Nesta mesma viagem, numa noite fomos a uma feira de artesanato em Guarajuba, cidade próxima à Praia do Forte. Lá conhecemos Maria, senhora simpática, que faz artesanato em vende em sua banca.

Paguei as compras em uma máquina de cartão Moderninha. Maria está satisfeita com a maquininha. Está feliz por ter pago R$ 838, em 12 parcelas mensais, e agora ser dona da máquina. Não precisa mais pagar aluguel.

Antes ela tinha uma Cielo. Ficou com a máquina durante anos, porque na época era a única que ela encontrou disponível. Mas pagava R$ 150 de aluguel, além de uma taxa alta, 8% para receber o valor de suas vendas a crédito no prazo de 2 dias úteis. Agora paga 4,9% nas vendas pela Moderninha. Não me explicou se com essa taxa consegue antecipar o recebimento, ou se tem que esperar os 30 dias.

Nessas condições, em apenas 6 meses, o valor que deixou de pagar em aluguel pela Cielo já paga o valor da Moderninha. Fiquei um tanto admirado com aquilo. Perguntei à Maria se os valores eram realmente aqueles, ela confirmou: eram. Bem, se ela disse, não cabe a mim contestar, apenas relatar.

É claro que Maria gosta de pagar taxas menores. Mas percebi que o que mais a agrada é ser dona da máquina. E, assim, não ter mais uma despesa mensal em seu orçamento.

Ricardo, comerciante

Ricardo tem uma pequena loja que vende comida pronta aos sábados e domingos, perto da minha casa. O carro chefe é o frango assado, o melhor do bairro.

A primeira vez em que conversei com Ricardo sobre máquinas de cartão foi alguns anos atrás, quando o Educando Seu Bolso começou a falar sobre o assunto. Na época ele tinha uma máquina de cartão compacta. Foi a primeira vez que vi uma dessas, que se usa junto do celular e não imprime o recibo, apenas envia por SMS. Desde então, frequentemente conversamos sobre o assunto.

–Uai, Ricardo, tá de Moderninha agora?

–Ah, é. A gente tem que ir em busca do mais barato, né?

Ricardo tem parentes que também são comerciantes. Eles vão experimentando as máquinas, trocando, às vezes um empresta para o outro. Isso facilita, porque para uma só pessoa não é confortável ficar trocando de máquina toda hora. Como tem irmãos comerciantes, cada um experimenta uma e vai dando as dicas para os outros.

–E aquela pequenininha?

–Devolvi para minha irmã. Agora tô de Moderninha. E de olho na Minizinha!

Me lembro que, algum tempo atrás, Ricardo estava acomodado com a máquina da irmã. Eu opinei que aquilo não era muito bom. A pessoa comprava frango e levava um recibo com nome de loja de roupa.

–Essa é mais barata?

–Ah, é. Você me incentivou a pesquisar, lembra? Achei essa aqui. Funciona bem, até agora não posso reclamar. Mas tenho outras máquinas também. Eu preciso ter muitas, para os motoboys levarem.

–E os motoboys, alguma dificuldade com as máquinas?

–Não. Elas funcionam de forma muito parecida, né? O sinal aqui no bairro é bom. Outro dia uma deu problema, o motoboy voltou aqui, pegou outra máquina, voltou no cliente e resolveu. Mas foi só essa vez.

Vinícius, dono de bar

Vinícius é um dos sócios em um bar no Edifício Maletta, um dos pontos mais tradicionais da boemia de Belo Horizonte. Se você não é de Belo Horizonte e não conhece o Maletta, não deixe de conhecer, quando vier à capital mineira. Fica na melhor região do centro de BH. Além de restaurantes tradicionais, tem botecos simples e descolados, com ar cult, frequentados por gente inteligente. E os sebos, claro. Se você gosta de discos de vinil e livros usados, separe algumas horas para visitar os sebos do Maletta.

Terminado o momento Trip Advisor, vamos ao ponto. Vinícius é dono – e garçom – de um dos bares do Maletta. Estive lá recentemente. Na hora de pagar a conta, lá veio ele com uma Moderninha na mão.

–Tem muito tempo que vocês usam a Moderninha?

–Não, porque o bar é novo. Já começamos com ela.

–Escolheu como?

–Minha sócia é que olhou isso. Ela conversou com o pessoal dos outros bares aqui do Maletta, falaram que é a que compensa mais para nós. E a máquina é nossa, né? Não tem aluguel. A gente compra, paga parcelado e fica dono da máquina.

–E se estragar?

–Acho que tem um seguro. Ainda não aconteceu nenhum problema, não.

–E as taxas?

–Acho tranquilo. Três e poucos por cento no crédito, para cair na conta 2 dias depois.

–Tem só a Moderninha?

–Pois é. Só ela. Se um dia der algum problema, na máquina ou no sinal do celular, vamos ter que pedir ajuda para algum vizinho. Acho que só compensa ter outra máquina de cartão se o movimento aumentar muito. Por causa de defeito na máquina, acho que não justifica.

Anderson, vendedor ambulante

Anderson vende acessórios para celular na rua, bem em frente ao meu trabalho. Todos os dias instala na calçada uma daquelas mesas desmontáveis e expõe suas mercadorias. Recorri a ele quando precisei trocar a película do meu celular. Percebi que no cartaz colado à mesa havia um símbolo da Visa e outro da Mastercard.

–Ah, você aceita cartão.

–É, mas no dinheiro é melhor, né?

–Tem desconto para pagamento em dinheiro?

–…

–Não, pode deixar. Vou pagar no dinheiro. Mas em troca quero te entrevistar.

–…

–Qual máquina você usa?

–Essa aqui, ó. Moderninha – disse, tirando a máquina de dentro da mochila.

–Por que escolheu Moderninha?

–Porque não preciso pagar aluguel.

–Está satisfeito?

–Funciona bem, a taxa é até menor que outras, mas ainda assim é caro, né? Eu preferia não vender no cartão. Você vê que a máquina nem fica em cima da mesa, que é para não dar ideia.

–Entendi.

–Eu sou obrigado a aceitar cartão, senão perco venda. Então coloco no cartaz, porque quem quer muito pagar no cartão já procura de longe algum sinal de que eu aceito cartão. Então a pessoa vê o cartaz e, aí sim, vem e compra. Quem não faz muita questão nem pergunta nada. Vem, compra e paga no dinheiro. Mas se vê a máquina, quer pagar no cartão.

–E aí fica caro.

–Fica. Se eu vender cinco películas dessa sua no dinheiro, em vez de no cartão, só com a diferença já pago meu ônibus de volta.

–E se você colocar preço diferente para dinheiro ou cartão?

–Não adianta. A pessoa quer levar no cartão pagando preço de dinheiro. Se eu não aceitar, ela vai embora só de pirraça. Difícil, moço…

–Então o melhor…

–…é esconder a máquina.

Depois dessa aula de marketing, agradeci e me despedi.

Moderninha

Por que muitos escolhem a Moderninha?

Fiquei com a impressão bem forte de que o principal motivo que leva as pessoas a escolherem a Moderninha é o fato de se tornarem donos da maquininha. Isto é, pagam uma prestação durante alguns meses e ficam livres do aluguel. Muitos falam bem das taxas e do funcionamento da máquina, mas o que arrebata as pessoas, pelo que percebi, é evitarem mais um custo fixo para seu negócio.

Como escolher bem as máquinas de cartão

Bem, aqui termina a série de três posts sobre nossa pesquisa. Foi extremamente prazeroso fazê-la. É muito bom conversar com as pessoas. Aprender um pouco com elas, ou simplesmente ouvi-las e falar um pouco também. E, na verdade, a pesquisa não acaba nunca. Enquanto máquinas de cartão forem assunto importante para o Educando Seu Bolso, vou continuar batendo papo com comerciantes sobre elas.

Nos posts, demos maior destaque às marcas Cielo, Getnet, Rede e Moderninha. Isto não quer dizer que tenhamos preferência por elas, apenas que elas foram as mais citadas. Pelo contrário, não temos preferência por nenhuma, porque sabemos que cada pessoa e cada negócio têm um perfil próprio, adequado a um tipo de maquininha. Além destas, há uma infinidade de marcas, como SumUp, Vero, PaggCerto, Bin, SafraPay, Izettle, entre outras.

Nossa preferência é pelo nosso leitor, e foi por isso que construímos nosso Simulador de Máquinas de Cartão. Ele pode ajudar muito na escolha da máquina mais adequada para cada pessoa.

Vamos, então, às conclusões mais interessantes a que chegamos, depois de ouvir tantos depoimentos. O que leva as pessoas a escolherem esta ou aquela marca de maquininha de cartão?

Gerente amigo

Muitas pessoas procuram o gerente do seu banco para contratar máquinas de cartão. É compreensível, mas, na maioria das vezes, não é justificável.

É compreensível, porque muitas pessoas não têm conhecimento ou disposição para procurar soluções financeiras em outro lugar que não seja o banco onde tem conta. Aliás, esta é uma das missões do Educando Seu Bolso: mostrar aos leitores que há um mundo de serviços financeiros além do banco.

E não é justificável, primeiro, porque não é necessário. A maioria das empresas de máquinas de cartão – se não todas – têm estrutura pronta para atender o comerciante, sem precisar da participação do gerente do banco.

Segundo, porque na maior parte dos casos não há vantagem em contratar o produto com o gerente da sua conta. Nossa dica: pesquise quanto ficaria a contratação da sua máquina de cartão por conta própria. Aqui no Educando você tem todas as dicas para isso, a começar pelo nosso Simulador de Máquinas de Cartão. Em seguida, veja quanto ficaria a contratação por meio do seu gerente.

Se ele te oferecer uma vantagem muito boa, você deve contratar, claro. Se não houver vantagem, não se acomode, busque o que for melhor e mais barato para seu negócio!

Amigo gerente

Percebemos também que muita gente procura informações sobre máquinas de cartão com amigos que já são comerciantes, gerentes, autônomos, enfim, que já têm experiências com maquininhas.

Faz sentido. Conversar com um amigo é mais fácil, agradável e confiável do que conversar com um vendedor de empresa. E, geralmente, mais compreensível que ler as informações de um site.

Seu amigo pode te passar tudo o que ele aprendeu pesquisando máquinas de cartão. Pode também te passar vantagens, desvantagens, macetes, cuidados. E, claro, pode te indicar ou contraindicar algumas empresas.

Além disso, é possível que seu amigo conheça seu jeito. Se ele sabe que você não tem muita paciência para mexer com internet, e que uma determinada empresa de máquinas de cartão tem um site muito complicado, ele não vai te indicar aquela empresa.

Mas sugerimos que sua pesquisa não se limite a conversar com amigos. A maioria das pessoas, quando contrata uma máquina de cartão, deixa de se atualizar sobre o assunto. É possível que seus amigos não estejam por dentro do que exista de mais novo e melhor nesse mercado.

Por isso, ajuda profissional sempre é bem vinda. Nós, do Educando Seu Bolso, estamos sempre pesquisando o máximo de empresas e de máquinas de cartão que conseguimos. E não temos interesse em te indicar essa ou aquela maquininha porque é melhor para nós, e sim porque é melhor para você.

Acomodação

Como dissemos há pouco, a maioria das pessoas, quando encontra sua máquina de cartão, deixa de pesquisar sobre o assunto. Percebemos isso em alguns dos entrevistados.

Conversamos com pessoas que contrataram sua máquina há anos, em uma época em que só havia uma ou duas opções disponíveis. E estão com essa empresa até hoje, sem nunca mais voltarem a pesquisar.

Recomendamos fortemente que as pessoas não façam isso. Não apenas com suas máquinas de cartão, mas com toda sua vida financeira. Contas bancárias, investimentos, crédito.

Se você já tem uma máquina de cartão e está satisfeito com ela, dê uma olhada no nosso conteúdo, visite nosso Simulador. Até mesmo para você ter certeza de que sua maquininha é a melhor para você.

Falta de pesquisa

Percebemos também que algumas pessoas nunca fizeram pesquisa nenhuma. Pegaram a primeira máquina que passou pela frente. Se você ainda não tem sua maquininha de cartão, e já leu esse texto até esse ponto, não vai fazer isso, né?

Não tem desculpa. Visite, pelo menos, nosso Simulador.

Telefonia

Um dos assuntos mais recorrentes nos depoimentos dos nossos entrevistados foi o sinal de telefonia. Muitos deles acham que, em sua região, a qualidade da telefonia é mais importante que a da máquina de cartão em si. Não adianta ter a melhor e mais moderna maquininha, se o chip é de uma empresa telefônica com sinal ruim.

Ouvimos relatos de pessoas que têm duas máquinas de cartão de empresas diferentes, com chips de operadoras também diferentes. Assim, eles diluem o risco de falha em alguma empresa, seja a de cartão ou a de telefonia. É uma medida interessante, embora, às vezes, um pouco trabalhosa. Quem não pode correr o menor risco de falha na máquina de cartão – comerciantes cujos clientes não podem esperar nem um minuto – talvez precise de algo assim.

De toda forma, é importante fazer uma pesquisa quanto à qualidade da telefonia móvel no local onde a máquina de cartão ficará. E, nesse caso, cremos que precise ser na base da tentativa e erro, mesmo. Isto é, testar, perguntar para os vizinhos, conversar, até perceber quais empresas atendem bem na região.

Concluindo

Bem, esta foi nossa primeira pesquisa feita diretamente com usuários de máquinas de cartão. Foi tão prazeroso fazê-la quanto relatar tudo aqui. Essa é nossa missão. Identificar as necessidades das pessoas em relação a serviços financeiros, entender cada vez mais sobre esses serviços e mostrar caminhos aos nossos leitores.

Se você se identificou com algum desses depoimentos, fale conosco. Ou, se, pelo contrário, sua experiência é completamente diferente do que foi relatado aqui, fale conosco também. Será um prazer incluir seu relato na nossa pesquisa. Quem sabe, em um próximo post?

2 comentários

  • Tenho percebido que os empresários hoje tem feito a conta em cima do aluguel, mas o que é um aluguel de 100,00 reais pra quem vende 10, 15 mil em cartão? Precisamos analisar muito mais as taxas cobradas do que o simples aluguel de uma máquina. Tenho uma empresa que vende entre 20 a 30 mil nos cartões, se eu comparar apenas o valor da maquininha, deixo de economizar muito, pois pago aluguel e tenho uma diferença que aproximadamente 1% de economia na venda a vista ou no parcelado em até 6x. Procurem analisar mais as taxas do que o aluguel, a não ser que suas emppresas vendam na média de 2mil mensais.

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    • Frederico Torres

      É isso aí Jackson.
      Infelizmente, muita gente cai neste argumento de venda, que é bastante pobre, como você bem apontou. Exatamente para fazer esta conta que você mencionou é que lançamos o nosso comparador de maquininhas. Se ainda não visitou, recomendo que o faça e teste. Confira o valor estimado para a sua maquininha e plano e compare com outras opções disponíveis no mercado. Ah e se encontrar alguma discrepância, nos avise. Estamos constantemente atualizando mas é possível que tenha escapado algo.
      Grande abraço e obrigado por compartilhar sua experiência.

      Responder

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