Mexa-se, que tal trocar de banco?
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Mexa-se, rapaz Não deixe de entender Abra bem os olhos para o amanhecer (Os Mutantes, “Deixe entrar um pouco d’água no quintal”)
Recentemente, li sobre a divulgação do Relatório de Inclusão Financeira – RIF, pelo Banco Central. Uma parte que achei interessante foi a que fala sobre o aumento dos pontos de atendimento de serviços financeiros. Praticamente todos os municípios brasileiros têm alguma unidade de atendimento – seja agência, posto ou correspondente. Além disso, mais de 70% dos municípios contam com mais de 15 pontos de atendimento para cada grupo de 10 mil adultos. Este foi o ponto que mais me chamou a atenção.
As pessoas têm podido escolher mais seus prestadores de serviços. É claro que a qualidade está longe da ideal, porque não parece haver uma concorrência real. Às vezes, a impressão que temos é a de que as empresas combinam entre si, de todas atenderem mal, de forma que não compense muito trocar de fornecedor. Mas se ficarmos passivos, a coisa não vai mudar.
Faltam 50 dias para o ano que vem. Que tal pensar um pouco na possibilidade de trocar seus fornecedores de alguns serviços? Pode ser uma boa forma de iniciar seu planejamento financeiro para o novo ano. É fácil se acomodar à rotina, mas isso pode custar dinheiro e conforto.
Vamos pensar em algumas coisas que podem mudar?
- Serviços financeiros: temos falado bastante aqui no blog sobre a portabilidade de crédito. Mas proponho mais que isso. Mesmo se você não tiver dívidas, que tal pensar em transferir sua conta? Como disse no início do texto, a oferta tem aumentado. Já pensou em trocar o banco por uma cooperativa de crédito? Eu sou associado a uma e estou muitíssimo satisfeito.
- TV, celular, internet: no início do ano publiquei no blog uma comparação entre os diversos fornecedores e planos de telecomunicações. Os valores certamente já mudaram, pretendo atualizá-la em breve. Enquanto isso, que tal refletir um pouco?
- Seguros: você contrata seguros no banco ou com corretor? Será que eles têm se esforçado para te oferecer o produto mais adequado? Será que não compensa fazer uma pesquisa na próxima vez?
- Combustíveis: o posto onde você abastece o carro tem os melhores preços da região? O fato de seu posto aceitar cartão de crédito compensa os centavos que você paga a mais pelo combustível?
- Supermercado: Mais fácil ir àquele supermercado de sempre, onde você já conhece cada corredor e gôndola, certo? Mas será que você não está perdendo dinheiro, qualidade e variedade com isso?










