Millenials e os serviços financeiros

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Na nossa última participação no programa Em Boa Companhia em 2017, falamos sobre o futuro. Ou será que falamos sobre o presente? O foco da conversa foi a relação dos chamados millenials com os serviços financeiros. Falamos sobre uma pesquisa feita pela empresa KPMG. Eles têm uma Fábrica de Inovações, recentemente fizeram uma apresentação na Comissão de Valores Mobiliários – CVM, e nós trouxemos para o programa algumas das conclusões apresentadas.

Quem são os millenials

A KPMG pesquisou diversas empresas, executivos e clientes. O foco era a chamada geração dos millenials, isto é, aquelas pessoas nascidas entre 1980 e 2000, que hoje têm hoje entre 17 e 37 anos de idade.

Segundo a pesquisa, milhões de millenials estão em busca de algo diferente, inclusive em termos de produtos e serviços financeiros. É uma geração inquieta, questionadora, que não se satisfazem com algo que o mundo simplesmente lhes impõe. Se as pessoas de gerações anteriores se conformavam com a explicação “é assim porque sempre foi assim”, os millenials não se conformam. “Se sempre foi assim e não está bom, então é hora de mudar” parece ser seu lema. Isso está provocando inúmeras mudanças no mundo, e geralmente para melhor.

“Não vejo diferença entre meu banco e os outros”

Segundo a pesquisa, mais de 53% dos millenials pensam assim. E é verdade. Os bancos, apesar de serem diferentes, oferecem sempre os mesmos serviços. Não há inovação, parece não haver concorrência. Entre um banco e os outros, mudam as cores, as propagandas, mas os produtos são parecidos e, pior, as taxas e tarifas cobradas também são parecidas. Eles não se esforçam para concorrer entre si.

Pense em outros segmentos da economia. Empresas baseadas em tecnologia, por exemplo. Elas estão sempre tentando inovar, oferecer funcionalidades mais avançadas que suas concorrentes. E o mais interessante: elas parecem estar sempre atentas às pessoas, ao que elas precisam, ao que desejam, e até ao que ainda não desejam porque nem sabiam que poderiam desejar. Isto é, a indústria da tecnologia antecipa as necessidades dos clientes.

33% dos entrevistados estão abertos a mudar de banco nos próximos 90 dias. 33% não acham que vão precisar de uma instituição bancária. 68% acreditam que, em 5 anos, a maneira como nós acessamos nosso dinheiro será totalmente diferente.

Contas digitais

Nosso amigo Pedro Vieira, da Rádio Inconfidência, que é um millenial, concordou com tudo isso. Explicou as razões pessoais e profissionais que atualmente o impedem de mudar de banco, mas afirmou que está sempre de olho nas taxas que seu banco lhe cobra. E acrescentou: no que dependesse dele, passaria a usar apenas fintechs e contas digitais.

Millenials não fazem questão de agências bancárias. Aliás, eles não gostam delas. Quem gosta de agências com atendimento presencial são as pessoas de gerações anteriores. Os jovens buscam modernidade, agilidade, querem resolver suas necessidades com as pontas dos dedos em um smartphone.

Pensando nisso, e por falar em contas digitais, o Educando Seu Bolso oferece um Simulador de Contas Digitais. Por meio dele a pessoa pode encontrar a conta digital mais adequada às suas necessidades. Basta informar seu perfil, do que gosta, do que precisa, e o Simulador apresenta a opção de mercado que melhor – e de forma mais barata – vai lhe atender.

Vale lembrar que as contas digitais não são boas apenas para os millenials. Algumas pessoas que vêm de gerações anteriores podem pensar que não vão se acostumar com elas. Preferem estar vinculadas a uma agência, ter um gerente, porque não se acostumam com tanta novidade. Mas nós garantimos: não precisa ser assim. Uma conta digital, livre de uma agência, não é nenhum bicho de sete cabeças. Oferece tudo o que uma conta tradicional oferece, e pode oferecer mais e melhores serviços – e o principal: são mais baratas.

Frustração

Outros dados da pesquisa. 88% das pessoas acham frustrante quando provedores não conseguem entregar suas promessas de serviços. Provedores de serviços que não buscam ter os melhores interesses, saber o que o cliente busca, soluções baseadas no ciclo de vida do cliente, customização.

Pedro trouxe mais um ótimo testemunho de sua vida de millenial que tem de se virar em um mundo antiquado: algumas vezes, quando seu banco tenta inovar, tenta oferecer uma solução mais moderna e adequada aos novos tempos, a emenda fica pior que o soneto. Aplicativos que não funcionam direito, com navegação complicada, com controles excessivos e repetitivos. Até o ponto de ele desistir e ir pessoalmente ao banco.

Privacidade

Nesse ponto entra uma questão importante e intrigante: a privacidade. Como as empresas podem te conhecer, saber do que você gosta e precisa? Colhendo dados sobre você, certo? Como elas fazem isto? Te rastreando, acompanhando em que sites você navega, que aplicativos usa, o que tem comprado com seu cartão de crédito.

Já ouviu falar que o seu celular, mesmo quando não está sendo usado, te bisbilhota? Pois é. São inúmeros os relatos de pessoas que estavam conversando próximas ao celular e, logo depois, quando foram acessar o Facebook, ou o Google, se depararam com uma propaganda de algum produto sobre o qual elas estavam falando. Um pouco assustador, não? Sim, mas, por outro lado, é assim que as empresas conhecem os hábitos e necessidades das pessoas, e criam serviços úteis.

Millenials

Me permita

Muitos millenials reclamam também de empresas que dificultam a realização de negócios. Querem transacionar de qualquer lugar, a qualquer hora e de qualquer maneira. Ser simples e transparente. Mais uma carapuça que serve direitinho nos bancos… Quantas vezes nós tentamos contratar algo em um banco, mas não sabemos exatamente como funciona aquilo que estamos comprando? Não sabemos quais são os custos, as permissões, as proibições, as consequências. E o pior: muitas vezes perguntamos ao nosso gerente, e ele também não sabe.

Pressão

A boa notícia é que os bancos estão sentindo a pressão. Toda a inovação tecnológica, todas as demandas dos millenials, todas as possibilidades do admirável mundo novo estão fazendo com que eles se mexam. Estão tentando acompanhar as mudanças, seja desenvolvendo soluções próprias, seja incorporando empresas mais jovens e mais ágeis para serem seus laboratórios de inovações. Nós, do Educando Seu Bolso, acreditamos que vem coisa interessante por aí. É nosso papel informar e alertar as pessoas, incentivá-las a conhecer o novo, a exigir dos seus bancos que lhes entendam.

Feliz 2018, feliz mundo novo!

Foi uma conversa muito boa. Uma ótima maneira de terminar 2017 olhando para a frente e para o alto. A parceria com a Rádio Inconfidência no ano que termina foi sensacional. Muitas conversas interessantes, muita informação, muitos alertas, muita educação financeira. Agradecemos a todos da Rádio e, principalmente, a todos os ouvintes e leitores. Em 2018 estaremos juntos. Feliz ano novo!

 

4 comentários

  • Pessoal estou com problema no podcast do Educando seu Bolso. Não estou conseguindo executar nenhum dos episódios que baixo desde semana passada. Eu utilizo o Podcast Addict mas acredito que o problema também apareça em outros aplicativos. Acho que o problema está no RSS feed.
    PS.: Não perco nenhum episódio.

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