Vale a pena ter carro?

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Andar a pé na chuva, às vezes eu me amarro
Não tenho gasolina, também não tenho carro
(Renato Russo – “Tédio (com um T bem grande pra você)”)

 

Dizia um antigo comercial de TV que “brasileiro é apaixonado por carro”. Na verdade, o Brasil nem é dos países que têm maior relação entre quantidade de carros e de habitantes. Mas isto, provavelmente, é porque boa parte da população não tem dinheiro para ter carro. Porque quem pode ter, geralmente tem. E há muitas famílias que têm um carro para cada adulto!

Mas será que isso é necessário? E, mais importante: será que é sustentável e saudável? Será que as cidades e o planeta aguentam isso? E será que os indivíduos, ao comprarem carros, estão tomando a melhor decisão para si?

Há pouco mais de um ano escrevi aqui no blog um texto que ensinava a calcular todos os custos de se manter um carro. Hoje venho propor uma forma de refletir sobre o número ideal de carros para sua família: zero, um ou mais de um.

A proposta passa pelo que é mais vantajoso financeiramente, claro – afinal, este é um blog sobre finanças pessoais –, mas traz também outros fatores, não financeiros.

A solução que eu proponho é simples: botar no papel – ou na tela –, item por item do dia a dia, e descrever como resolvê-los sem carro, com um carro ou com mais de um carro. Se a pessoa quiser, pode ainda acrescentar um outro personagem à história: a motocicleta.

Uma forma de fazer isso é uma tabela. Na primeira coluna, os itens do dia a dia. E, para cada opção, mais uma coluna, dividida em duas, onde a pessoa vai descrever como lidar com cada item, e quais são os custos – em dinheiro, tempo, conforto etc..

Para facilitar a compreensão, vou usar um exemplo fictício, de João e Maria, um casal sem filhos:

compensa_ter_carro

Como se vê, não é nenhuma solução mágica que, ao final, vá dar uma resposta firme, “compensa ou não compensa”. A ideia é ajudar a enxergar todos os fatores envolvidos e a tomar a decisão.

A tabela facilita muito a apurar o que é financeiramente mais vantajoso. Basta somar os itens cujo gasto possa ser calculado. Este é, sem dúvida, um dos principais aspectos a serem levados em conta.

Outro fator importante é o tempo economizado. A tabela também ajuda a apurá-lo, bastando somar os tempos gastos com cada atividade em cada opção, e comparar uma com a outra.

Por fim, ao lado desses fatores que podem ser calculados, colocam-se os outros, que não podem, e que exigem reflexão.

Geralmente não há solução ideal. Cada opção tem suas vantagens, mas exige que se abra mão de algo. É um exercício de autoconhecimento, planejamento e disciplina. Que compensa muito.

Esse assunto não se esgota, certo? Tanto é que falei sobre isso também no programa Em Boa Companhia, da Rádio Inconfidência de Belo Horizonte.

Estavam comigo no estúdio, além do apresentador Pedro Vieira, três estudantes de Comunicação. A conversa foi muito rica, cada um falou sobre sua relação com o transporte, e todos falaram sobre as várias implicações – positivas e negativas – de se ter carro próprio.

E, mais uma vez, eu dou minhas sugestões sobre como as famílias devem fazer para tomar a melhor decisão sobre ter ou não ter carro, e como usá-lo da melhor forma.

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