Contratar telecomunicações para residência: um show de horrores – Parte III

Contratar telecomunicações para residência: um show de horrores – Parte III

Retrospectiva…

Dando continuidade à série sobre como contratar operadora de telecomunicações, o segundo desafio (que poderia ter sido o primeiro, caso uma ordem mais adequada fosse seguida) foi descobrir quais fornecedores poderiam atender no meu endereço. Parece simples, correto? Nem sempre…

Partes anteriores

Se você não leu os anteriores e tem interesse, clique abaixo:

Parte I (comparar as ofertas)

Parte II (quem me atende)

Parte III

Em alguns casos, as operadoras solicitam seus dados (município e CEP) antes de apresentarem as eventuais ofertas disponíveis. Outras apresentam as ofertas e, caso você deseje o serviço, já solicitam um cadastro mais completo.

Na ânsia de conseguir saber qual seria a opção mais adequada para mim no mercado, desconsiderei esta barreira. Lancei os dados solicitados na página de entrada do site da empresa e comecei a estudar as ofertas, comparando produtos e preços oferecidos. Nesta atravessada de samba acabei chegando até a empresas que não prestam serviços para pessoas físicas. Agora, com alguma experiência extra, talvez eu fizesse diferente! Verificaria antes quem me atende para só depois tentar descobrir o que me está disponível, e quais os custos. Esta talvez seja a etapa mais fácil de todo o processo.

Quem presta o melhor serviço?

Vamos então para o terceiro desafio, talvez o maior deles: qual operadora de telecomunicações presta o melhor serviço? Bom, neste ponto temos aspectos objetivos e subjetivos. Potência do sinal, tecnologia utilizada, visada para o satélite (caso a solução seja via satélite, naturalmente), estabilidade são fatores cuja avaliação tendem à objetividade. Por outro lado, a experiência anterior com determinada operadora, bem como opiniões de familiares, amigos, vizinhos, conhecidos, ou até mesmo encontradas na Internet (por exemplo, na página da operadora no Facebook ou em sites de reclamações como o RECLAME AQUI e/ou PROCON) são exemplos de fatores subjetivos.

Neste caso, o desafio (que não é pequeno!) será encontrar o ponto de equilíbrio entre a qualidade almejada e o custo do serviço. Não é fácil! E, se você achar que está fácil, algo está sendo deixado de lado na análise, aumentando assim, o risco de insatisfação após a contratação.

Perguntas!!!

Note um pequeno espectro da gama de fatores a serem comparados (dentre os que você tem condições de comparar sem equipamentos específicos) além dos citados acima: qual o índice (relacionado à quantidade de reclamações registradas na Agência Nacional de Telecomunicações e a quantidade de acessos ativos) de reclamações na Anatel cada operadora tem para cada serviço? E no PROCON? E em sites de reclamação que estão disponíveis na Internet? E na página da operadora no Facebook? E em outras fontes que também apuram qualidade de serviços prestados? São muitas opções de consulta!

Qual a potência do sinal de satélite e/ou da Estação Rádio Base (ERB) que chega ao seu endereço daquela operadora de telefonia móvel (é suficiente para prestar um bom serviço)? Qual o índice de indisponibilidade de cada serviço que pretende contratar de cada operadora?

São muitas perguntas a serem respondidas. E, se você for ver mais profundamente, não existe nenhuma próxima à perfeição, muito pelo contrário. Na verdade, e você ainda perceberá isto! O que está em jogo é basicamente com que problemas você lida melhor. Se o sinal cair e voltar em instantes é um problema? E se ficar mais lento durante um período mais longo? E se tiver que ligar para abrir reparo com frequência? E se ficar sem TV toda vez que cai um temporal? E por aí vai…

Cenas dos próximos capítulos…

Até a próxima, quando falaremos de instalação e manutenção (começa o calvário com o telemarketing…).

Autor

Daniel Meinberg
Certificado Anbima CPA-20, autor do livro “O Melhor Investimento pra Você – Princípios de Educação Financeira”, editora AR, 2015, que trata de forma clara para o leigo sobre diversos produtos focados em investimentos. Ministrou palestras sobre educação financeira.

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