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Contratar telecomunicações para residência: um show de horrores – Parte I

Contratar telecomunicações para residência: um show de horrores – Parte I

Contratar telecomunicações: a saga!

Hoje nós vamos falar de uma missão que pode ser traumática: contratar de telecomunicações para sua residência. Quando falo de contratar telecomunicações estou me referindo à contratação de TV por assinatura, Internet, telefonia fixa (e às vezes até móvel).

Se para te vender eles já complicaram a sua vida, o que dizer, então, da manutenção? Agora, sim, o técnico vai mandar em você, na sua casa, no seu cachorro, em tudo o que estiver à vista, e até oculto.Daniel Meinberg, https://educandoseubolso.blog.br

Primeiro desafio: comparar coisas desiguais

Os serviços não são padronizados. O que tem na operadora A não tem na B, que por sua vez tem coisas que não tem na A. Quando envolvemos as operadoras C, D e E a diversão aumenta. Pode chegar a achar que estamos falando de produtos totalmente distintos. TV por satélite ou cabeada, por exemplo, é um ponto importante a ser considerado. A infraestrutura da sua casa está adequada para receber tanto sinal via satélite ou via cabo ? Se for via satélite, a antena será instalada provavelmente no topo da edificação, ou pelo menos em algum ponto que dê visada para o satélite. Ter visada, o primeiro termo técnico seria a grosso modo dizer que a antena e o satélite se enxergam.

Por outro lado, se for via cabo, a entrada será a partir da rua. Isto faz toda a diferença, especialmente em prédios mais antigos. A preocupação com os mais velhinhos é maior, pois até 1980 sequer existiam computadores em casa, quanto mais Internet. Antes de 1950, então, nem TV, quanto mais TV por assinatura.

Se for instalar em apartamento a situação complica-se um pouco mais. Regras do condomínio podem complicar seus objetivos. Sugiro olhar tudo isto para começar a pesquisa.

Segundo desafio: qual operadora atende a seu endereço?

Se você está na região central de uma grande cidade, o leque é bem maior do que o apresentado em pequenas cidades. Vale destacar que serviços, por outro lado, via rádio ou satélite costumam “sofrer” mais em grandes centros do que em regiões menos adensadas. Isto por causa das barreiras de concreto também conhecidas como edifícios…

Terceiro desafio: escolher a operadora

Dentre as candidatas a te atender prestam um serviço de boa qualidade? A que custo? Por boa qualidade entenda-se que é a sua percepção de qualidade que deve ser considerada. Pode ser que uma – segundo e terceiro termos técnicos – latência ou jitter maior (desde que não afete – tanto – os tempos) possa ser mais tolerado por uma pessoa do que por outra.

Quarto desafio: enfrentar o técnico de instalação

É barra, meu amigo. Acredite. O cara vai furar suas paredes, determinar onde os aparelhos ficarão, pregar “lindos” equipamentos “decorativos” por todo lado. A opção a isto é você assassiná-los antes.

Isto sem contar que ele chega à hora que bem entende e estima prazo de permanência menor – bem menor, diga-se de passagem – do que ele realmente permanecerá. Aí você se lembra que o telemarketing avisou que estaria lá entre 8h e 13h, e você ficou plantado esperando por ele a manhã inteira para que ele chegasse pontualmente às 12h59. 12h59 está entre 8h e 13h, ou seja, dentro do prazo. E que se explodam seus compromissos particulares.

Quinto desafio: a manutenção

Se para te vender eles já complicaram a sua vida, o que dizer, então, da manutenção? Agora, sim, o técnico vai mandar em você, na sua casa, no seu cachorro, em tudo o que estiver à vista, e até oculto. Sem mais comentários, por enquanto.

Nas próximas semanas voltarei a abordar estes desafios (e outros que forem surgindo, ou lembrados pelos nossos leitores) com mais detalhes porque agora tenho atender um técnico. Definitivamente, não é simples contratar telecomunicações…

Até a próxima.

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