O Gerente responde: Aposentadoria!

O Gerente responde: Aposentadoria!

Olá,

Sou servidor público federal há 7 sete anos e devo me aposentar com 65 anos. Antes de tomar posse no cargo atual, trabalhei um total de 7 anos no regime CLT, com comprovada contribuição para o INSS. Neste contexto tenho algumas perguntas e indagações:

a) Continuar contribuindo como autônomo para o INSS? Assim teria 2 fontes de aposentadoria. Mas valeria a pena? Pois acumulará 2 fontes de rendimentos e a incidência de imposto de renda será maior ainda.

b) Valeria mais o investimento em previdência privada? Mas ao receber os rendimentos em futuro próximo, não pagaria mais imposto?

c) Ou investiria em outros formas: poupança, tesouro, etc?

A minha dúvida é saber que caminhos tomar para que no futuro não dependa somente de minha aposentadoria como funcionário público. E que possa ter rendimento real, já descontados o imposto de renda.

Hélder

Resposta:

Olá Helder,

Em primeiro lugar você deve consultar um advogado previdenciário para fazer uma projeção das condições de sua futura aposentadoria de acordo com as regras vigentes hoje para seu caso.

Quanto a suas perguntas:

a) Se você investir o valor equivalente a contribuição para o INSS você estará sujeito à tributação exclusiva sobre os rendimentos cujas alíquotas hoje são de 15% sobre aplicações de renda variável e os mesmos 15% para renda fixa com prazo de aplicação superior a 720 dias. Caso você contribua para o INSS, a renda proveniente será tributada junto com a sua renda de acordo com a tabela de IRPF podendo chegar a 27,5% sobre o valor total recebido. Sendo assim, creio que na segunda hipótese você vai pagar mais impostos, a não ser que a sua renda combinada fique abaixo de R$2.826,65 pela tabela atual.

b) Em relação à previdência, dada a sua condição de servidor público, talvez não seja uma boa opção caso você tenha disciplina e competências para cuidar da sua carteira. Caso tenha, você poderá adequar seus investimentos à sua disponibilidade de recursos e a tributação incidirá apenas sobre a rentabilidade de seus investimentos sem qualquer impacto sobre a sua declaração de ajuste de cada exercício.

Atenciosamente,

Eduardo Coutinho

Foto por: Sylvie Moyen

Autor

Eduardo Coutinho
Doutor e Mestre em Administração com ênfase em Finanças pelo CEPEAD/UFMG, especialista em Comércio Exterior e Bacharel em Ciências Econômicas UFJF. Coordenador do curso de Graduação em Administração da Faculdade Ibmec de Minas Gerais. Professor Adjunto dos cursos de Graduação em Administração, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas e Relações Internacionais, bem como dos cursos de pós-graduação (MBA e CBA) do Ibmec/MG. Tem experiência em gestão e consultoria em Administração Financeira, Mercados Financeiros, Análise de Eficiência Operacional e Negócios Internacionais. Ficou em 2. lugar no prêmio IBGC de Governança Corporativa na Categoria Pleno em 2003, bem como orientou os trabalhos vencedores nas categorias Júnior e Pleno em 2004 e 2005, respectivamente. Possui artigos publicados no Brasil e no exterior sobre finanças. Possui mais de 10 anos de experiência em mercado financeiro, tendo sido servidor do Banco Central entre os anos de 1994 e 2001. Profissional CFP® e Conselheiro de Administração certificado pelo IBGC.

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