A alegria de ter um cãopanheiro

A alegria de ter um cãopanheiro

“Felizes os cães que pelo faro descobrem um amigo”.

Já há algum tempo, aproximadamente 3 anos e meio, minha irmã adquiriu um cachorro para a nossa família. Da raça chow-chow, Luna chegou toda graciosa e aos poucos preencheu nosso coração. Companheira, alegre, cara de brava, mas na verdade um gatinho disfarçado… Na convivência com esta cadela, fui vendo e percebendo a oportunidade que é cuidar e criar um animalzinho de estimação. Na infância tivemos alguns, mas nada que se compare ao que vivemos agora na companhia da nossa cadela. Ela cresceu, minha alergia a cachorros passou e muitos foram os momentos compartilhados.

Na nova fase em que nós três nos encontramos, cada um em sua nova residência, chegou o momento de optar se continuaríamos a ter cada um o seu cachorro. Luna, nossa cadela, até então convivia com nós três (somos três irmãos) e foi com minha irmã para a sua nova casa. Eu e meu irmão mais velho, ainda não tínhamos o nosso.

Tomar esta decisão não foi algo simples… Como já mencionamos aqui no blog, ter um cãozinho em casa exige um preparo e um verdadeiro planejamento. Ração, vacinas, consultas, banhos, tosas, exames, remédios contra parasitas são alguns dos gastos iniciais que temos e que teremos por toda a vida dele. É um novo ser que faz parte da família e precisa de cuidados básicos, carinho e atenção.

Então realizei alguns planos e tracei algumas estratégias para unir a razão com emoção (por que a vontade de ter o cãozinho era grande demais…).

  • TEMPO: Comecei pela minha agenda de horários, reorganizando para que o cãozinho não ficasse grande parte do tempo sozinho e ver se era real meu tempo com ele.
  • CUSTOS: Depois fui para o planejamento financeiro, era viável? Uma reserva para todos os cuidados necessários do cãozinho, banho, consultas iniciais, brinquedos, ração, vacinas, dentre outros neste início.
  • RAÇA: Reforçada a decisão, chegou a hora de escolher a raça. Depois de algumas pesquisas, encontrei a raça que queria… De médio porte, pelo curto, dócil, não late, uma raça japonesa ideal para apartamento.

Foi então que com as contas na ponta do lápis e um espaço ideal para recebê-la, ela chegou! Nossa adaptação uma com a outra está sendo uma delícia e a alegria de ter uma companheirinha está valendo o esforço e planejamento.

Reforço que todos eles precisam de atenção, de correr, gastar energia, de tempo com eles. Mesmo cansada, à noite, ainda vamos para a área privativa para que ela possa brincar comigo. É um compromisso que fiz com ela e comigo mesmo. Senão seria mais fácil ter um bichinho de pelúcia…

Contemplando esta realidade de ter um animalzinho em casa, li uma reportagem que ilustra um pouco do que vêm ocorrendo em nosso país…

Pesquisa do IBGE revela que, no Brasil, o número de famílias que criam cachorros já é maior do que o de famílias que têm crianças. Causas demográficas e econômicas mostram que o fenômeno, similar ao de países ricos, vai se acentuar daqui para a frente. Revista Veja, Junho, 2015.

Eles estão chegando com tudo e ocupando seu espaço. Merecem nosso carinho e atenção, pois são companheiros para a vida toda!

Autor

Lívia Senna
Lívia Senna é mestre em Gestão e Administração Educacional pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pedagoga graduada pela UFMG. Atua na área de Educação Básica e Ensino Fundamental há 12 anos. Educadora também na área de graduação, concentra seus estudos e pesquisas na área de Educação Financeira para Educação Infantil e Formação de Professores.

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