Uma experiência vivida em uma instituição escolar

Uma experiência vivida em uma instituição escolar

Vamos adentrar os muros de uma escola e conhecer um pouco mais sobre uma experiência vivida por alunos de 10 e 11 anos numa feira em que as crianças podem trocar e vender produtos ou mesmo doar as coisas que não usam mais. Trata-se de criar ressignificações e tomada de consciência de ações que podem fazer a diferença para elas, para os outros e para o mundo, no que se refere à educação financeira e ao preparo para o consumo.

A escola em questão é o Colégio Logosófico, na unidade Funcionários, de Belo Horizonte. É uma atividade que ocorre anualmente, na qual as crianças estudam a história e o valor do dinheiro, a sua função, por que existe o papel-moeda. São convidados ao longo do projeto a desenvolver algo que possa gerar alguma renda, pequena, mas própria. Ao final do projeto, ocorre uma feira de trocas e vendas destes produtos que as próprias crianças desenvolveram, envolvendo a participação das famílias e sendo um primeiro passo no que se refere à consciência do valor do dinheiro. Elas vendem revistas antigas, alimentos que elas mesmas produzem, bonecas, carrinhos antigos, colares… Os professores do Colégio Logosófico afirmam que o projeto ajuda a criança a ver além do momento da compra, mas tudo o que está por trás, o processo de negociação, coisas que antes a criança não imaginava e ajuda a perceber melhor o mundo do consumo e as intenções do marketing, pois elas mesmas precisam fazer a propaganda de forma atrativa do que vão vender ou trocar nesta feira da escola.

A partir dessa atividade, a escola atua na formação de conceitos sobre educação financeira, vindo complementar o que é ensinado e praticado em casa pela família. É um processo lento, mas eficaz, em que se forma o professor e os pais diante dessa nova criança que é muito diferente daquela de antigamente. Ao realizar com estas crianças, consumidores em potencial, uma organização e um planejamento do que comprar de matéria prima para produzir o que irão vender, é possível deter mais ao nível micro, desde a concepção de organização e planejamento familiar da própria criança, visando o orçamento e condições da família de investir e qual o retorno que podem vir a ter.

Outro aspecto vivenciado neste trabalho foi o uso do “livro-caixa” (um caderninho de contas de que tratamos aqui, para depois tomarem consciência de quanto gastaram e do quanto obtiveram de lucro e ter um controle.

Realizar atividades dentro desta temática que é a educação financeira em escolas possibilita inúmeras abordagens, é uma proposta que vem alinhavando estes desafios da globalização na educação e aqui em nosso Blog temos estudado e investigado mais a cada dia.

Divulgar as boas práticas de consumo no intuito de favorecer a formação de cidadãos conscientes, consequentemente gerando o cuidado com o meio ambiente e a promoção da qualidade de vida é uma preocupação de nossa equipe, que já oferece palestras e curso para professores a alunos de diferentes escolas em Belo Horizonte dentro desta perspectiva. Citamos como exemplo esta experiência positiva vivenciada no Colégio Logosófico realizada pela própria equipe docente de lá. Agora, convidamos você a participar de uma atividade junto com nossa equipe para conhecer um pouco mais sobre o Preparo para o consumo e sobre como “Educar seu bolso”. Sabemos que há muito por fazer neste ideal de conscientização, formação real, contextualizada e útil que leve as crianças a aprender a pensar sobre todas as situações da própria vida. Vamos lá?

Autor

Lívia Senna
Lívia Senna é mestre em Gestão e Administração Educacional pela Universidade de Coimbra, em Portugal, e pedagoga graduada pela UFMG. Atua na área de Educação Básica e Ensino Fundamental há 12 anos. Educadora também na área de graduação, concentra seus estudos e pesquisas na área de Educação Financeira para Educação Infantil e Formação de Professores.

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