5 maneiras de se educar/motivar a gastar menos

5 maneiras de se educar/motivar a gastar menos

Você sabe que, se você faz flexões abdominais suficientes e polichinelos, seu abdômen vai ficar mais forte e você vai perder um pouco de peso, não sabe?! Pois é, de acordo com especialistas em psicologia, a mente é apenas mais um músculo que funciona da mesma maneira. Ou seja, se você exercitar seu cérebro, fortalecerá a sua saúde financeira e pode perder um pouco dessa ansiedade relacionado ao dinheiro.

Vejamos a seguir algumas dicas para tentar a ajudá-lo a usar o poder da sua mente financeiramente a seu favor, ou seja, para comprar menos e melhor, pagar suas dívidas e poupar mais.

1. Distribua lembretes visuais de seus objetivos financeiros em pontos estratégicos
Está poupando para algo grande, como uma viagem de férias? Ou tentando ficar livre da sua dívida do cartão de crédito? Coloque um lembrete visual em lugares para os quais você olha bastante. Por exemplo, imprimir uma bela imagem de seu próximo destino de férias, e envolvê-la em torno de seu cartão de débito, ou mudar a foto de fundo no seu telefone celular.

Se você é um grande comprador on-line, mas quer acabar com sua dívida de cartão de crédito, pode mudar a imagem de fundo na tela do seu computador para um grande zero, demonstrando visualmente o saldo atual (ou futuro – após a susposta compra) de sua conta corrente. Há psicólogos que dizem que isso ajuda a reduzir o entusiasmo emocional da compra e faz com que seja um processo deliberativo, cognitivo.

2. Não desista das ferramentas de orçamento e aplicativos, mesmo quando eles fazem você se sentir mal
Você baixou um dos vários aplicativos de controle de gastos ou ferramentas de orçamento. Parabéns. É uma sensação boa finalmente assumir o controle de suas finanças, certo? Sim – por um tempo. Não se surpreenda se você começar a se sentir deprimido quando começar a dar entrada das suas despesas no aplicativo e perceber através daqueles gráficos coloridos o quão longe seus gastos ficaram daquilo que você havia inicialmente previsto.

É verdade: Essas ferramentas tornam mais simples e fácil acompanhar seu dinheiro. Mas o conhecimento pode ser doloroso. Em outras palavras, é desagradável saber que você não faz bem alguma coisa. No caso, controlar o seu dinheiro.

Mas não desista, eu aconselho. É como exercício físico. No começo é doloroso, mas a partir de certo ponto você começa a apreciá-lo, ou pelo menos perceber que o desconforto vale a pena. Descobrir que você gasta muito dinheiro não é divertido, mas a dor que vem com enorme dívida de cartão de crédito é ainda pior, me acredite!

3. Não compre upgrades
Os varejistas oferecem upgrades para quase tudo hoje em dia. Mas na maioria dos casos, o upgrade não vale o custo. Pense bem, você está na fila daquela rede de fastfood e escolhe direitinho seu lanche. Na hora de pedir, o atendente te pergunta se você não quer aumentar o tamanho disto, daquilo e comprar mais aquilo outro. Mesmo que o valor lhe pareça ínfimo, o que adianta parecer barato, se você na verdade não precisa do item.

Costumo dizer que se você comprar um elefante com 90% de desconto, ainda assim desperdiçou dinheiro (10%). Bom, a menos que você seja dono de um Zoológico, né?!

4. Espere no mínimo 24 horas para comprar itens supérfluos
Tem gente aqui neste blog que espera bem mais que isto, viu?! Mas… não vou dar nome aos bois não, pois como diz a minha avó, quando se conta o milagre não se deve revelar o santo. Hehe…

Evite praticar a “compraterapia”. Se você está passeando por um shopping sem rumo e está se sentindo mal com a sua carreira, por exemplo, quando bater o olho naquele smartphone novinho em folha, poderá pensar: “Isso vai me fazer feliz”. Mas estudos mostram que a alegria que vem com uma nova compra geralmente desaparece. Infelizmente o que não desaparece junto são as dívidas destas compras.

Mas e nas vezes que você precisa mesmo de um novo telefone ou de uma roupa nova? Então, quando é seguro fazer essas compras? Geralmente quando você levar pelo menos 24 horas para pensar sobre isso. Depois de 24 horas, você provavelmente não estará mais fazendo uma compra emocional. É mais provável que você realmente precise do item ou, no mínimo que o queira bastante.

5. Ao fazer compras ou comer fora, se o total é de menos de R$ 100, use o dinheiro
Já notou que mesmo quando você sabe que tem dinheiro na carteira, às vezes reluta quando está pagando uma conta usando as cédulas?  Vira e mexe sou perguntado sobre isto e comento que há pesquisas que mostram que há dor em pagar com dinheiro. Você realmente entende do quanto está se despedindo (gastando) quando usa dinheiro em espécie. Com o plástico (cartão) infelizmente não temos a mesma experiência.

É claro que você não deve levar um monte de dinheiro na carteira. Afinal de contas, as carteiras são por vezes perdidas ou roubadas, mas usar mais dinheiro vivo vai fazer bem pras suas finanças, vai por mim.

Autor

Frederico Torres
Profissional do mercado financeiro há 20 anos e interessado em como fazer o $$$ parte de nossa vida de forma mais saudável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *