Agora é a minha vez de ajudar os meus pais

Agora é a minha vez de ajudar os meus pais

Na edição do “Educando seu Bolso” dentro programa “Em Boa Companhia” da Rádio Inconfidência, na semana passada, repercutimos* o post do colega João Luís Resende, que ocupa as terças-feiras aqui no blog, sobre a mania de trocas constantes do smartphone, tão comum entre os brasileiros.

Passamos obviamente por questões comportamentais, como a pressão do ambiente ou “dever ter o que os outros têm!” – os exemplos clássicos são: a fulana tem e eu não tenho, ou o sicrano trocou e o meu ainda é o velho – e chegamos à questão da dimensão temporal da vida e, consequentemente, do dinheiro.

Ao apresentar o exemplo criado pelo João, de que é possível construir uma reserva financeira de R$ 36 mil ao final de nove anos, simplesmente adiando de um para três anos a troca do smartphone, o Amir Francisco, apresentador do programa, ressaltou que há aqueles que acham que nove anos é muita coisa.

Para explorar esta questão temporal, ele citou no ar exemplo próprio, que eu considero bastante didático. Disse que hoje, aos 64 anos, é ele quem auxilia alguns de seus familiares, inclusive sua mãe de 90 e poucos anos, que se locomove de cadeira de rodas e necessita de cuidados especiais que lhe custam por volta de R$ 5 ou 6 mil por mês. Mencionou que só é capaz de assumir esses compromissos financeiros porque teve disciplina para construir uma reserva financeira desde cedo, quando começou a trabalhar, ainda na adolescência, e o salário era curto. Viu, gente? Salário curto não é desculpa para não poupar…

Amir finalizou dizendo que não enxerga em muitos dos jovens e até mesmo em adultos de hoje essa “visão de futuro”, de que a velhice, que dura cada vez mais, custa bastante, principalmente nos gastos com saúde, e que a aposentadoria do INSS compra cada vez menos. Com o que concordei plenamente mais uma vez!

Foi um excelente exemplo esse do simpatissíssimo Amir Francisco, cujas palavras se espalharam Brasil afora aí nas ondas curtas do “Gigante do Ar”. Além disso, sensibilizado que estou com o falecimento recente do pai de um amigo, fiquei me perguntando: será que estou ajudando suficientemente os meus pais? Esse, sim, um uso do dinheiro muito mais importante, a meu ver, do que trocar de celular anualmente. Afinal, nós que temos filhos por aqui não só sabemos como, também, já tratamos sobre a dedicação necessária à boa criação dos filhos.

Obrigado, João. Obrigado, Amir. Obrigado, Mãe. Obrigado, Pai!

* Você pode ouvir esse papo no quadro Educando Seu Bolso no programa Em Boa Companhia clicando aqui –  e as outras edições também estão no ar na nossa playlist, confira!

Autor

Frederico Torres
Profissional do mercado financeiro há 20 anos e interessado em como fazer o $$$ parte de nossa vida de forma mais saudável.

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