Metas para 2015 e para a vida

Metas para 2015 e para a vida

Com a chegada do fim do ano, muitas pessoas se preparam para a virada e estabelecem lista de desejos, metas e sonhos relacionados a finanças, qualidade de vida, saúde e crescimento pessoal. Mas o que é importante neste processo para garantir metas realistas e desafiadoras?

As metodologias de planejamento definem as metas como a tradução em termos quantitativos e com prazo associado, de algo que se pretende alcançar. Mas para que servem as metas?

As metas servem para estimular o desempenho e promover saltos de qualidade frente o presente. Tão importante quanto estabelecer as metas é cumpri-las. Atingir o desafio eleva a autoestima, a motivação e a qualidade de vida das pessoas porque permite a materialização de um desejo e reforça características como o comprometimento, disciplina, foco em resultados, criatividade, entre outros.

As metas devem corresponder a um desafio factível, ter um prazo razoável, estar associadas a um objetivo maior e serem suportadas por iniciativas. Abaixo são listados itens relevantes no processo de definição de metas:

  • Análise do passado – O primeiro passo é olhar metas e objetivos estabelecidos no passado e verificar se eles foram plenamente atingidos. As metas podem ou não fazer sentido atualmente. 
  • Avaliação das necessidades – Tanto na vida pessoal quanto profissional, é necessário mapear quais os itens fundamentais para o futuro e os desafios a eles relacionados. Por exemplo, um casal que planeja ter filhos pode necessitar de um apartamento maior ou um carro que tenha Isofix para fixar a cadeira do bebê.
  • O objetivo maior de aumentar a família vai requerer uma meta de poupar mais para trocar o apartamento ou o carro, entre outras coisas.
  • A iniciativa que vai garantir o cumprimento da meta (poupar mais) pode ser a redução dos jantares fora de casa e/ou cancelamento da televisão a cabo. A iniciativa deve ter começo e fim e estar vinculada a uma meta.
  • Metas realistas – O desafio proposto deve ser motivador de desempenho mas deve envolver sustentabilidade e motivação. Não adianta propor uma redução de peso absurda, por exemplo, e saber que depois não será mantida. A mesma coisa é a empresa que propõe aumentar o lucro e para isso tem que vender máquinas e para de produzir.
  • Hierarquia e segregação temporal – Existem metas de curto, médio e longo prazo. O ideal é que haja vinculação entre elas e as de prazo mais curto sejam viabilizadoras das metas de longo prazo.
  • Os desafios devem ser poucos e hierarquizados para que se possa concentrar no atingimento. Evite a frase “Tudo é prioridade, mas nada é prioritário”. O cumprimento vai reforçar a autoestima e motivar para os próximos desafios.
  • Flexibilidade – As metas são passíveis de alteração à medida que as necessidades se modificam. No entanto, é imperativa a maturidade para justificar as alterações e não abandonar em função do não cumprimento.
  • Métrica– Toda meta deve ser acompanhada por um indicador que permita atestar a evolução e superação do desafio. Lembre-se: “Não se pode gerenciar algo que não é medido”!

Com o apoio de planejamento e das metas será mais fácil gerenciar a realização dos sonhos. Segundo Sêneca, “Se o homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável”.

Autor

João Luís Resende
João Luís Resende é mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais e atua na área econômica há 13 anos, com experiência na indústria bancária, energética e financeira. Neste espaço, vai apresentar estratégias de uso eficiente do dinheiro para satisfazer necessidades e desejos.

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