O IPVA vem aí! Vale a pena pagar adiantado?

O IPVA vem aí! Vale a pena pagar adiantado?

A maioria dos proprietários de carros deve iniciar 2015 pagando ou se preparando para o custo do Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor (IPVA). Em alguns estados como Minas Gerais e São Paulo, o calendário de pagamentos se inicia já em janeiro e vai até o fim de março, com desconto de 3% para o pagamento antecipado. Nessas horas, costuma surgir a dúvida: vale a pena aceitar tal oferta?

Antes de mais nada, é importante ter em mente que taxa de juros é diferente da taxa de desconto. Por exemplo, suponha que você tenha R$ 80 e aplique esse valor por um mês, recebendo R$ 100 ao final. Neste caso, os juros foram de 25% ((100 – 80)/80). Supondo uma dívida de R$ 100 que, caso paga antecipadamente, custe R$80, há um desconto de 20%  ((80 -100)/100).

No caso de um proprietário de veículo com placa de final 2, em Minas Gerais, que tenha a opção de pagar seu IPVA antecipado no dia 19 de janeiro no valor de R$ 1.164 ou em 3 parcelas mensais de R$400, só será vantajoso pagar parcelado caso o dinheiro seja aplicado a uma taxa de juros de 2,86% ao mês, independentemente do valor da prestação, o que hoje em dia é muito difícil sem assumir riscos.

Considerando que uma considerável parte dos brasileiros deixa o dinheiro aplicado em poupança, a qual rende TR + 0,5% ao mês, o pagamento antecipado do IPVA é mais que recomendado!

No caso de taxas de desconto maiores, como é o caso na Paraíba, que oferece 10% de redução, o pagamento antecipado é mais recomendado ainda.

Para aqueles que possuem reserva para o pagamento adiantado do IPVA e têm algum empréstimo que gere juros, a sugestão é a comparação das taxas envolvidas nas duas opções e o pagamento da que for mais cara. Se a dívida for com o rotativo do cartão de crédito ou o cheque especial, que possuem taxas mais altas, quitem o empréstimo!

Quem poupa para os gastos extraordinários ganha, não é?! Lembrem-se que o olho do dono é que engorda o gado!

Autor

João Luís Resende
João Luís Resende é mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais e atua na área econômica há 13 anos, com experiência na indústria bancária, energética e financeira. Neste espaço, vai apresentar estratégias de uso eficiente do dinheiro para satisfazer necessidades e desejos.

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