Por que menos é mais?

Por que menos é mais?

Gostaria de compartilhar com os leitores uma reflexão que a maior parte das pessoas faz quando decide ou começa a juntar recursos. O que fazer com a preciosa forma de reconhecimento do seu empenho, disciplina, preparação e comprometimento que se traduz na maior parte das vezes em remuneração ou mesada?

Assim como seu esforço, esse reconhecimento financeiro deve ser valorizado porque ele é todo seu e foi alcançado devido à sua dedicação e todas as habilidades amealhadas ao longo da vida. Pensando nisso, pergunto: por que desperdiçar o reconhecimento de seu suor?

Por que pagar tarifa para o banco pela sua conta se você pode entregar ao seu verdadeiro dono, você mesmo? Menos tarifa é mais reconhecimento ao seu esforço e mais dinheiro em seu bolso!

Uma parcela significativa e crescente do lucro dos bancos advém das tarifas cobradas dos clientes pelo provimento de serviços. De olho nesse movimento e pensando em promover transparência e eficiência do setor financeiro, o Banco Central do Brasil, por meio da Resolução nº 3.919, de 25 de novembro de 2010, criou padrões mínimos de cobrança de tarifas para todas as instituições financeiras.

A resolução estabelece a proibição de cobrança de tarifas para os serviços bancários essenciais. Ou seja, se você for ao seu banco e solicitar o pacote de serviços essenciais, seu banco não poderá lhe cobrar um centavo sequer e será obrigado a lhe fornecer cartão de débito, permitir a realização de até quatro saques por mês, realização de até duas transferências para contas da mesma instituição, fornecimento de até dois extratos por mês, fornecimento de até 10 folhas de cheque por mês e realização de consultas pela internet, entre outros.

Considerando um casal que possui duas contas em um banco A e contratou um financiamento habitacional no banco B, tendo contratado mais uma conta para efetuar o débito, tende-se a pagar uma tarifa média mensal de R$39,00 por cada uma das três contas, o que daria R$117,00 por mês transferidos aos bancos dos rendimentos da sua família.

Esse recurso pode gerar mais satisfação e alegria ao dono desse dinheiro caso se transforme na realização de um desejo, não acha? Imagine um casal que aplique esses R$117,00 por 12 meses a juros de poupança. Ao fim de um ano, terá R$ 1.443,26, que pode virar uma bela viagem de férias, um presentão de aniversário ou amortização do financiamento.

Caso um sinta a necessidade de fazer transferências entre bancos, há a possibilidade de escolha da conta eletrônica, que permite ilimitadas transferências eletrônicas e exige que todos os serviços não envolvam intervenção humana.

Por que não valorizar o suor e proporcionar mais felicidade ao seres mais importantes do mundo, você e quem você ama?

Autor

João Luís Resende
João Luís Resende é mestre em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais e atua na área econômica há 13 anos, com experiência na indústria bancária, energética e financeira. Neste espaço, vai apresentar estratégias de uso eficiente do dinheiro para satisfazer necessidades e desejos.

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