Que “independência do Banco Central” que nada! Que tal a “independência do Banco da  Esquina”?

Que “independência do Banco Central” que nada! Que tal a “independência do Banco da Esquina”?

Nesta última semana, tenho sido perguntado diversas vezes sobre “independência do Banco Central”, tema que assumiu a pauta da imprensa nacional de uma forma avassaladora. Confesso que nestes 20 anos em que acompanho a pauta econômica, poucas vezes vi um tema coberto com tamanha ênfase, de forma que até mesmo os menos conhecedores ficaram curiosos.

Não quero desmerecer de forma alguma a discussão, mas não vou hoje tratar diretamente dela, muito menos me posicionar a favor ou contra, principalmente por entender que ao tema está sendo associado uma discussão política que aqui não cabe. Afinal isto aqui é um blog de finanças pessoais, não é mesmo?!

Que título é esse então? Bom, acho que há um paralelo entre o objetivo da discussão sobre a “independência do Banco Central”, que no fim das contas é: o que é melhor para as finanças do país? E o nosso principal objetivo aqui no blog, que é: o que é melhor para as suas finanças?

Como assim? Bom, simplificando bastante, acho que posso dizer que o pano de fundo da discussão sobre a independência do Banco Central é que o país seria tão mais próspero, cresceria mais, geraria mais emprego, salários e renda quanto menos dependesse dos bancos, quanto melhor pudesse negociar os preços a que coloca seus títulos ou “rola” a dívida pública, enfim, quanto menos custos financeiros tivesse, quanto menos juros pagasse.

Pois então, pense bem, isso não é em nada diferente da nossa situação financeira como clientes bancários. Quanto menos dependente do “banco da esquina” formos, quanto mais conhecedores dos custos dos produtos que temos e dos custos da concorrência, quanto mais dispostos a trocar de banco – fazer as portabilidades, quanto menos pendurado em dívidas estivermos, mais próspera será a nossa vida, mais vai crescer a nossa renda e o nosso patrimônio; mais uma vez, liberando seu tempo e sua cabeça para as coisas que mais interessam na vida, para as coisas que te dão prazer.

Em resumo: é difícil tanto para uma pessoa, quanto para um país que não se planeja financeiramente, que não gera um superávit em seu orçamento, e que está excessivamente endividado falar em independência dos bancos, não é não?! Sejam eles o Central ou o “da esquina”…

Então? Que tal aproveitar esta motivação e tomar uma atitude em relação às suas finanças hoje mesmo?!

Autor

Frederico Torres
Profissional do mercado financeiro há 20 anos e interessado em como fazer o $$$ parte de nossa vida de forma mais saudável.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *