Com tecnologia ou à moda antiga, o importante é planejar

Com tecnologia ou à moda antiga, o importante é planejar

“Do velho bloquinho de anotações a aplicativos para registrar no smartphone todos os gastos, passando também pelas planilhas no computador. Não importa a ferramenta, as pessoas se preocupam cada vez mais com o que acontece com o batalhado salário. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), o número de usuários únicos de sites de ferramentas financeiras – que, além das ferramentas de controle do dinheiro, incluem páginas de pagamento on-line e informações sobre restrição de crédito, entre outros – chegou a 5,2 milhões em junho deste ano só no Brasil. A quantidade é 44% maior que há quatro anos, quando registrava 3,6 milhões.” Os dados estão em reportagem publicada no Correio Braziliense desta terça-feira, 12 de agosto. (Leia a matéria completa AQUI.)

Ao ler a notícia acima, alguns poderiam dizer: o brasileiro não cuida mesmo do seu dinheiro, veja só: são 5,2milhões em um total de 140 milhões que é o total da população em idade ativa.

Eu prefiro comemorar o crescimento. Ver o copo meio cheio. Meus parabéns aos brasileiros que demonstram cada vez mais interesse em cuidar do dinheiro. Além disso, vou dar mais 2 dicas sobre o assunto:
  1. Em palestras de finanças pessoais, quando estou falando da importância do planejamento financeiro, sempre proponho um exercício: projete seus desembolsos para o próximo mês e depois compare os registros dos gastos efetivos com o projetado. Você que acha que isso é chato, supere esse preconceito. É um teste. Faça isto pelo menos uma vez, ok?! Garanto que muitos de vocês ficarão surpresos com o grau de acerto (ou seria de erro?!) e se sentirão motivados a continuar o exercício por mais alguns meses, fazendo ajustes até acertarem, ou seja, saberem bem direitinho pra onde vai o seu $$$.
  2. Recomendo cuidado com mudanças muito abruptas. Por exemplo, para alguém que não tem o hábito de se planejar financeiramente, a simples tarefa de ter que anotar gastos pode ser “pesada”. Se além disso, você quiser usar junto um novo software ou aplicativo já logo de cara, acho que as chances de você desistir crescem. Minha recomendação é que no início deste processo de mudança, você use o que lhe for mais conveniente/familiar. Depois que você pegar gosto pela coisa, teste com novas ferramentas que estão aí sim pra melhorar/facilitar a nossa vida.
E viva a modernidade!

Autor

Frederico Torres
Profissional do mercado financeiro há 20 anos e interessado em como fazer o $$$ parte de nossa vida de forma mais saudável.

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